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Ibovespa sobe com possível acordo EUA-México e tem alta semanal de 0,82%

Por Pablo Vinicius Souza
07 junho 2019 - 18:39

O Ibovespa fechou a semana registrando alta de 0,82%, em um momento que o governo celebra importantes vitórias junto ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A aprovação da Medida Provisória 871 (combate às fraudes no INSS) e a decisão do STF que concedeu às empresas estatais maior autonomia nos processos de privatização foram os grandes catalisadores da vez.

Especificamente hoje, o índice geral acelerou os ganhos após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que há “boa chance” de o país chegar a um acordo comercial com o México.

O fato trouxe ânimo aos investidores, que já operavam com a expectativa de possível corte na taxa básica de juros nos Estados Unidos e também no Brasil.

Os dados fracos da geração de empregos na economia americana e os níveis baixos de inflação por aqui reforçaram as apostas na aplicação de políticas monetárias mais suaves.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 0,63%, aos 97.821 pontos, com um volume financeiro de R$9,404 bilhões.

Dólar fecha a R$3,87 e registra queda semanal

A melhora do cenário político surtiu efeitos positivos sobre o câmbio, fazendo o dólar registrar a terceira queda semanal consecutiva.

Em um misto de contribuições do cenário interno e pressões do cenário externo, a divisa americana depreciou 0,13% contra o real, fechando na cotação de R$3,87.

No mercado internacional, o dólar também caiu contra as principais moedas globais, reagindo à divulgação do relatório de emprego nos EUA mostrando um desempenho muito abaixo do esperado.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com recuo nas taxas, inclusive as do vértice mais curto da curva a termo, com os investidores fazendo apostas no afrouxamento da política monetária.

Crescem as expectativas pela redução dos juros e, de modo gradual, isto se revela no movimento constante de retirada do prêmio de risco dos ativos.

No final do pregão, o DI janeiro/2020 recuou para 6,21% (6,26% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 diminuiu para 7,74% (7,85% no ajuste anterior).

Petróleo avança apoiado por dólar e redução da oferta global

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (07) com ganhos significativos, apoiados pelo enfraquecimento do dólar e boas perspectivas de redução da oferta global.

Reagindo à diferentes variáveis, o dólar depreciou contra uma variedade de divisas, tornando a negociação da commodity mais barata no mercado de câmbio.

Com isso, os investidores se sentiram motivados e a procura pelos contratos aumentou sensivelmente, resultando na elevação dos preços.

Além disso, surgiram boatos de que Arábia Saudita e Rússia estariam conversando sobre renovar o compromisso de reduzir a produção por mais tempo e isso repercutiu positivamente.

No fechamento, o petróleo WTI para entrega em julho saltou 2,66%, sendo cotado a US$53,99 o barril e o petróleo Brent para agosto avançou 2,63%, sendo cotado a US$63,29 o barril.

No acumulado da semana, o WTI cresceu 0,92% e o Brent ganhou 2,10%, superando as turbulências dos últimos dias.

Noticiário Corporativo

JSB (JBSS3) – No Senado americano, um grupo de parlamentares se uniu para pressionar Donald Trump a interromper os repasses de verbas realizados à JBS.

Os senadores argumentaram que os recursos do Departamento de Agricultura estão sendo concedidos a uma empresa estrangeira com histórico de corrupção, ao invés de serem dados a fazendeiros locais.

No alvo dos questionamentos está um plano lançado pelo governo para auxiliar os produtores afetados pela guerra comercial com a China e União Europeia.

O objetivo de Trump é comprar as mercadorias dos produtores agrícolas afetados pelas barreiras dos demais países e a JBS já faturou mais de US$60 milhões com o programa, segundo os parlamentares.

Marfrig (MRFG3) – Segundo publicação do Valor Econômico, o principal acionista e presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, está negociando a venda de ativos da companhia.

Pensando em aumentar a sua participação após a fusão com a BRF, o executivo estaria trabalhando para arrecadar R$2 bilhões com a venda de algumas unidades da empresa.

A notícia também informou que ele está procurando linhas de crédito para adquirir mais ações da companhia resultante, já se antecipando a um cenário muito otimista para os negócios no ramo.

Movimentações na B3

As top 5 ações que mais valorizaram no mercado à vista de opções Bovespa:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo06/0607/06Ativo06/0607/06
Petrobras (PETR3)+2,13%+2,48%Vale (VALE3)+0,54%-0,06%
Petrobras (PETR4)+2,28%+1,56%Embraer (EMBR3)-0,33%+0,71%
Eletrobras (ELET3)+4,17%-0,03%Banco do Brasil (BBAS3)+2,54%-0,74%
Eletrobras (ELET3)+3,51%-0,43%Cemig (CMIG4)+3,19%-1,25%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo06/0607/06Ativo06/0607/06
Itaú Unibanco (ITUB3)+0,98%+0,63%Usiminas (USIM3)+1,72%+1%
Santander (SANB11)+0,56%+0,85%CSN (CSNA3)+2,53%-0,42%
Bradesco (BBDC3)+1,18%+0,92%Gerdau (GGBR4)-0,51%+1,98%

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