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Ibovespa salta mais de 2% repercutindo balanços do Itaú e alívio no cenário externo

Por Pablo Vinicius Souza
11 fevereiro 2020 - 13:41
saldo positivo do Ibovespa

O Ibovespa operava em expressiva alta nesta terça-feira (11), fazendo uma sessão de recuperação, impulsionado pelos resultados mais fortes do Itaú Unibanco e pelo clima de alívio no exterior.

Embora o número de mortos pelo coronavírus tenha aumentado para 1.016 pessoas e os contaminados tenham ultrapassado os 42.638, o principal consultor médico da China afirmou que a epidemia já está apresentando sinais de melhora.

A expectativa do governo chinês é que as medidas adotadas consigam estabilizar a doença nas próximas semanas, permitindo que a população retome a sua rotina habitual.

O primeiro-ministro da China, Xi Jinping, se manifestou sobre a situação dizendo que os fundamentos econômicos do gigante asiático estão sólidos e que os impactos do vírus sobre as atividades serão breves.

O mercado está avaliando positivamente as ações de Pequim para conter os danos econômicos do surto da doença, o que justifica o aumento do apetite ao risco nesta sessão.

Por aqui, os investidores repercutiam os resultados do Itaú Unibanco (ITUB4), que reportou um crescimento mais forte no quarto trimestre, em linha com as projeções dos especialistas.

O fato contribuía com o bom desempenho das companhias do setor bancário, que já estavam sendo negociadas com viés de alta em atenção aos números sólidos do Bradesco (BBDC4).

Outro aspecto importante que influenciava o índice geral era a ata do Copom, divulgada hoje, que enfatizou a recomendação de cautela frente ao atual estágio do ciclo econômico.

O documento asseverou que os efeitos da redução da taxa Selic ficaram defasados e que a suspensão dos cortes neste momento será importante para permitir a melhor adequação do mercado à nova realidade de juros.

Contudo, os integrantes do Copom reconheceram que a situação carece de uma análise mais aprofundada, de forma que, a permanência da atual política monetária dependerá da evolução das atividades em si.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira avançava 2,16%, aos 115.003 pontos, anotando um volume financeiro de R$6,714 bilhões.

Dólar cai a R$4,30 em atenção a ata do Copom

O dólar comercial operava em leve queda nesta terça-feira (11), reagindo à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O documento elaborado pelo Banco Central enfatizou a importância de dar um tempo na aplicação de estímulos para observar os efeitos de tais medidas na economia.

Além disso, o conteúdo aponta que o cotejo entre os dados do mercado de trabalho e a produção de bens e serviços pode sinalizar um menor grau de ociosidade do que o mensurado pelas técnicas tradicionais.

Os integrantes também destacaram os possíveis efeitos do surto de coronavírus sobre a economia mundial e os potenciais reflexos na economia brasileira.

Na visão do comitê, o prolongamento ou a intensificação da epidemia poderão ocasionar uma desaceleração adicional no desenvolvimento macroeconômico global, interferindo nos preços das commodities e de outros ativos financeiros.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,28% contra o real, sendo cotado a R$4,3090 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam redução nos vértices intermediários e de longo prazo, repercutindo os dados fracos de inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) mostrou que a inflação da cidade de São Paulo foi de 0,19% na primeira quadrissemana de fevereiro, o que equivale a uma desaceleração de 0,26% em relação ao fechamento de janeiro.

O DI janeiro/2021 recuava 0,59% sendo negociado a 4,23% (4,26% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caía 0,62%, sendo vendido a 6,42% (6,48% no ajuste anterior).

Noticiário corporativo: Banrisul reporta lucro líquido recorrente de R$1,27 bilhão em 2019

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) divulgou os balanços corporativos de 2019, reportando um lucro líquido de recorrente de R$1,27 bilhão.

O crescimento foi de 16,2% em relação aos números registrados no ano anterior, refletindo o avanço das receitas com tarifas bancárias e o relativo equilíbrio das despesas administrativas.

O avanço de 22,1% no desempenho do quarto trimestre em relação ao terceiro, também contribuiu para o saldo positivo, anotando um lucro de R$356,3 milhões no período.

De outubro a dezembro, a margem financeira do banco foi de R$1,393 bilhão, recuando 2,9% em relação ao trimestre anterior, contudo, a carteira de clientes subiu 4,4%, totalizando R$36,183 bilhões.

Após aprimorar as diretrizes de controle, o Banrisul conseguiu reduzir em 24% as despesas com crédito de liquidação duvidosa, somando R$265,1 milhões no último trimestre do ano.

Na avaliação anualizada, a carteira de crédito apresentou uma expansão de 6,2%, totalizando R$36,1 bilhões, ao mesmo tempo em que os ativos saltaram 5,3%, para R$81,5 bilhões.

O retorno ajustado anualizado (ROAE) alcançou 19,7% no período mencionado, avançando em comparação aos 17,6% apurados no mesmo intervalo de 2018.

Ao longo do ano, foram destinados R$536,6 milhões para a distribuição de dividendos e houve a retenção de R$610,8 milhões para outras finalidades.

Conforme as projeções do banco gaúcho para o guidance de 2020, a expectativa é impulsionar a carteira de crédito de 9% a 13% e o retorno sobre o investimento deve permanecer no intervalo entre 14% e 17%.

Após a publicação dos balanços da Banrisul, as ações da companhia (BRSR6) operavam com valorização de 3,35% na B3, na cotação de R$20,06.


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