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Ibovespa salta 1,30% com exterior positivo e Previdência no Senado

Por Pablo Vinicius Souza
08 agosto 2019 - 18:38

O Ibovespa avançou no pregão desta quinta-feira (08), seguindo o clima positivo que ditou o ritmo dos negócios nas Bolsas internacionais.

Novamente, as atenções se concentraram na China, que divulgou os dados de sua balança comercial apurada em julho, evidenciando resultados que contrariaram as previsões dos analistas, surpreendendo em meio ao conflito comercial.

Outro fator que também animou os investidores foi a intervenção do banco central chinês no câmbio, fixando um valor referencial para o yuan mais alto do que o esperado.

Diante destas perspectivas, o mercado renovou o apetite ao risco, acreditando que essa nova dinâmica econômica da China possa significar um respiro em meio à desaceleração global.

O cenário interno também influenciou o desempenho do índice geral na B3, adicionando volatilidade e expectativas às negociações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que já está com a proposta da reforma da Previdência em mãos, se comprometeu em cumprir o cronograma e articular a aprovação da matéria.

Em um breve discurso de dentro do gabinete da presidência, o senador teceu elogios ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pela forma como conduziu as discussões e ressaltou que a aprovação da proposta foi fruto do trabalho conjunto de governistas e congressistas.

No fim da sessão, a Bolsa brasileira fechou em alta de 1,30%, aos 104.115 pontos, registrando um volume financeiro de R$20,04 bilhões.

Dólar recua a R$3,92 refletindo o otimismo no exterior

O dólar comercial desvalorizou 1,18% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$3,9280 na venda, próximo à mínima do dia.

A divisa americana se enfraqueceu contra as principais moedas emergentes, devido à melhora na percepção do risco nos mercados.

Nesse contexto, o real apresentou o segundo melhor desempenho na paridade cambial, ficando atrás apenas do peso colombiano. Apenas cinco divisas recuaram contra o dólar, dentre as 33 mais negociadas.

As sinalizações da China sobre os indicadores econômicos e a estabilização do yuan foram os grandes catalisadores do sentimento positivo.

O fato trouxe ânimo ao mercado, e as novas perspectivas econômicas impulsionaram o avanço dos ativos de maior exposição, sobretudo os cambais.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros encerraram nas mínimas de quase um mês, zerando todo o efeito de aversão ao risco que prevaleceu nas últimas semanas.

Os investidores de renda fixa estão ancorando expectativas na continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic, por isso, continuam retirando prêmio de risco dos ativos.

Como o IPCA de julho veio mais fraco do que o previsto, a tendência é que a intervenção do banco central na política monetária seja mais agressiva e o mercado segue precificando mais uma redução de 0,50% na taxa básica.

No fim do pregão regular, o DI abril/2020 caiu para 5,36% (5,39% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 recuou para 6,62% (6,68% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 declinou para 7,11% (7,18% no ajuste anterior).

Petróleo avança mais de 2% com “alívio” na China e atenção às cotações

Os contratos futuros de petróleo ensaiaram a recuperação nesta quinta-feira (08), avançando mais de 2% após sinalizações positivas da China.

O gigante asiático divulgou os dados da balança comercial do mês de julho, evidenciando um salto de 3,3% nas exportações, destoando das previsões do mercado, que indicavam um recuo de 2%.

Já as importações registraram declínio de 5,6%, um valor ligeiramente menor do que as projeções dos analistas, que apontavam para a queda de 9%.

Além disso, o banco central chinês fixou um valor mais forte para a referência do yuan, o que demonstrou o ímpeto do governo local em controlar a desvalorização de sua moeda no câmbio internacional.

Tal conjunto de fatores somado a um dia sem grandes turbulências, renovou o apetite ao risco dos investidores, embora as incertezas geopolíticas ainda persistam.

Outro aspecto que deu força às cotações foi o relatório da Bloomberg informando as movimentações da Arábia Saudita para conter a baixa dos preços da commodity.

Segundo a agência, autoridades sauditas estariam fazendo contato com as demais nações produtoras de petróleo, para discutirem soluções políticas que consigam frear a redução dos contratos.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em setembro subiu 2,83%, sendo cotado a US$52,54 o barril e o petróleo Brent para outubro avançou 2,04%, sendo cotado a US$57,38 o barril.

Resultados Corporativos

SulAmérica (SULA11) – A SulAmérica divulgou os resultados do segundo trimestre apresentando um lucro líquido de R$260,5 milhões, um número 92,5% superior ao que foi apurado no mesmo período do ano passado.

As receitas consolidadas avançaram 7% na comparação anual, somando R$5,4 bilhões e a receita líquida corrente saltou 46%, para R$198 milhões.

O resultado financeiro ficou positivo em R$159,4 milhões no período, porém, esta margem veio 5,2% abaixo do que foi registrado em 2018.

Segundo análise do Brasil Plural, os balanços da SulAmérica demonstraram a evolução do núcleo central de seu negócio, que é a saúde, permitindo que a recomendação de suas ações continue no padrão “Overweight”.

Totvs (TOTS3) – A Totvs publicou os balanços corporativos de abril a junho deste ano, evidenciando um um lucro líquido de R$57,5 milhões, o que equivale a uma expansão de 88,5% em comparação a 2018.

 O Ebitda somou R$116,2 milhões no período, representando alta de 40,9% e a receita líquida saltou 8,8% na mesma base, totalizando R$564 milhões.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, a companhia registrou um crescimento orgânico na receita corrente, que alcançou R$428,5 milhões, um valor 12,1% maior do que o apurado na mesma temporada do ano passado.

Movimentações na B3  

 As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram em alta, exponenciando ganhos. A seguir, as máximas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 07/08 08/08 Ativo 07/08 07/08
Petrobras (PETR3) -0,67% +2,30% Vale (VALE3) 00% +1,74%
Petrobras (PETR4) -1,00% +3,05% Embraer (EMBR3) +0,21% +0,77%
Eletrobras (ELET3) -2,21% +3,78% Banco do Brasil (BBAS3) +0,45% +0,68%
Eletrobras (ELET6) -2,36% +2,35% Cemig (CMIG4) -3,24% +3,57%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 07/08 08/08 Ativo 07/08 08/08
Itaú Unibanco (ITUB3) +3,92% +0,03% Usiminas (USIM3) -1,89% +1,28%
Santander (SANB11) +3,24% +3,04% CSN (CSNA3) -2,02% +2,95%
Bradesco (BBDC3) +1,62% +0,45% Gerdau (GGBR4) -0,08% +3,62%


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