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Ibovespa salta 1% com agenda de indicadores e decisão do STF

Por Pablo Vinicius Souza
30 maio 2019 - 12:14

O pregão de hoje começou em tom positivo, com o Ibovespa avançando já nas primeiras horas de negociação, no compasso das notícias do cenário político.

O mercado segue precificando a aprovação da reforma da Previdência, embora alguns analistas já admitam que haverá desidratação no texto principal.

Outro evento importante é o julgamento que será realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no qual será discutido se os ativos das estatais dependem de aprovação do Congresso para serem privatizados.

Essa decisão tem o potencial de impactar positiva ou negativamente as políticas liberais do governo, que preveem a retomada do crescimento com a implementação da agenda de privatizações.

Ao mesmo tempo, os investidores digerem a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2019, que registrou contração de 0,2% na comparação de base anual.

Nesse contexto, às 12h03 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 1,02%, aos 97.548 pontos. O giro financeiro até o momento era de R$3,281 bilhões.

Dólar cai a R$3,96 com perspectivas positivas do ambiente político

Em sessão de ajustes no câmbio, a divisa americana seguia trajetória de queda, destoando de seu fortalecimento no exterior.

O mercado reagia à divulgação do PIB dos EUA referente ao primeiro trimestre, que apresentou crescimento de 3,1% na taxa anualizada, superando as projeções dos economistas.

Por aqui, a tônica do momento era conduzida pelas perspectivas positivas do ambiente político, sobretudo, em relação ao progresso da agenda de reformas.

Ás 12h03 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,30%, sendo cotado a R$3,96, levando o real a registrar um dos melhores desempenhos dentre as demais moedas globais.

Já no segmento de renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, divergindo entre altas e baixas ao longo de toda a curva a termo.

Diferentes variáveis influenciavam o comportamento dos juros, mas o viés ainda é negativo frente à expectativa de um corte na taxa Selic.

O DI janeiro/2020 tinha redução de 0,24%, sendo negociado a 6,31% (6,33% no ajuste anterior) e o DI abril/2023 aumentava 0,26%, sendo comercializado a 7,78% (7,76% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

CSN (CSNA3)Segundo notícia publicada pelo Valor Econômico, a CSN está trabalhando para concluir a primeira etapa do projeto de descomissionamento a seco de minério de ferro.

O procedimento está sendo implantado na mina Casa de Pedra, localizada na cidade de Congonhas/MG e tem previsão de término para o final do primeiro semestre.

Conforme a publicação, o processo de beneficiamento a seco do minério de ferro deverá ultrapassar 50% da produção da mina, que hoje é a principal da CSN.

Com a melhora significativa do ambiente operacional, a mineradora teve seu rating de longo prazo revisado pela Fitch, passando de B- para B, com perspectiva positiva.

Comportamento das ações na B3

As blue chips do Ibovespa operavam majoritariamente em alta, com o setor de commodities avançando em recuperação. Com destaque para as máximas do momento:

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,97% Vale (VALE3) +0,02%
Petrobras (PETR4) +0,91% Embraer (EMBR3) -0,57%
Eletrobras (ELET3) +2,50% Banco do Brasil (BBAS3) +1,02%
Eletrobras (ELET6) +1,60% Cemig (CMIG4) +2,73%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,44% Usiminas (USIM3) +3,02%
Santander (SANB11) +1,38% CSN (CSNA3) +2,69%
Bradesco (BBDC3) +0,97% Gerdau (GGBR4) +0,50%

 


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