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Ibovespa renova a máxima histórica com ata do Copom e perspectivas sobre a economia

Por Pablo Vinicius Souza
17 dezembro 2019 - 20:02
Ibovespa sobe: economia brasileira; Monitor do PIB

O Ibovespa encerrou em alta nesta terça-feira (17) renovando a máxima histórica de fechamento, no compasso do otimismo do mercado com a ata do Copom e as boas perspectivas sobre a economia brasileira.

Na manhã de hoje, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária em 2019, mostrando um posicionamento mais cauteloso em relação à taxa Selic nos próximos meses.

Segundo a instituição, as projeções sinalizam que a atividade econômica deve avançar mais rápido do que o previsto no ano que vem, gerando pressões de alta na inflação.

E embora a ociosidade dos fatores de produção ainda seja elevada, a maior eficiência do mercado de crédito e de capitais poderá estimular as atividades, aumentando a disponibilidade de recursos.

Os investidores ficaram muito animados com o diagnóstico do Comitê, apesar de prevalecer o clima de incerteza sobre o que virá nas próximas reuniões.

O mercado também reagiu às discussões sobre o possível retorno da CPMF, depois que o presidente Jair Bolsonaro derrubou o índice geral, na véspera, dizendo que “todas as opções estão na mesa”.

Em meio às diferentes controvérsias, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo, afirmou que Bolsonaro não voltará a falar sobre a recriação deste imposto, deixando ao encargo do Ministério da Economia analisar as alternativas mais viáveis para o país.

O dia foi de ganhos nas principais Bolsas internacionais, ainda embaladas pela conclusão da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China e pelo clima positivo no exterior.

Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,034%, o Dow Jones avançou 0,11% e o Nasdaq Composto teve alta de 0,10%.

Na B3, as companhias Cielo (CIEL3), B3 (B3SA3), BR Distribuidora (BRDT3), Suzano (SUZB3), Intermédica (GNDI3) lideraram o ranking positivo da sessão.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 0,64% aos 112.615 pontos, anotando um volume financeiro de R$16,962 bilhões.

Dólar sobe pouco e fecha em R$4,06 com ajuste no exterior

O dólar comercial encerrou em leve alta nesta terça-feira (17), sendo cotado a R$4,0630 na venda, depois de passar por intensa volatilidade na sessão.

O movimento de ajustes no câmbio internacional impulsionou a valorização da divisa americana contra as principais moedas mais líquidas.

Embora a divulgação dos dados mais fortes na produção industrial dos EUA tenha fortalecido as divisas emergentes, o real interrompeu o movimento de recuperação visto nas últimas sessões, cedendo 0,05%.

No exterior, a notícia de que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está defendendo um prazo fixo para a concretização do Brexit pressionou os ativos de risco.

Isso porque, se não houver a possibilidade de extensão do prazo para a conclusão dos processos, corre o risco de o divórcio acontecer sem um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia.

Em reação, a Libra desabou mais de 1%, gerando uma correção no dólar, que havia se enfraquecido nas últimas semanas devido ao impasse entre Estados Unidos e China.

Contudo, por aqui, o bom humor dos investidores com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) prevaleceu, desacelerando o avanço da moeda dos EUA.

Outro fator que evidenciou o otimismo local foi o spread do contrato de Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, que recuou aos 96 pontos, ficando novamente abaixo de 100.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam em forte alta, com o mercado procedendo à recomposição do prêmio de risco de ponta a ponta da curva de juros.

A abordagem do Banco Central foi considerada conservadora pelos investidores, de forma que, o texto da ata desencadeou um ajuste amplo nas taxas, sinalizando cautela ante o possível fim do ciclo de afrouxamento monetário.

O DI outubro/2020 subiu para 4,48% (4,41% no ajuste anterior), o DI outubro/2022 saltou para 5,87% (5,74% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 6,77% (6,65% no ajuste anterior).

Petróleo avança mais de 1% e renova a máxima de três meses com acordo EUA-China

Os contratos futuros de petróleo avançaram mais de 1% nesta terça-feira (17), estendendo o rali iniciado após a conclusão da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para janeiro, subiu 1,21%, sendo negociado a US$60,94 o barril.

Enquanto o petróleo Brent para fevereiro, comercializado na ICE de Londres, avançou 1,16%, fechando na cotação de US$66,10 o barril.

Os preços do barril renovaram a máxima de três meses, acompanhando o otimismo do mercado com o pacto sino-americano e com os dados econômicos mais sólidos nas duas maiores economias do mundo.

No pregão de ontem, a China divulgou um crescimento de 6,2% na produção industrial e de 8% nas vendas no varejo, mensuradas em novembro.

Hoje, o Banco Central dos EUA, Federal Reserve, informou que a produção industrial norte-americana subiu 1,1% em novembro, evidenciando o maior salto mensal desde outubro de 2017.

O sentimento geral é muito positivo e as cotações estão bem sustentadas com o declínio dos estoques globais, pressionado pelos cortes de produção da Opep e o aumento na demanda chinesa.

A expectativa dos investidores continua alta sobre a recuperação da economia global no curto prazo e a consequente elevação no consumo de óleo bruto.

Mesmo assim, as perspectivas de um possível excesso de oferta no primeiro semestre de 2020 “é algo com que o mercado terá que lidar” – analisou o chefe de estratégia de commodities do ING, Warren Patterson.

Também no radar, amanhã serão divulgados os dados semanais dos estoques de petróleo nos EUA e a previsão dos analistas consultados pelo Wall Street Journal é de queda de 2 milhões de barris.

Noticiário Corporativo: Magazine Luiza planeja expansão em 2020 abrindo até 15 lojas em Brasília

O Magazine Luiza (MGLU3) planeja avançar a outros estados, iniciando com a abertura de até 15 lojas em Brasília, no ano que vem.

Segundo o vice-presidente comercial e operacional do segmento de eletroeletrônicos e móveis da varejista, Fabrício Garcia, a inauguração está agendada para o mês de abril.

O executivo participou da inauguração do primeiro quiosque da companhia dentro das lojas Marisa, na Avenida Paulista, sendo este o primeiro dos 300 pontos de venda que serão distribuídos por todo o Brasil.

“Vamos ter capilaridade no país por meio desta parceria, atuando em uma área que é nicho para o Magalu, que é smartphones” – explicou Garcia.

A parceria entre a Magalu e a Marisa vem sendo negociada há cerca de três meses e, só hoje, foram abertas as cinco primeiras unidades na capital e região metropolitana de São Paulo.

No mês de janeiro, está prevista a inauguração de outros 43 quiosques, e, conforme o planejamento, o restante deverá ser inaugurado até o final de maio.

Nos pontos de venda, além de smartphones, também serão vendidos acessórios como fones de ouvidos, baterias, cartões de memória para celular, caixas de som e tomadas com wi-fi.

Como nome forte no segmento de vestuário, a Marisa agora entra em uma nova categoria, a de eletrônicos, depois de estrear em 2018 no mercado de perfumes importados.

Já a Magalu poderá atuar em locais onde não possui base física, coordenando toda a estratégia comercial, logística, gestão de estoques, faturamento, contratação de funcionários, etc.

 


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