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Ibovespa registra perdas com controvérsias no exterior e reformas no Congresso

Por Pablo Vinicius Souza
23 maio 2019 - 12:15
Ibovespa futuro cai

O pregão de hoje começou em clima de cautela, seguindo o mau humor dos mercados no exterior. O Ibovespa operava em queda, refletindo diferentes variáveis em âmbito interno e externo.

O agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China levou a uma queda geral nas principais Bolsas do mundo, resultando no aumento da aversão ao risco.

A situação piorou após o governo americano anunciar que além da Huawei, outras cinco companhias chinesas sofrerão restrições em suas operações no território americano.

Adicionalmente, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou que não há uma data programada para os dois países retomares as negociações, o que elevou as preocupações dos investidores.

Por aqui, o mercado está atento aos desdobramentos das reformas Administrativa, Tributária e da Previdência, que estão tramitando na Câmara dos Deputados.

Ontem, a reforma administrativa foi aprovada pelo plenário da Câmara, mas com algumas alterações, a reforma Tributária foi admitida pela CCJ e a reforma da Previdência ganhou novos prazos para emendas.

As três medidas são muito importantes para o governo conseguir concretizar o ajuste fiscal e a atuação do legislativo no processo será decisivo em sua concretização.

Nesse contexto, às 12h05 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,30%, aos 94.080 pontos, já desacelerando as perdas iniciais. O giro financeiro até o momento era de R$3,794 bilhões.

Dólar muda de direção e recua a R$4,03

Depois de avançar no início das negociações, a divisa americana mudou de direção refletindo a melhora no cenário político, sobretudo no tange ao avanço das reformas no Congresso.

Ás 12h05 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,10% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,03, na mínima do dia.

Destoando do mercado de câmbio no exterior, no qual a moeda dos EUA subia contra as principais divisas emergentes, por aqui, as expectativas internas se sobrepunham às tensões internacionais.

Os contratos de juros futuros acompanhavam a dinâmica cambial apresentando redução nas taxas, com os investidores de renda fixa retirando o prêmio de risco da curva a termo.

 O DI março/2020 perdia 0,54%, sendo negociado a 6,41% (6,44% no ajuste anterior) e o DI dezembro/2023 caía 0,48%, sendo comercializado a 8,32% (8,35% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Usiminas (USIM3) – Diante da iminente possibilidade de rompimento da barragem de Gongo Soco, em Barão de Cocais, a Vale interrompeu o transporte de cargas pela estrada de ferro Vitória-Minas.

A decisão gerou um forte impacto nas operações da Usiminas em Ipatinga, que precisará utilizar caminhões para manter o suprimento de minério de ferro e de pelotas.

Além disso, a siderúrgica terá que concentrar o transporte no modal rodoviário para conseguir escoar sua produção de aço e cumprir os prazos com os clientes.

Vale (VALE3) – Segundo publicação do jornal Valor Econômico, a Vale articulou um projeto de parceria com o grupo China Communications Construction Company (CCCC) para investir no Brasil.

A intenção da mineradora é estabelecer um polo metal-mecânico na cidade de Marabá, no Pará, iniciando pela construção de uma usina de aço, cujo investimento estimado alcançou R$1,5 bilhão.

A usina terá capacidade de produzir 300 mil toneladas por ano e seria o resultado da parceria entre o grupo CCCC, a Vale e o governo estadual.

Comportamento das ações na B3

As ações de maior liquidez da B3 operavam em queda, com a Petrobras e as siderúrgicas exponenciando perdas. A seguir, as mínimas do momento:

  • Pão de Açúcar (PCAR4) -3,25%
  • Petrobras (PETR3) -2,61%
  • Usiminas (USIM3) -1,95%
COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -2,61% Vale (VALE3) -0,55%
Petrobras (PETR4) -2,02% Embraer (EMBR3) -1,11%
Eletrobras (ELET3) +0,64% Banco do Brasil (BBAS3) +0,51%
Eletrobras (ELET6) +0,23% Cemig (CMIG4) -0,94%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -1,10% Usiminas (USIM3) -1,95%
Santander (SANB11) -2,03% CSN (CSNA3) -0,82%
Bradesco (BBDC3) -0,66% Gerdau (GGBR4) -1,05%


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