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Ibovespa recua mais de 2% com retaliação chinesa à ofensiva tarifária dos EUA

Por Pablo Vinicius Souza
05 agosto 2019 - 12:18

O pregão desta segunda-feira (05) começou repleto de turbulências! Novamente, o mau humor do cenário externo está ditando o ritmo dos negócios por aqui.

O Ibovespa operava em queda expressiva desde a abertura, pressionado pelo agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Semana passada, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre US$300 bilhões em produtos importados do gigante asiático e confirmou sua decisão na reunião com os assessores do governo em Washington.

Como retaliação, Pequim permitiu a desvalorização do yuan, que rompeu o nível psicológico de 7 por dólar, alcançando o patamar mais baixo da última década.

Além disso, o governo chinês solicitou que as empresas estatais suspendessem as importações de produtos agrícolas provenientes dos EUA.

O mercado está temeroso quanto aos efeitos de uma guerra comercial agressiva entre as duas maiores economias do mundo, tendo em vista que na atual conjuntura, os países já estão se esforçando para driblar o movimento de desaceleração das atividades.

Em resposta à retaliação chinesa, o presidente americano voltou à sua conta no Twitter para criticar as lideranças em Pequim, instigando o Federal Reserve a mudar a sua política monetária para fazer frente à situação.

“A China derrubou a sua moeda às mínimas quase históricas. Isso é chamado de manipulação cambial. Você está ouvindo, Federal Reserve? (…)” – escreveu Trump.

No ambiente doméstico, os investidores voltaram a acompanhar a agenda do Congresso Nacional, sobretudo, em relação à tramitação da reforma da Previdência, que terá um segundo turno de votações na Câmara ainda essa semana.

Nesse contexto, às 12h05 (horário de Brasília), o Ibovespa desabava 2,06%, aos 100.553 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,374 bilhões.

Dólar salta a R$3,93 com intensificação do conflito comercial EUA-China

O aumento da aversão ao risco no exterior impulsionou o fortalecimento do dólar contra as principais moedas globais, principalmente, às que estão ligadas ao desempenho das commodities.

O grande catalisador da sessão é o agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que culminou na retaliação de Pequim à ofensiva tarifária americana.

Semana passada, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre US$300 bilhões em produtos importados do gigante asiático.

Na manhã de hoje, o governo chinês permitiu a desvalorização do yuan em patamar superior aos 7 por dólar, atingindo a cotação mínima em mais de uma década.

O fato repercutiu negativamente entre os investidores, que migraram para ativos mais seguros, como a divisa americana, reduzindo a exposição.

Ás 12h05 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 1,21% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,9380 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros acompanhavam o movimento do câmbio, apresentando aumento nas taxas ao longo de toda a curva a termo.

O DI julho/2020 saltava 1,30%, sendo negociado a 5,45% (5,37% no ajuste anterior) e o DI outubro/2023 avançava 1,66% sendo vendido a 6,73% (6,63% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Vale (VALE3) – O governo está analisando a possibilidade de transferir para a Agência Nacional de Mineração (ANM) a responsabilidade por fiscalizar as condições das barragens presentes no país.

Atualmente, as companhias de mineração contratam empresas para realizar a inspeção em seus empreendimentos e emitir um laudo técnico com os resultados.

Dessa forma, ficaria a cargo da ANM apenas manter um cadastro de empresas habilitadas à fiscalização para indicar às mineradoras, e estas, arcariam com os custos das atividades, como já acontece hoje.

Segundo Alexandre Vidigal, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, nesse caso, “a ANM poderia dizer que tal empreendimento minerário seria fiscalizado por tal empresa de auditoria e poderia até ser de surpresa”.

O secretário também acrescentou que a proposta está em estudo e que não há uma data certa para sua efetiva implementação, embora o calendário de fiscalizações esteja sendo cumprindo normalmente.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) – Conforme publicação realizada pelo Financial Times, aumentaram as pressões sobre o CEO e controlador do gigante varejista Cassino, Jean-Charles Naouri.

A notícia explica que ele terá que reestruturar a dívida de 3 bilhões de euros do grupo, mas está resistente em vender suas principais marcas Franprix e Monoprix.

As operações latino-americanas, que contam com o líder do mercado brasileiro Grupo Pão de Açúcar, podem estar abertas à venda total ou parcial, como alternativa para o cumprimento das obrigações junto aos credores.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -3,53% Vale (VALE3) -4,10%
Petrobras (PETR4) -2,64% Embraer (EMBR3) -0,98%
Eletrobras (ELET3) -0,70% Banco do Brasil (BBAS3) -1,58%
Eletrobras (ELET6) -1,66% Cemig (CMIG4) -2,86%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,90% Usiminas (USIM3) -2,35%
Santander (SANB11) -1,27% CSN (CSNA3) -5,23%
Bradesco (BBDC3) -0,88% Gerdau (GGBR4) -2,87%


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