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Ibovespa recua com realização de lucros, mas fecha a semana em alta de 1,23%

Por Fast Trade
27 dezembro 2019 - 20:21
tensão institucional após manifestações

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira (27), pressionado pelo movimento de realização de lucros, depois de abrir perto dos 118 mil pontos.

Os investidores aproveitaram para ajustar posições, se preparando para as festas de final de ano, que normalmente reduzem a liquidez, adicionando volatilidade aos ativos.

E mesmo com a queda de hoje, o benchmark do índice geral ainda permanece positivo, tendo em vista o avanço de 1,23% na semana e a renovação de sucessivas máximas nas últimas sessões.

Além disso, a sequência de indicadores positivos também mantém o otimismo em relação à retomada do crescimento econômico e sinalizam boas oportunidades para os investidores.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego do trimestre encerrado em novembro caiu para 11,2%, surpreendendo os especialistas.

Adicionalmente, o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), mensurado pela FGV, subiu para 2,09% em dezembro, anotando forte aumento em relação a novembro.

Mesmo assim, o dado ainda está dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, que novamente reforçou a ideia de que o país vai acelerar o crescimento, sem passar por pressões inflacionárias no curto prazo.

Enquanto isso, no exterior, os dados mais fortes sobre os lucros do setor industrial da China impulsionaram os ganhos das Bolsas internacionais.

Segundo informações divulgadas por órgãos oficiais, os rendimentos das indústrias do gigante asiático avançaram 5,4% em novembro, somando 593,9 bilhões de yuans.

Outro fator que contribuiu para o bom humor geral foi a expectativa pela assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

No mercado local, as companhias B3 (B3SA3), CSN (CSNA3) e Via Varejo (VVAR3), lideraram o ranking negativo da sessão.

Em contrapartida, na direção oposta, as empresas MRV (MRVE3), CVC (CVCB3) e Weg (WEGE3), obtiveram as maiores altas, embora em percentuais bem modestos.

Como resultado, a Bolsa brasileira recuou 0,57% aos 116.533 pontos, com um volume financeiro de R$16,34 bilhões.

Dólar recua a R$4,05 seguindo o ambiente internacional positivo

O dólar comercial registrou queda de 0,27% nesta sexta-feira (27), fechando na cotação de R$4,0500 na venda, acompanhando o otimismo do exterior.

Em sessão de agenda esvaziada e baixo volume de negociações, a expectativa pela assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China apoiou a valorização dos ativos de risco.

Embora o real venha apresentando uma trajetória de apreciação nos últimos dias, a divisa americana ainda acumula ganhos de 4,55% no ano, em relação ao câmbio local.

As perspectivas sobre a aceleração da economia brasileira em 2020 estão corroborando com as apostas sobre uma queda mais acentuada do dólar no curto prazo.

Inclusive, mais cedo, o recuo da taxa de desemprego mensurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deixou claro que há um movimento de retomada das atividades.

No trimestre encerrado em novembro, o percentual de desocupação ficou em 11,2%, ligeiramente abaixo das previsões do mercado e em comparação com o mesmo período do ano passado.

Diante das projeções de crescimento, o cenário mais favorável a privatizações deverá atrair um fluxo de capital externo e essa visão trouxe um certo alívio ao real neste final de ano.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, com as taxas passando por ajustes em atenção ao bom humor do mercado.

Com uma série de indicadores mais fortes e as previsões de manutenção da taxa Selic em níveis muito baixos, a tendência é que os investidores continuem reduzindo o prêmio de risco dos DIs.

O DI junho/2020 fechou estável, com negociação a 4,33%, o DI abril/2024 subiu para 6,34% (6,33% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 declinou para 6,94% (7,00% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em alta com sinais positivos da China e recuo dos estoques nos EUA

Os contratos futuros de petróleo encerraram em leve alta nesta sexta-feira (27), refletindo o fortalecimento da economia chinesa e a queda dos estoques nos Estados Unidos.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para fevereiro, registrou alta marginal de 0,06%, sendo negociado a US$61,71 o barril.

Enquanto o petróleo Brent comercializado na ICE de Londres, para entrega em março, subiu 0,16%, fechando na cotação de US$66,87 o barril.

Apesar da intensa volatilidade da sessão, as cotações foram amparadas pelos sinais positivos de avanço na atividade econômica do gigante asiático.

Em novembro, o lucro das companhias do setor industrial chinês avançou acima do previsto, alimentando as perspectivas de restabelecimento dos níveis de demanda por óleo bruto.

Porém, a possibilidade de suspensão do acordo de cortes na produção realizado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) limitou a valorização dos preços.

Segundo uma notícia divulgada pela Reuters, o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou que o cartel está considerando acabar com a diretriz de redução nos níveis de produção.

Diante disso, crescem as preocupações com um cenário de excesso de oferta, ainda que a demanda global da commodity adquira tração a partir do ano que vem.

Outro aspecto que também contribuiu para manter os contratos em território positivo foi a queda dos estoques de óleo bruto nos EUA.

O Departamento de Energia (DoE) americano informou que, na semana passada que se encerrou dia 20 de dezembro, os estoques recuaram 5,474 milhões de barris, superando as estimativas dos especialistas.

Além disso, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade diminuiu em 8 unidades, estando em operação somente 677, conforme dados da Baker Hughes.

Noticiário Corporativo: Vale vende sua participação na Longyu Energy por US$152 milhões

Em comunicado ao mercado, a Vale (VALE3) informou a realização da venda de sua participação na chinesa Henan Longyu Energy Resources, pelo total de US$152 milhões.

A compradora da fatia disponibilizada pela mineradora brasileira é a companhia Yongmei Group, atual acionista e controladora da Longyu.

A Vale vendeu a totalidade de sua participação, que era de 25%, e a expectativa é que as transações sejam concluídas até o final do primeiro trimestre de 2020.

A Longyu opera duas minas na província de Henan, apresentando um potencial produtivo de cerca de 3,4 milhões de toneladas por ano de carvão metalúrgico e térmico.

Segundo a mineradora, a operação de venda está de acordo com a sua estratégia de disciplina na alocação de capital e racionalização de portfólio de negócios.

Com a notícia, as ações da Vale (VALE3) fizeram um pregão positivo, apesar do movimento de realização de lucros que prevaleceu na B3.


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