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Ibovespa recua com Petrobras e expectativas pela ata do Fomc; dólar cai a R$3,82

Por Pablo Vinicius Souza
10 abril 2019 - 12:26

Devido à movimentada agenda do dia, o Ibovespa opera volátil desde a abertura. O movimento das ações da Petrobras e a expectativa pela divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) são os grandes catalisadores da sessão.

Mais cedo, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juros no mesmo nível até o final de 2019, o que trouxe certo alívio aos investidores, que já estavam pressionadas diante da evidente desaceleração econômica do continente.

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No cenário interno, além da aprovação da cessão onerosa para exploração dos campos excedentes do pré-sal, o mercado reagia à leitura do parecer sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que apontou para o cumprimento fiel do cronograma de votação.

Nesse contexto, às 12h15 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira tinha queda de 0,30%, aos 96.004 pontos, registrando um giro financeiro de R$3,867 bilhões.

Cotação do Dólar e juros futuros

O dólar comercial desvalorizava 0,73%, sendo cotado a R$3,82, na mínima do dia. A divisa americana segue em correção no mercado de câmbio, acompanhando a depreciação sofrida no exterior, em meio às expectativas pela ata da reunião de política monetária do Fomc e frente às sinalizações de maior contração das atividades na zona do euro.

Os contratos de juros futuros operavam mistos, com as taxas de curto prazo permanecendo estáveis e as de longo prazo apresentando redução. O mercado refletia os dados do IPCA de março, que subiu 0,43% em relação a fevereiro, e a apreciação do real frente ao dólar.

O DI com vencimento para dezembro/2019 era vendido a 6,49%, dentro da margem de estabilidade, o DI para junho/2023 caía 0,71%, sendo comercializado a 8,38% (8,44% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2025 desabava 1,22%, sendo negociado a 8,87% (8,97% no ajuste anterior).

Mercado brasileiro

As ações de maior liquidez operavam com desempenho misto, entre perdas e ganhos para alguns setores. Com destaque para as companhias que mais avançavam:

  • Eletrobras (ELET6) +2,43%
  • Gol (GOLL4) +3,76%
  • Cielo (CIEL3) +3,10%
  • Cemig (CMIG4) +4,05%

Petrobras – Após decisão do Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE), a Petrobras fechou um acordo com a União para finalizar a disputa sobre a revisão do contrato de cessão onerosa. O valor fechado ficou em US$9,058 bilhões, o mesmo que R$33,6 bilhões, dentro das estimativas do mercado. Na última reunião, o conselho já havia agendado o leilão do excedente para 28 de outubro deste ano.

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Uma nova reunião prevista para o dia 17 definirá os critérios para a realização do leilão, que estavam dependendo apenas do acordo final entre a estatal e a União, para delimitar o valor do bônus a ser pago pelos vencedores no processo. Os recursos que vão ingressar no caixa da companhia serão utilizados para ampliar os aportes na área de exploração e isso poderá atrair mais investidores.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3)-0,15%Vale (VALE3)-0,13%
Petrobras (PETR4)-0,55%Embraer (EMBR3)+0,32%
Eletrobras (ELET3)+1,62%Banco do Brasil (BBAS3)+0,52%
Eletrobras (ELET6)+2,43%Cemig (CMIG4)+4,05%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3)-0,37%Usiminas (USIM3)-0,88%
Santander (SANB11)+0,63%CSN (CSNA3)-2,87%
Bradesco (BBDC3)-1,21%Gerdau (GGBR4)-0,96%

 


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