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Ibovespa recua com Moro no Senado e decisão dos Bancos Centrais

Por Pablo Vinicius Souza
19 junho 2019 - 12:26

O pregão de hoje começou refletindo múltiplas expectativas! O Ibovespa operava em queda desde a abertura em atenção ao depoimento do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no Senado.

Voluntariamente, o ministro compareceu ao parlamento para dar explicações sobre o vazamento de conversas comprometedoras enquanto ainda atuava como juiz da Lava-Jato.

Moro afirmou que o seu relacionamento com membros do Ministério Público está absolutamente de acordo com a práxis jurídica brasileira e acusou o site de alterar as conversas para prejudicá-lo.

O movimento de leve queda no índice geral também se deve à cautela dos investidores antes da decisão de política monetária, que será divulgada pelos Bancos Centrais do Brasil e Estados Unidos.

Conforme as projeções do mercado, os economistas apostam em uma flexibilização monetária neste momento, visando abrir espaço para um ciclo de reduções nas taxas de juros.

Ainda no radar, o governo de Jair Bolsonaro novamente foi derrotado pelo Senado, que dessa vez derrubou o decreto presidencial que facilitava o porte e a posse de armas.

Nesse contexto, às 12h13 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira declinava 0,29%, aos 99.116 pontos, registrando um giro financeiro de R$3,707 bilhões.

Dólar avança a R$3,87 à espera do Fed e Copom

O dólar comercial avançava contra o real brasileiro, à espera das decisões de política monetária que serão divulgadas hoje pelo Federal Reserve, nos EUA, e pelo Comitê de Política Monetária, no Brasil.

Em dia de negociações contidas devido à véspera de feriado, os investidores buscavam sinalizações mais concretas sobre um possível corte de juros na maior economia do mundo.

No exterior, a divisa americana subia contra as principais moedas emergentes, em um movimento típico de ajuste de posições antes do anúncio dos Bancos Centrais.

Ás 12h13 (horário de Brasília), o dólar comercial valorizava 0,31%, sendo cotado a R$3,8730 na venda, com o real assumindo o viés de baixa.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam em alta, seguindo o comportamento de cautela do câmbio.

O DI janeiro/2020 subia 0,33%, sendo negociado a 6,10% (6,07% no ajuste anterior) e o DI abril/2023 saltava 0,71%, sendo vendido a 7,11% (7,06% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Natura (NATU3)Segundo o Valor Econômico, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu à Natura o direito de excluir de sua base de cálculo do IRPJ e da CSLL até 60% do valor de seus gastos com pesquisa e desenvolvimento.

Mesmo que as atividades sejam conduzidas por subsidiárias, ainda assim o benefício poderia ser utilizado e a decisão foi unânime na sentença na 14ª Vara Federal Civil de São Paulo.

Entretanto, no entendimento da Receita Federal, tal benefício não poderia abranger os valores pagos ou empregados na contratação de outras pessoas jurídicas para executar as atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Sanepar (SAPR11) – O Conselho de Administração da Companhia de Saneamento do Paraná determinou a distribuição de Juros Sobre o Capital Próprio, no valor total de R$174,1 milhões.

Segundo a companhia, o rendimento corresponde a R$0,324138311807 por ação ordinária e R$0,356552142968 por ação preferencial, conforme classificação do dia 28 de junho de 2019.

Após essa data, todas as ações serão negociadas ex-juros sobre o capital próprio, considerando que já terão sido distribuídos os valores referentes ao resultado do primeiro semestre.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,07% Vale (VALE3) +0,29%
Petrobras (PETR4) -0,22% Embraer (EMBR3) +0,37%
Eletrobras (ELET3) -0,32% Banco do Brasil (BBAS3) -0,48%
Eletrobras (ELET6) -1,28% Cemig (CMIG4) -0,89%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,03% Usiminas (USIM3) -1,14%
Santander (SANB11) +0,52% CSN (CSNA3) -2,43%
Bradesco (BBDC3) -0,03% Gerdau (GGBR4) -0,27%


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