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Ibovespa recua aos 99 mil com reforma da Previdência e reunião do G-20 no radar

Por Pablo Vinicius Souza
27 junho 2019 - 12:25
Pela 12ª semana consecutiva mercado reduz estimativas de crescimento econômico em 2019

O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (27) em tom negativo, com os investidores cautelosos frente ao adiamento da votação da reforma da Previdência na Comissão Especial.

A expectativa era que hoje o relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB), fizesse a leitura do parecer sobre o texto final da reforma, já que ontem os debates sobre a matéria foram encerrados formalmente.

Porém, por pressão dos partidos que compõem o chamado “Centrão”, a sessão foi cancelada e o reagendada para semana que vem.

Ao que tudo indica, os parlamentares estariam insatisfeitos com a atitude do relator, que não realizou as mudanças no texto que haviam sido solicitadas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que a votação da reforma na Comissão deverá ocorrer na próxima quarta-feira e sinalizou que até lá, estará articulando para que os Estados e Municípios sejam inseridos na proposta.

Enquanto isso, no exterior, os mercados reagem em expectativa ao encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que acontecerá durante a cúpula do G-20.

Segundo a notícia divulgada pelo Wall Street Journal, o governo chinês deverá apresentar uma série de condições que os EUA devem cumprir para que eles deem continuidade no acordo comercial.

Dentre as exigências, estão a remoção das sanções aplicadas à Huawei, a retirada das tarifas sobre as importações e a pressão para aumentar o quantitativo de exportação em produtos para a China.

Nesse contexto, às 12h10 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 1,01%, aos 99.657 pontos, registrando um volume financeiro de R$3,904 bilhões.

Dólar sobe a R$3,86 com incertezas sobre a Previdência

O dólar comercial assumia um viés de alta no mercado doméstico, reagindo ao atraso da votação da reforma da Previdência na Comissão Especial.

O aumento das incertezas quanto ao cumprimento do cronograma de tramitação da proposta, somado às turbulências do governo com os partidos do Centrão, estão influenciando as expectativas no câmbio.

Com o adiamento da votação do texto final para semana que vem, crescem as dúvidas se haverá tempo hábil para a proposta ser discutida e votada pelo plenário da Câmara antes do recesso parlamentar.

No exterior, a divisa americana recuava contra as principais moedas globais em atenção à última estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, referente ao primeiro semestre do ano.

As projeções apontam para um crescimento anualizado de 3,1%, dado que veio praticamente em linha com a aposta do mercado.

Ás 12h10 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,49% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,8670 na venda.

Os contratos de juros futuros operavam em alta, alinhados ao comportamento da moeda americana e de olho no leilão de títulos do Tesouro Nacional, que foi realizado pela manhã.

Os investidores de renda fixa continuavam atentos às movimentações do cenário político, enquanto ajustavam posições no câmbio em sinal de cautela.

O DI janeiro/2020 subia 0,83%, sendo negociado a 6,07% (6,02% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 aumentava 0,88%, sendo vendido a 6,88% (6,83% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Via Varejo (VVAR3)A Via Varejo anunciou que Michael Klein será o novo presidente do Conselho de Administração e Roberto Fulcherberguer exercerá o cargo de diretor presidente.

Desde que a companhia foi vendida pelo Grupo Pão de Açúcar, mudanças estruturais estão sendo anunciadas, inclusive nos principais cargos decisórios.

Abel Ornelas Vieira passará a ocupar a vice-presidência Comercial e de Operações, Sérgio Augusto França Leme assume como vice-presidente Administrativo e Orivaldo Padilha será o novo Diretor Financeiro e de Relações com os Investidores.

Tim (TIMP3)A Tim anunciou a abertura de um novo programa de recompra de ações, que prevê a aquisição de até 930.466 ações ordinárias, sem que isso implique em redução do capital social.

O montante referido equivale a 0,12% do total de papéis da companhia que estão em circulação no mercado e a administração prevê que o programa durará até 30 de junho de 2020.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3)-2,65%Vale (VALE3)+0,23%
Petrobras (PETR4)-2,02%Embraer (EMBR3)-0,84%
Eletrobras (ELET3)-1,53%Banco do Brasil (BBAS3)-0,73%
Eletrobras (ELET6)-1,89%Cemig (CMIG4)-1,26%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3)-1,25%Usiminas (USIM3)-0,29%
Santander (SANB11)-1,49%CSN (CSNA3)+0,80%
Bradesco (BBDC3)-1,32%Gerdau (GGBR4)-1,29%


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