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Ibovespa recua 10% desde o pico histórico e abre oportunidades de entrada

Por Fast Trade
23 agosto 2021 - 06:14 | Atualizado em 23 agosto 2021 - 06:38

O Ibovespa recuou 10% desde o pico histórico alcançado em junho deste ano. Na última semana, a queda foi de 2,59%, isso mesmo com a recuperação nos últimos dois pregões da B3.

Tal queda, todavia, não pode ser justificada pelos fundamentos das empresas, de acordo com os analistas. Dessa forma, o mercado prevê oportunidades aos investidores de médio e longo prazo com mais tolerância à volatilidade.

Entre analistas e jornalistas do mercado financeiro, os últimos dias representaram uma “tempestade perfeita”. Isso porque os investidores estão expostos a complexos riscos políticos e fiscais no cenário nacional. Ademais, o panorama global é adverso e desafiador.

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Enquanto o Federal Reserve mantém discussões sobre o encerramento dos estímulos à economia, a China tem desempenhos piores do que os previstos pelos analistas. Já no oriente médio, a tomada do Afeganistão pelo Talibã gera tensões geopolíticas globais.

Dessa forma, os investidores globais aproveitam o cenário para realizar lucros em commodities. Elevam, assim, os preços dos papéis referentes a materiais básicos na bolsa brasileira.

Empresas estão com Fundamentos Sólidos

Apesar da queda do Ibovespa e dos desafiadores cenários nacional e global, as empresas estão com fundamentos sólidos. É isso que diz, por exemplo, o Bank of America (BofA) ao comentar sobre o final positivo da temporada de balanços.

“Quando você olha no micro, observando os resultados das empresas, a bolsa está extremamente barata. Olhando para ações individualmente, dá vontade de comprar tudo”, afirmou, no mesmo sentido, Rodrigo Knudsen, gestor da Vitreo.

Tal distorção entre fundamentos das empresas e preços dos papéis abre oportunidades aos investidores. Estrategistas de mercado apontam que o nível atual de PL (indicador que mede a relação entre preço e lucro das companhias) está dois desvios padrão abaixo da média histórica.

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De acordo com a equipe de estratégia do J.P. Morgan para o Brasil e América Latina, mesmo com as tensões políticas o cenário global ainda é saudável para a tomada de risco. O banco avalia ainda que isso deve favorecer ações, mercados emergentes, ativos cíclicos e estratégia do tipo Value.

Já Alexandre Sabanai, gestor de portfólio da Perfin Investimentos, afirma que existem quatro riscos no mercado doméstico. São eles: a alta inflação, a pandemia, a turbulência política e a crise hídrica.

Ele vai além dizendo que o mercado pode ter “pesado a mão” ao avaliar a inflação. Por fim, qualquer um desses cenários pode representar um futuro caótico, embora o cenário-base não seja exatamente este.

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