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Ibovespa reage a variáveis do mercado global e visões otimistas para ativos brasileiros

Por Bruna Santos
22 novembro 2019 - 09:49

A Bolsa brasileira fechou a sessão da véspera com alta de 1,54%, refletindo a combinação de diferentes variáveis do cenário externo e se posicionando acima dos 107 mil pontos.

Na sessão desta sexta-feira (22) o Ibovespa pode se beneficiar do desempenho no exterior, uma vez que os futuros de Nova York e as Bolsas europeias operam em alta nesta manhã, mesmo em meio às dúvidas sobre a conclusão de um acordo comercial parcial e bilateral entre Estados Unidos e China ainda em 2019.

Recentes mensagens do JP Morgan e do Morgan Stanley, que reiteraram recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado) para os ativos brasileiros, ajudaram a impulsionar o otimismo do investidor.

Paralelamente, o UBS elevou a classificação das ações de empresas brasileiras para forte overweight, com apostas de uma aceleração no crescimento econômico.

Na Bolívia, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de BB- para B+, com perspectiva negativa.

Segundo a agência, a decisão se baseia em uma “rápida e sustentada erosão de reservas externas e riscos macroeconômicos relacionados”.

Por aqui, o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, ganha seu número de operação: 38.

Em sua tradicional live semanal, ele admitiu que se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não autorizar a coleta de assinaturas por meio eletrônico, o seu partido pode não ser homologado para disputar as eleições 2020.

Entre os destaques corporativos, o órgão de defesa da concorrência da China aprovou a compra do controle da divisão de aviação comercial da Embraer (EMBR3) pela Boeing, após autoridades da União Europeia adiarem uma decisão sobre o negócio para 2020, pedindo que ambas as empresas apresentem novas documentações.

O cenário exterior não tem novidades, o assunto continua sendo a guerra comercial. A expectativa agora fica por conta da ida de representantes dos EUA à China ainda este mês. Mesmo os EUA apoiando manifestantes de Hong Kong, os negociadores são esperados pelos chineses. Com a confirmação da presença americana, é possível que as tarifas contra produtos chineses previstas para dezembro sejam suspensas. Os investidores querem apenas um sinal mais claro. Enquanto isso, seguem na esperança e os índices americanos apontam para um dia positivo.

Por aqui, a Bolsa brasileira ignora qualquer sinal negativo, e mais do que isso, deve continuar comemorando os relatórios divulgados por diversos bancos, como JP Morgan, Credit Suisse e BTG Pactual, que sinalizaram que o Brasil deverá ser um dos emergentes de destaque no próximo ano. Para eles, as ações estão baratas devido ao fortalecimento do dólar e os impactos da guerra comercial entre EUA e China. Além do que, o Brasil não está sofrendo pressões políticas vindas das ruas (pelo menos por enquanto) e vem se comprometendo a cumprir a agenda de reformas. É um ponto bem positivo que fez a Bolsa subir bem ontem e que agora só aguarda a vinda do investimento estrangeiro para alcançar os pontos estimados.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Números de emprego, índice de gerentes de compras, índice de preços ao consumidor e mais

Foram criadas 70.852 vagas formais de emprego em outubro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os dados publicados pelo Ministério da Economia vieram abaixo do esperado, mas marca o sétimo mês seguido no azul.

Surpreendentemente, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) avalia elevar suas projeções para o crescimento do PIB brasileiro, tanto em 2019 quanto para 2020 graças ao desempenho positivo da atividade econômica do terceiro trimestre.

Na véspera (21), o Monitor do PIB revelou crescimento de 0,3% do indicador na passagem de agosto para setembro.

O destaque nesta sexta-feira é a prévia oficial da inflação do governo, com o IBGE informando o IPCA-15 de novembro.

Lá fora, o índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro contraiu para 50,3 em novembro.

O PMI de serviços da região chegou a seu menor nível em dez meses após contrair a 51,5 em novembro.

Em contrapartida, o PMI industrial do bloco chegou a seu maior patamar em três meses, fechando a 46,6 em novembro.

No continente asiático, a China elevou sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 em 2,1%, para 91,928 trilhões de yuans (US$ 13,078 trilhões).

O Japão viu seu índice de gerentes de compras preliminar de novembro avançar para 49,9.

Ainda segundo a IHS Markit, o PMI da indústria passou para 48,6 na prévia de novembro, enquanto o PMI de serviços subiu a 50,4 na preliminar do mesmo período.

O índice de preços ao consumidor (CPI) permaneceu estável em outubro frente a setembro e subiu 0,2% na comparação anual.

Assim também, os EUA divulgam o índice de gerente de compras, manufatura e serviços. Por fim, o investidor monitora a pesquisa do sentimento do consumidor de Michigan e o índice de atividade do Fed de Kansas City.

Alcolumbre tenta atrasar votação de PEC da 2ª instância; relatora ameaça obstrução

Após a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar, por 50 votos favoráveis e 12 contrários, à admissibilidade da prisão em segunda instância (PEC 199/19), a CCJ do Senado decidiu adiar a sessão que tinha o mesmo propósito. Agora, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), parece querer atrasar a votação da PEC da 2ª instância.

Conforme apurado pelo Estadão/Broadcast, Alcolumbre defende um texto em consenso com a Câmara, para não apressar um projeto diferente.

De acordo com o jornal, a estratégia foi acordada com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados e senadores.

Apesar da manifestação, a presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), manteve a votação da proposta agendada.

Em contrapartida, Alcolumbre agendou uma sessão do Congresso Nacional para o mesmo horário da CCJ, às 10h de quarta-feira (27).

A relatora da PEC da 2ª instância no Senado, Juíza Selma (Podemos-MT), ameaçou obstruir votações se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), atrasar a discussão do projeto.

Na próxima terça-feira (26), a CCJ realiza uma audiência pública com participação do ministro da Justiça, Sergio Moro para discutir o tema, movimento usado para adiar a votação da matéria agendada para a véspera (21).

Fleury emitirá R$ 500 milhões em debêntures

O Grupo Fleury (FLRY3) aprovou na quinta-feira (21) sua 5ª emissão de debêntures simples, no total de R$ 500 milhões.

Em fato relevante, a empresa que o montante será dividido em duas séries.

A primeira (R$ 200 milhões), com prazo de vencimento em 5 anos e amortização do principal integral no 5º ano.

Posteriormente, a segunda série será de R$ 300 milhões, com prazo de vencimento de 8 anos e amortizações de principal em três parcelas iguais com vencimentos ao final do 6º, 7º e 8º anos, conforme publicado.

Os pagamentos estão previstos para serem realizados semestralmente.

Essas debêntures terão uma remuneração equivalente a 100% da Taxa DI (Depósitos Interfinanceiros), acrescida de spread ou sobretaxa.

Nesse sentido, o spread ainda será definido conforme o procedimento de Bookbuilding.

Essa sobretaxa será limitada a 0,90% a.a para as debêntures da primeira série e 1,20% a.a para as da segunda.

Enel arremata 2.959.302 ações ordinárias, 1,48% do capital total da antiga Eletropaulo

Enel (ELPL3) arrematou em leilão celebrado na véspera (21), 2.959.302 ações ordinárias de emissão da antiga Eletropaulo, o que equivale a 1,48% do seu capital social total.

Com a operação, outras 5.174.050 ações ordinárias ficaram remanescentes em circulação, isto é 2,58% do capital da empresa.

Em continuação aos fatos relevantes divulgados anteriormente, em 26/06, 8/08, 17 e 21/10 e 4/12 de 2019, a Enel reiterou seu objetivo de cancelar o registro da companhia aberta da Eletropaulo nas negociações da B3 (B3SA3), assim como retirar seu registro perante a Comissão de Valores Mobiliários sob a categoria “A” e conversão para a categoria “B”, que não permite a emissão de ações ou títulos conversíveis.

De acordo com a empresa, as ações de emissão da companhia não deixarão de ser negociadas no segmento especial de listagem da B3 até que saia a aprovação do resgate compulsório ou que seja concluída a conversão de registro.

Conforme o fato relevante da companhia, a Enel deve promover, após a liquidação da oferta, o resgate das ações remanescentes.

Há, inclusive, uma assembleia geral extraordinária de acionistas da Eletropaulo marcada para 26/11, visando deliberar sobre o resgate compulsório.


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