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Ibovespa perde os 98 mil com Brexit e reforma da Previdência; dólar recua a R$3,81

Por Pablo Vinicius Souza
12 março 2019 - 18:30

Depois de passar duas sessões em plena euforia com o cenário doméstico, o Ibovespa fez hoje um pregão de ajustes. Oscilando próximo à estabilidade, o índice geral se firmou em território negativo no início da tarde, pressionado pelas ações da Petrobras e pela queda das companhias ligadas à exportação.

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O dia foi muito agitado, com os investidores atentos às articulações sobre a reforma da Previdência, aos indicadores econômicos nacionais e à votação do Brexit, que culminou na rejeição do acordo proposto pela primeira-ministra britânica, Theresa May.

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No fim da sessão regular, o benchmark da Bolsa brasileira encerrou em leve redução de 0,20%, aos 97.828 pontos e um volume financeiro de R$12,83 bilhões. O dólar comercial teve desvalorização de 0,68%, sendo cotado a R$3,81, próximo à mínima registrada. A divisa americana perdeu terreno contra as principais moedas globais, sobretudo com o aumento do apetite ao risco por ativos emergentes no exterior.

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Os contratos de juros futuros sofreram ajustes nas posições em atenção às perspectivas para inflação de fevereiro, o que resultou na queda das taxas em todos os períodos. O DI com vencimento para dezembro/2019 caiu para 6,40% (6,44% no ajuste anterior), o DI para junho/2022 recuou para 7,87% (7,96% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2024 fechou em 8,58% (8,67% no ajuste anterior).

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As principais blue chips fecharam em queda, com destaque para Petrobras, Eletrobras, Embraer e CNS, que lideraram o ranking negativo.

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Petrobras – As ações da Petrobras perceberam redução de aproximadamente 1%, em um movimento de realização de lucros, após a disparada do pregão de ontem. O mercado ainda repercute o plano de resiliência e o avanço nos processos de venda dos ativos da estatal. A companhia fechou ontem com a empresa BW Offshore (BWO) o contrato de cessão da sua participação integral no campo de Maromba, em uma transação que lhe renderá cerca de US$90 milhões.

Petróleo – Os preços do petróleo encerraram a sessão em alta, impulsionados com enfraquecimento do dólar, com a redução na oferta da commodity pela Opep e pelos problemas nos embarques da Venezuela, que foram suspensos devido ao apagão de energia dos últimos dias. O petróleo WTI para abril avançou 0,14%, com cotação a US$56,87 o barril e o petróleo Brent para maio subiu 0,14%, com cotação a US$66,67 o barril.

 

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 11/03 12/03 Ativo 11/03 12/03
Petrobras (PETR3) +5,52% -1,17% Vale (VALE3) +2,05% +0,14%
Petrobras (PETR4) +3,90% -0,94% Embraer (EMBR3) +0,05% -1,72%
Eletrobras (ELET3) +2,59% -0,99% Banco do Brasil (BBAS3) +2,45% -0,59%
Eletrobras (ELET6) +4,68% -1,27% Cemig (CMIG4) +1,56% +1,88%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 11/03 12/03 Ativo 11/03 12/03
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,65% +0,19% Usiminas (USIM3) +1,99% +0,53%
Santander (SANB11) +4,05% -0,65% CSN (CSNA3) +5,01% -2,75%
Bradesco (BBDC3) +4,37% +1,04% Gerdau (GGBR4) +1,50% -1,28%

 


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