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Ibovespa perde força e recua com exterior negativo e Previdência; dólar fecha a R$3,79

Por Pablo Vinicius Souza
19 março 2019 - 18:28

Na B3, o pregão de hoje foi de intensa volatilidade. Depois de oscilar negativamente nas primeiras horas de negociação, o Ibovespa avançou renovando a sua máxima histórica intradiária em 100.438 pontos. Esse movimento foi ancorado pelo encontro de Jair Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump e pelas expectativas sobre o avanço da agenda de reformas e privatizações. No final da tarde, acompanhando o mau humor dos mercados internacionais, o índice geral perdeu força e virou para queda.

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O benchmark da Bolsa brasileira encerrou em desvalorização de 0,41%, aos 99.588 pontos, com um volume financeiro de R$17,614 bilhões. O dólar comercial, que chegou a tocar em R$3,67 na mínima do dia, conseguiu reverter as perdas e fechou com variação negativa de 0,06%, sendo cotado a R$3,79, no mesmo valor apurado na sessão anterior. A agenda desta quarta-feira, recheada de anúncios que impactam o cenário econômico, reduziu o fluxo das operações, gerando no câmbio um dia de oscilações bem contidas.

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O clima de cautela ainda ronda o mercado de juros futuros, com os investidores aguardando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada amanhã. Os contratos de curto prazo fecharam próximos à estabilidade, enquanto os de longo prazo perceberam leve recuo, devido aos ajustes de posição realizados na curva a termo. Será a primeira reunião sob a liderança do novo presidente do Banco Central, Roberto Campos, e por isso, muitos aspectos de sua gestão já estão sendo precificados.

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O DI com vencimento para janeiro/2019 saltou para 6,37% (6,35% no ajuste anterior), o DI para setembro/2022 recuou para 7,87% (7,91% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2025 declinou para 8,68% (8,73% no ajuste anterior).

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As principais blue chips encerraram com desempenhos mistos, entre perdas e ganhos para alguns setores. Com destaque para as maiores baixas da Bovespa: Rumo (RAIL3/ -4,89%), Suzano (SUZB3/ -4,54%), CSN (CNSA3/ -3,80%), Hypera (HYPE3/ -3,56%) e JBS (JBSS3/ -3,41%).

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Petrobras – O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, indicou Andrea Marques de Almeida para assumir o cargo de diretora executiva financeira e de relacionamento com os investidores no lugar de Rafael Salvador Grisolia, que assumirá o cargo de presidente da Petrobras Distribuidora. Conforme o comunicado da estatal, a executiva será submetida aos procedimentos de governança corporativa e análise de conformidade quanto à integridade para o processo sucessório.

Petróleo – Influenciados pela extensão dos cortes na produção da Opep, os preços do petróleo fecharam a sessão apresentando comportamentos diferentes. O aumento da produção do petróleo de xisto nos EUA, seguido das preocupações em torno dos níveis de demanda também contribuíram para a alta volatilidade nos preços. O petróleo WTI para abril caiu 0,10%, sendo cotado a US$59,03 o barril e o petróleo Brent para maio subiu 0,10%, sendo cotado a US$67,61 o barril.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 18/03 19/03 Ativo 18/03 19/03
Petrobras (PETR3) +2,44% +1,64% Vale (VALE3) -0,40% +2,68%
Petrobras (PETR4) +1,91% +1,43% Embraer (EMBR3) -0,10% -1,72%
Eletrobras (ELET3) +0,66% +0,58% Banco do Brasil (BBAS3) -0,68% -2,08%
Eletrobras (ELET6) +0,41% -0,26% Cemig (CMIG4) +1,02% -0,54%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 18/03 19/03 Ativo 18/03 19/03
Itaú Unibanco (ITUB3) +2,14% -1,06% Usiminas (USIM3) +1,56% +4,09%
Santander (SANB11) +0,47% -1,13% CSN (CSNA3) +4,87% -3,56%
Bradesco (BBDC3) +0,13% -1,97% Gerdau (GGBR4) +2,98% +1,80%

 

 


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