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Ibovespa perde 1,41% com decisão do BCE e tombo das ações do Bradesco

Por Pablo Vinicius Souza
25 julho 2019 - 18:30
Ibovespa futuro cai

Acompanhando o mau humor que se espalhou pelas Bolsas no exterior, o Ibovespa encerrou em queda acentuada no pregão desta quinta-feira (25).

Os investidores ficaram temerosos após o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, declarar que não há um consenso entre os membros quanto à aplicação de estímulos à economia na zona do euro.

Seja pela alternativa do corte na taxa básica de juros, seja através da prática de quantitative easing (compra de títulos públicos para injeção de recursos no mercado) parece que os integrantes da autoridade monetária não estão alinhados na mesma visão.

Embora a instituição tenha decido manter a taxa de juros em 0%, com um discurso dovish sobre a possibilidade de revisar as opções de flexibilização, o discurso de Draghi foi enfático o suficiente para desencadear um desmonte de posições no mundo inteiro.

Outro fator que adicionou risco às expectativas do mercado foi a divulgação dos dados de encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, que reforçou a ideia de uma intervenção mais branda pelo Federal Reserve.

Enquanto isso, por aqui, o mercado reagiu negativamente aos resultados corporativos do Bradesco, embora os números tenham vindo dentro das margens previstas.

Dentre as 66 ações que compõem o índice geral, o Bradesco apresentou a maior queda, fechando com desvalorização superior a 5%. Os bancos Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil também recuaram.

Como resultado, a Bolsa brasileira desabou 1,41%, aos 102.654 pontos, registrando um volume financeiro de R$17,43 bilhões.

Dólar avança a R$3,78 seguindo exterior mas de olho no Copom

O dólar comercial avançou no pregão desta quinta-feira (25), reagindo às declarações do presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, sobre a decisão de juros divulgada hoje.

A autoridade monetária europeia decidiu manter a taxa básica em 0%, com possibilidade de rever a política de flexibilização, porém, não há um consenso quanto a futuras aplicações de estímulos econômicos, segundo explicou Draghi.

O fato aumentou a aversão ao risco no mundo inteiro, pressionando a valorização do dólar contra as principais moedas, sobretudo, as emergentes como o rand sul-africano (+1,45%) e o peso chileno (+0,81%).

O dólar comercial teve um desempenho tímido contra o real brasileiro, subindo 0,34% e fechando na cotação de R$3,7820 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com aumento expressivo nas taxas, reagindo à perspectiva de que a tendência de flexibilização monetária poderá ser limitada no exterior.

Contudo, por aqui, os investidores continuam precificando um corte mais robusto, em torno de 0,50% na taxa Selic, o que pode ser constatado no movimento da curva a termo.

O DI abril/2020 subiu a 5,46% (5,42% no ajuste anterior), o DI julho/2024 saltou para 6,79% (6,70% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 aumentou para 7,38% (7,30% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

EDP Brasil (ENBR3)A EDP Brasil divulgou os resultados corporativos do segundo trimestre registrando um lucro líquido de R$188,960 milhões, o que equivale a uma redução de 17% sobre o mesmo período no ano passado.

Em contrapartida, o lucro ajustado, que desconsidera os efeitos de algumas atualizações, foi de R$164,736 milhões, mostrando um avanço de 17,2% sobre 2018.

O Ebitda ajustado calculado pelos mesmos critérios do lucro, somou R$519,055 milhões, evidenciando um aumento de 11% e a receita operacional líquida consolidada ficou em R$2,679 bilhões, caindo 17,7% na comparação anual.

Even (EVEN3) – A Construtora Even informou a contratação do banco de investimentos Credit Suisse no Brasil para assessorar no processo de venda do Hotel Fasano Itaim.

Em parceria com a Fasano, a Even está desenvolvendo um complexo que reunirá o primeiro residencial da marca em conjunto com o segundo Hotel Fasano de São Paulo.

O empreendimento será localizado em Itaim Bibi, e contará com a infraestrutura de dois restaurantes, dois bares, áreas de eventos, sala de reuniões e estacionamento.

Movimentações na B3  

 As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram majoritariamente em queda, refletindo a aversão ao risco no exterior. O setor bancário liderou as perdas do dia, com destaque para o Bradesco (BBDC3), Itaú Unibanco (ITUB3) e Banco do Brasil (BBAS3).

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 24/07 25/07 Ativo 24/07 25/07
Petrobras (PETR3) -0,79% -1,67% Vale (VALE3) -1,89% -0,45%
Petrobras (PETR4) -0,47% -1,54% Embraer (EMBR3) +0,21% -1,08%
Eletrobras (ELET3) +0,08% -1,66% Banco do Brasil (BBAS3) +1,79% -4,07%
Eletrobras (ELET6) +0,36% -1,93% Cemig (CMIG4) -1,66% -1,48%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 24/07 25/07 Ativo 24/07 25/07
Itaú Unibanco (ITUB3) +0,35% -2,97% Usiminas (USIM3) -1,44% -1,55%
Santander (SANB11) -1,03% -2,02% CSN (CSNA3) -3,69% -0,37%
Bradesco (BBDC3) +1,45% -5,02% Gerdau (GGBR4) -1,14% -1,01%


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