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Ibovespa opera em queda com cautela em NY e cena política

Por Fast Trade
26 junho 2020 - 13:02 | Atualizado em 26 junho 2020 - 15:59
mercados internacionais

O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira (26), refletindo o clima de cautela em Nova York e as turbulências do noticiário político local.

O mau humor visto nas Bolsas internacionais decorre do aumento do número de casos de Covid-19 em diversos países que estavam em processo de reabertura.

Nesse sentido, ficou em evidência a situação dos Estados Unidos, que, só ontem, reportaram mais de 37 mil pessoas infectadas com a doença.

Esse foi o maior número registrado em apenas um dia, o que demonstrou o agravamento da crise sanitária no país que já possui 2,4 milhões de casos.

Como resultado, governadores de diferentes estados decidiram abortar o plano de retorno às atividades, voltando com a diretriz de quarentenas e demais restrições.

Da mesma forma, o estado do Texas anunciou a interrupção da reabertura econômica até o surto de contágio ser definitivamente controlado.

Contudo, as autoridades de Nova York decidiram continuar com a flexibilização, prevendo que, a partir de 6 de julho, restaurantes, serviços de beleza e esportes em equipe poderão funcionar respeitando as regras de prevenção.

Além disso, foram divulgados os testes de estresse dos bancos realizado pelo Federal Reserve, revelando que o desemprego pode permanecer em níveis altos por mais tempo do que o previsto.

Outro ponto crítico mostrado pela autoridade monetária é que a economia deve demorar a se recuperar, levando às instituições financeiras a contabilizarem perdas de aproximadamente US$700 bilhões com empréstimos e financiamentos.

Mesmo assim, o relatório do Fed destacou que o mercado está otimista com a flexibilização das regras de Volcker, que permite aos bancos aumentarem os investimentos em fundos.

Na Europa, os principais índices acionários repercutiam as declarações da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, ao afirmar que a pior fase já passou.

Noticiário político, contexto econômico e mercado acionário

No Brasil, as atenções se concentravam nas declarações de Jair Bolsonaro sobre a continuidade do auxílio emergencial, porém, com parcelas decrescentes.

Conforme explicou o presidente durante a sua live semanal, as parcelas serão de R$500, R$400 e R$300, o que, certamente, minimizará o impacto financeiro, apesar da cautela em relação ao risco fiscal.

Ainda assim, essa prorrogação resultará em uma despesa adicional de R$100 bilhões aos cofres públicos, sendo que, o governo já gastou cerca de R$152 bilhões.

Inclusive, o ministro da Economia, Paulo Guedes, garantiu que economia brasileira vai surpreender o mercado, apresentando uma recuperação mais acelerada do que os demais países.

Na B3, as companhias Cielo (CIEL3), CCR (CCRO3), Sabesp (SBSP3), Cemig (CMIG4) e Grupo Natura (NTCO3) lideravam as perdas do momento.

Ás 13h00 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desvalorizava 1,12%, aos 94.905 pontos, com um volume financeiro de R$8,299 bilhões.

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