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Ibovespa opera em alta com sessão de ajustes desviando da queda dos ADRs no exterior

Por Pablo Vinicius Souza
21 novembro 2019 - 13:44

O Ibovespa operava em alta nesta quinta-feira (21), desviando da tendência de queda mostrada pelo recuo dos ADRs brasileiros nas Bolsas da Nova Iorque.

Ontem, em função do feriado do dia da Consciência Negra, a B3 permaneceu fechada, impulsionando a demanda por ações de empresas brasileiras negociadas no exterior.

Contudo, devido às nuances do cenário internacional, o índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou em baixa de 0,23%, aos 22.314 pontos.

Na sessão de hoje, o movimento dos ativos locais revela um movimento de ajuste, embora o principal catalisador do desempenho ainda seja o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo informações do Wall Street Journal, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, teria convidado o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, para uma nova reunião presencial.

Liu He, como a principal autoridade chinesa responsável pelo comércio, declarou que está “cautelosamente otimista”, porém, um pouco “confuso” com as exigências dos EUA.

Ele mencionou não compreender o objetivo de demandas como a reforma das empresas estatais chinesas, a abertura do mercado financeiro do país e a proteção dos direitos de propriedade intelectual das empresas norte-americanas.

Pequim também deseja reforçar que a condição para assinar o acordo é Washington concordar em remover as tarifas impostas sobre bilhões de dólares em produtos importados do gigante asiático.

O presidente Donald Trump tem mostrado muita resistência em conceder esse pedido, por isso, a conclusão da primeira fase do acordo, agendada para novembro, sofreu um imenso atraso.

Por aqui, os investidores seguem monitorando os indicadores econômicos locais e a participação do presidente Jair Bolsonaro no evento de lançamento de seu novo partido, Aliança pelo Brasil.

No mercado acionário, dentre as maiores altas, CVC (CVCB3) e Gerdau (GGBR4) registravam valorização superior a 4% e, dentre as baixas, Marfrig (MRFG3) e Yduqs (YDUQ3) recuavam 3% e 1%, respectivamente.

Nesse contexto, às 12h43 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 0,31%, aos 106.193 pontos, anotando um volume financeiro de R$3,458 bilhões.

Dólar ronda R$4,21 seguindo exterior e juros avançam com falas de Campos Neto

Oscilando desde a abertura, o dólar comercial operava em alta nesta quinta-feira (21), acompanhando o desempenho visto no exterior.

Notícias controversas sobre a reaproximação entre Estados Unidos e China novamente geravam cautela sobre o mercado.

Conforme publicação do Wall Street Journal, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, convidou os principais negociadores comerciais americanos para uma nova rodada de conversas presenciais.

Liu He manifestou otimismo com o acordo comercial, porém, alegou que precisará de mais esclarecimentos sobre as demandas americanas antes de concluir a primeira fase do pacto.

O fato trouxe ânimo aos investidores, apesar da resistência de Washington em aceitar a proposta de remover as tarifas sobre os produtos chineses importados.

Como reflexo, a divisa americana apresentava desempenho misto contra as principais moedas emergentes e ligadas às commodities, avançando contra o real e o peso chileno.

Ás 12h32 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,33% no câmbio interno, sendo cotado a R$4,2130 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros avançavam em todos os períodos, reagindo às falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na sessão de ontem.

Em audiência na Câmara dos Deputados, ele confirmou que a autoridade monetária poderá utilizar mecanismos atrelados aos juros, caso a desvalorização do real venha a afetar as expectativas de inflação.

O DI julho/2020 subia 0,79%, sendo negociado a 4,49% (4,45% no ajuste anterior) e o DI abril/2024 aumentava 1,45% sendo vendido a 6,29% (6,23% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: Magazine Luiza e Marisa celebram parceria para venda de bens e serviços

As companhias Magazine Luiza (MGLU3) e Marisa (AMAR3) celebraram parceria para a comercialização de bens e serviços na categoria “store in store”.

O fato relevante divulgado pelas varejistas explicou que a Magalu ficará responsável por estruturar as vendas de produtos e acessórios nas mais de 300 lojas da Marisa.

Além disso, serão oferecidos os serviços digitais Magalu Conecta, Maga Mais, cartões de conteúdo e seguros diversos como garantia estendida, contra roubo, furto e quebra acidental.

Com esse negócio, o Magazine Luiza projeta “expandir de forma significativa sua base de clientes potenciais e sua presença geográfica”, sobretudo em estados que ainda não possui loja física, como no Rio de Janeiro e em Brasília.

Já a Marisa afirmou que, por meio deste modelo de parceria, seu objetivo será diversificar o mix de produtos e alavancar o fluxo de clientes nas lojas.

As empresas ressaltaram a divisão de papeis, evidenciando que ficará ao encargo do Magalu a elaboração da estratégia comercial, a disponibilização dos produtos, o financiamento do projeto, o controle da logística, a gestão e a contratação dos investidores.

A proposta oferecerá também a modalidade “Retira Loja” na Marisa, na qual os produtos comprados nas lojas virtuais do Magalu possam ser retirados na unidade física da parceira.


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