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Ibovespa opera em alta com Petrobras e Vale repercutindo resultados corporativos

Por Pablo Vinicius Souza
25 outubro 2019 - 12:34

O pregão de hoje começou em tom positivo, com o Ibovespa operando em alta, chegando a renovar a máxima histórica intradia ao tocar em 108.083 pontos.

Em dia de agenda esvaziada no exterior, o grande catalisador do bom desempenho é a valorização das ações da Petrobras (PETR3/PETR4) e da Vale (VALE3).

Ontem, após o fechamento do mercado local, as duas empresas publicaram os balanços corporativos do terceiro trimestre, mostrando resultados consistentes e robustos.

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$9,08 bilhões no período, evidenciando aumento de 37% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Já a Vale, mesmo diante da tragédia de Brumadinho, conseguiu apurar um lucro líquido de R$6,54 bilhões no intervalo de julho a setembro, avançando 14% na comparação anualizada.

Os investidores também acompanhavam a visita do presidente Jair Bolsonaro à China e sua reunião com o primeiro-ministro chinês, Xi Jinping.

Segundo informações publicadas pela mídia asiática, os dois líderes fizeram uma reunião amistosa e pretendem expandir sua parceria comercial nas áreas de agricultura e indústria.

Bolsonaro ainda teria convidado companhias chinesas a participarem do megaleilão de campos excedentes de petróleo, que está previsto para acontecer dia 06 de novembro.

Em sinal de reciprocidade, o vice-premiê da China, Hu Chunhua, disse que o país poderá aumentar as importações de produtos agrícolas e industriais do Brasil para fortalecer as relações comerciais bilaterais.

Nesse contexto, às 12h29 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,59%, aos 107.612 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,672 bilhões.

Dólar recua a R$4,00 com flexibilização monetária no radar

Em queda desde a abertura, o dólar comercial seguia em território negativo, acompanhando o ambiente global de flexibilização monetária.

Na manhã de hoje, o Banco Central da Rússia reduziu sua taxa básica de juros em 0,50%, para a faixa de 6,50%, não descartando realizar novos cortes caso seja necessário para estimular a economia.

Enquanto isso, os investidores continuam na expectativa pelas reuniões de política monetária do Federal Reserve, nos EUA, e do Copom, no Brasil, que acontecerão na próxima semana.

Segundo especialistas, as apostas são majoritárias quanto à redução de 0,25% pelo Fed, tendo em vista os indicadores macroeconômicos norte-americanos e os níveis de inflação do país.

Já por aqui, o mercado acredita que o Copom será um pouco mais agressivo, cortando em 0,50% a taxa Selic e deixando o caminho livre para novas reduções.

Outro aspecto que favorecia a queda da divisa americana era a expectativa pelo ingresso de recursos estrangeiros no país, através da venda dos campos de cessão onerosa do pré-sal.

Agendado para ocorrer dia 06 de novembro, o megaleilão promete movimentar, além do fluxo financeiro, o mercado de ações, com investimentos de diversos países.

Ás 12h29 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,96% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0070 na venda.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros apresentavam declínio nas taxas em todos os períodos, com os investidores de renda fixa precificando o corte na Selic.

O DI junho/2020 recuava 0,90% sendo negociado a 4,42% (4,43% no ajuste anterior) e o DI julho/2023 caía 0,70% sendo vendido a 5,68% (5,70% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: Lojas Renner fecha o 3º tri com lucro líquido de R$189,3 milhões

Na esteira dos resultados corporativos do terceiro trimestre de 2019, a Lojas Renner (LREN3) divulgou um lucro líquido de R$189,3 milhões, o que equivale a uma queda de 2,6% em relação ao ano passado.

Este é o segundo período consecutivo de declínio no desempenho da empresa, que está sendo muito afetada pela mudança de determinados critérios contábeis e algumas decisões judiciais.

 A adoção da norma contábil IFRS 16, que regulamenta o arrendamento mercantil nas demonstrações contábeis, causou um efeito negativo de R$7,6 milhões, e houve um aumento na provisão do programa de participação nos resultados, que passou para R$14,3 milhões.

Além disso, a varejista teve um ganho de R$17,4 milhões com uma decisão judicial sobre a dedução fiscal do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) julgada no ano passado.

Desconsiderando o IFRS 16, os efeitos da dedução fiscal do PAT e as provisões, o lucro líquido da companhia teria crescido aproximadamente 24,6%.

A receita operacional líquida foi de R$2,22 bilhões, anotando um aumento de 14,5%, sendo que, destes, R$1,93 bilhão é referente ao varejo e R$293,83 milhões é do segmento de serviços financeiros.

No período, o Ebitda avançou 37,2% na comparação anual, atingindo a faixa de R$466,3 milhões e o Ebtida total ajustado teve expansão de 3,9%, totalizando R$360,4 milhões.

Segundo avaliação do Credit Suisse, a Lojas Renner mostrou um resultado sólido, com um nível de “execução exemplar” e o lucro vindo em linha com as projeções do mercado, apesar do impacto de itens não recorrentes.


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