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Ibovespa opera em alta com payroll nos EUA e cenário doméstico

Por Pablo Vinicius Souza
06 setembro 2019 - 12:24

As operações do pregão de hoje iniciaram sob forte influência do exterior, com o Ibovespa dando sequência à trajetória de alta observada na véspera.

Como importante catalisador da sessão temos o relatório de empregos nos EUA, o payroll, que evidenciou a criação de 130 mil novas vagas no mês agosto, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho.

O indicador veio ligeiramente abaixo das projeções dos economistas pesquisados pela Bloomberg, que estimaram a adição de 160 mil novos empregos.

Os investidores ficaram entusiasmados porque o fato reduziu a probabilidade de o Federal Reserve adotar uma postura mais rígida em relação à taxa de juros, durante a próxima reunião de política monetária.

É importante destacar que hoje, por volta das 13h30, o presidente do Fed, Jerome Powell, realizará um pronunciamento sobre o contexto atual da economia americana, que poderá servir de referência para prever a tendência da autoridade monetária.

Enquanto isso, no mercado doméstico, as previsões estavam otimistas após a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que revelou um avanço de 0,11% na inflação mensurada em agosto.

O resultado veio em linha com o consenso dos especialistas, porém, no acumulado do ano, o IPCA registrou alta de 2,54%, um pouco abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo de 4,07%.

Também no cenário político, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que o presidente Jair Bolsonaro tenha decidido rever o teto de gastos, já que essa é uma importante medida para conter os gastos públicos.

Bolsonaro, por sua vez, publicou em sua conta no Twitter que é preciso conservar a Emenda do Teto, explicando seu posicionamento para aplacar qualquer especulação que diga o contrário.

Nesse contexto, às 12h17 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,59%, aos 102.849 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,044 bilhões.

Dólar cai mais de 1% com relatório de empregos nos EUA e de olho no Fed

Operando em queda desde a abertura, o dólar acelerou o movimento negativo após a divulgação do relatório de emprego nos EUA, mostrando resultados abaixo do esperado.

O Departamento do Trabalho americano indicou que foram criadas cerca de 130 mil novas vagas em agosto, quando a expectativa era a geração de 150 mil novos empregos.

O fato pressionou a moeda dos EUA, que chegou a tocar as mínimas contra o real e continuava se depreciando, à espera do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que acontecerá por volta de 13h30.

Lidando com um ambiente de incertezas no exterior e fraqueza estrutural, aumentaram as chances de ocorrer uma nova redução da taxa de juros já na próxima reunião de política monetária.

Com o apetite ao risco já em voga pela retomada das negociações com a China, esse indicador acentuou a correção do câmbio contra as principais divisas emergentes.

Ás 12h17 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 1,14% contra o real, sendo cotado a R$4,0620 na venda.

Na mesma linha, os contratos de juros futuros apresentavam declínio nas taxas ao longo da curva, com os investidores retirando prêmio de risco, seguindo a tônica do cenário externo.

O DI janeiro/2020 caía 0,37%, sendo negociado a 5,34% (5,35% no ajuste anterior) e o DI outubro/2023 recuava 0,67%, sendo vendido a 6,67% (6,71% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

NotreDame (GNDI3) – O Itaú BBA modificou o preço-alvo das ações do Grupo NotreDame Intermédica, que saltou de R$42 a ação em 2019 para R$64 em 2020, permanecendo com a recomendação em “Outperform”.

O potencial de valorização ajustado dos ativos da companhia foi de 16% no período, em comparação ao patamar registrado hoje.

Conforme o analista do banco, Thiago Macruz, as perspectivas melhoraram graças ao crescimento orgânico das atividades, que engendrou uma expansão do negócio mais rápido do que o previsto.

“Embora nosso modelo não considere fusões e aquisições adicionais, o crescimento inorgânico pode acelerar o crescimento da empresa no médio e, subsequentemente, implicar na elevação dos nossos números” – explicou Macruz.


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