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Ibovespa opera em alta com anúncio de mais estímulos econômicos na China

Por Pablo Vinicius Souza
17 fevereiro 2020 - 12:38

O Ibovespa operava em alta nesta segunda-feira (17), reagindo ao anúncio do governo chinês sobre a aplicação de mais estímulos econômicos.

Segundo o ministro de Finanças da China, Liu Kun, Pequim está planejando reduzir os impostos para as empresas e injetar mais US$1,1 bilhão no sistema financeiro.

A medida servirá como um impulso à atividade interna, que vem sendo fortemente prejudicada pelo avanço do coronavírus.

As estatísticas mais recentes revelaram que, no gigante asiático, mais de 70 mil pessoas estão contaminadas pela doença e outras 1.700 foram mortas.

Em dia de feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, os investidores acompanhavam o otimismo dos mercados europeus, frente ao posicionamento das autoridades chinesas para conter os impactos negativos da epidemia.

Os analistas avaliaram que ao cortar os juros das linhas de algumas linhas de crédito de curto prazo, o Banco do Povo da China poderá optar por baixar os juros de sua taxa de referência, já na próxima reunião de política monetária.

Por aqui, segue no radar a divulgação do relatório Focus do Banco Central, que trouxe uma revisão de baixa para os principais indicadores econômicos locais.

Na visão dos economistas, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,25% para 3,22%, e ficou em 3,75% em 2021.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas também recuaram de 2,30% ao final de 2020 para 2,23%, e em 2021, permaneceram em 2,50%.

Na B3, o exercício de opções aumentava o volume das operações, sobretudo das principais blue chips. As companhias Carrefour (CRFB3), Totvs (TOTS3) e Marfrig (MRFG3) lideravam os ganhos da sessão.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira tinha alta de 0,89%, aos 115.398 pontos, com um volume financeiro de R$3,942 bilhões.

Dólar sobe a R$4,32 refletindo baixa liquidez e cenário macroeconômico

O dólar comercial operava em alta nesta segunda-feira (17), reagindo à baixa liquidez dos mercados e ao enfraquecimento dos indicadores econômicos.

Devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, a divisa americana apresentava um comportamento errático contra as principais moedas emergentes e atreladas às commodities.

Além disso, os investidores monitoravam os impactos do avanço do coronavírus na economia global, ao mesmo tempo em que a economia japonesa já mostra sinais de desaceleração acentuada.

No Brasil, a situação ainda é um pouco mais complicada, visto que os indicadores econômicos têm mostrado que a recuperação da atividade será mais lenta do que o esperado.

O Boletim Focus de hoje divulgou uma nova redução das expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, que passou que 2,30% para 2,23%.

Nesse contexto, o real segue pressionado pelas perspectivas de deterioração econômica interna e pelas projeções de redução da taxa básica no curto prazo.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,60% contra o real, sendo cotado a R$4,3250 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros anotavam leve declínio nas taxas ao longo da curva, esboçando um movimento de ajustes limitados.

O DI dezembro/2020 caía 0,59% sendo negociado a 4,19% (4,22% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 recuava 0,50 sendo vendido a 5,93% (5,96% no ajuste anterior).

Noticiário corporativo: Lucro do Magazine Luiza cai no 4º trimestre, mas avança 54,3% em 2019

O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou os resultados corporativos do quarto trimestre de 2019, apresentando um lucro líquido de R$168 milhões.

Esse valor equivale a uma queda de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando um desempenho mais fraco influenciado pelo aumento substancial nas despesas operacionais e financeiras.

Apesar disso, no acumulado de 2019, o lucro líquido registrado foi de R$921,8 milhões, avançando 54,3% em comparação ao exercício anterior.

De outubro a dezembro do ano passado, a receita líquida da varejista subiu 38,5%, alcançando o montante de R$6,38 bilhões, com o lucro bruto subindo 40,8% em relação ao mesmo período de 2018.

Houve um crescimento de 51,3% nas vendas totais apuradas no trimestre, para R$8,99 bilhões, e o lucro antes dos juros, impostos, depreciação, amortização (Ebitda) saltou 41,2%, somando R$499,1 milhões.

A receita de vendas aumentou cerca de 39% no período, porém, as despesas operacionais cresceram 41%, as despesas com vendas saltaram 47% e as despesas gerais e administrativas subiram 12%, o que impactou na diminuição do resultado.

O resultado financeiro ficou negativo em R$188 milhões, mais do que o dobro do valor divulgado um ano antes, e as despesas financeiras dispararam 67%, atingindo R$210,9 milhões.

Desconsiderando os efeitos da IFRS-16 e de outras provisões para perdas não recorrentes, as despesas operacionais subiram 51% no quarto trimestre, para R$1,45 bilhão ou 16% das vendas globais.

As vendas efetuadas pelas plataformas online anotaram crescimento acentuado no quarto trimestre de 2019, saltando 92,8%, para R$4,3 bilhões, e fechando o ano com um aumento de 76%.

Segundo a gigante do varejo, o avanço do comércio online foi beneficiado pelo crescimento do número de vendedores no marketplace e às entregas mais rápidas.

O Conselho de Administração do Magazine aprovou a distribuição de R$290,9 milhões em dividendos, referente a 31,56% do lucro líquido de 2019.

Além disso, no ano passado, a companhia autorizou o pagamento de R$170 milhões em juros sobre o capital próprio, o que totaliza uma remuneração de R$460,9 milhões aos acionistas, correspondendo a 50% do lucro líquido.


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