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Ibovespa ignora o mau humor externo e avança com a Selic

Por Fast Trade
19 junho 2020 - 18:50 | Atualizado em 20 junho 2020 - 10:33

O Ibovespa encerrou em alta nesta sexta-feira (19), ignorando o mau humor externo e as turbulências trazidas pelo aumento dos novos casos de Covid-19.

Pela quarta sessão consecutiva, o índice geral resistiu à pressão vendedora e permaneceu em território positivo, apesar do clima negativo nas Bolsas de Nova York.

Nesse contexto, o tombo dos mercados americanos aconteceu após a Apple anunciar que fechará, novamente, as lojas na Flórida e no Arizona, devido ao surto de coronavírus nas regiões.

Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,80%, o S&P 500 caiu 0,56% e o Nasdaq Composto subiu 0,03%.

Mais cedo, o apetite ao risco ficou em evidência após a China anunciar o aumento das compras de soja, milho e etanol produzidos nos Estados Unidos.

Com o início da pandemia, Pequim adiou o cumprimento do acordo comercial firmado com Washington, devido aos impactos financeiros da crise sanitária.

Contudo, após negociações entre os representantes dos dois países no Havaí, a decisão foi direcionar esforços ao cumprimento dos termos para preservar o relacionamento entre as duas maiores economias do mundo.

Outro fator que gerou volatilidade foi a reunião de líderes da EU, que discutiu a adoção do pacote de 750 bilhões de euros para ajudar na recuperação do bloco econômico.

Nesse sentido, o estímulo será utilizado para minimizar os efeitos financeiros da pandemia, que gerou grandes prejuízos em muitos países do continente.

Embora nesta primeira reunião as lideranças não tenham alcançado um consenso sobre a ajuda, o chefe da Comissão Europeia classificou o encontro como muito positivo.

Desempenho do mercado brasileiro e a atuação da Selic

Apesar das nuances do cenário internacional, no Brasil, o mercado local avançou apoiado pelo corte de 0,75% na taxa Selic, que passou a 2,75% ao ano.

Isso porque, com a rentabilidade quase nula na renda fixa, os investimentos em bolsa ganharam mais atratividade, ao mesmo tempo em que, houve uma redução no custo do capital das empresas.

Dentre alguns ajustes de caráter técnico, foi o otimismo que levou a B3 a alcançar uma valorização semanal de 4,07% e mensal de 10,50%.

Ademais, a busca por boas oportunidades de entrada na renda variável e o preço descontado de determinados ativos brasileiros ditaram o ritmo dos negócios.

Na sessão de hoje, as companhias CSN (CSNA3), Fleury (FLRY3), Bradespar (BRAP4), Marfrig (MRFG3) e Lojas Americanas (LAME3) lideraram as perdas do dia.

Em contrapartida, as empresas MRV (MRVE3), Qualicorp (QUAL3), Raia Drogasil (RADL3), Sulamérica (SULA11) e Hapvida (HAPV3) registraram as máximas.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,46% na faixa de 96.572 pontos, com um volume financeiro de R$29,847 bilhões.

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