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Ibovespa ignora o exterior positivo e faz um pregão de ajustes; dólar cai a R$3,70

Por Pablo Vinicius Souza
15 fevereiro 2019 - 18:46
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O pregão de hoje foi de forte ajuste no Ibovespa, que operou em queda desde a abertura e devolveu parte dos ganhos obtidos com o salto da véspera. Mesmo com o clima positivo nos mercados internacionais devido ao avanço das negociações entre Estados Unidos e China, o índice geral da B3 descolou do exterior e acompanhou as turbulências do cenário doméstico, fechando em baixa de 0,50%, aos 97.525 pontos, registrando um volume financeiro de R$14,780 bilhões.

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O dólar comercial encerrou em queda de 1,07%, sendo cotado a R$3,70, no valor mínimo do dia. Segundo analistas, este patamar é uma barreira de teste para a divisa americana, que só será rompida através de um catalisador mais forte, como a divulgação da proposta completa da Reforma da Previdência. No mercado à vista, o real brasileiro foi a moeda que mais ganhou terreno contra o dólar, em comparação aos demais pares emergentes.

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Os contratos de juros futuros fecharam com redução nas taxas em todos os períodos, em um dia que os dados econômicos sinalizaram para um novo corte da Selic em um futuro próximo. As vendas no varejo e o IBC-Br decepcionaram os investidores, que começaram a considerar a ideia de flexibilização monetária no preço dos ativos. O DI com vencimento para dezembro/2019 caiu para 6,37% (6,41% no ajuste anterior), o DI para março/2023 diminuiu para 8,10% (8,22% no ajuste anterior) e o DI para junho/2026 recuou para 8,78% (8,92% no ajuste anterior).

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As principais blue chips encerraram com perdas, em uma sessão que refletiu um ajuste de posições e as turbulências entre os integrantes do governo. Em um movimento de realização de lucros, a Petrobras encerrou com desvalorização nas ações, apesar dos preços do petróleo subirem no mercado internacional.

Ás 18h41 (horário de Brasília), o petróleo Brent para abril/2019 subia 2,77%, sendo cotado a US$66,36 o barril e o petróleo WTI para março/2019 aumentava 2,43%, sendo cotado a US$55,73 o barril.

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Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, a equipe técnica do governo afirmou haver sérias dificuldades em fechar até o fim do mês um acordo sobre a revisão do contrato de cessão onerosa estabelecido entre o Tesouro Nacional e a Petrobrás. Existe um impasse entre o valor pedido pela estatal e o limite estipulado pela Fazenda, sendo este muito abaixo do que a companhia estaria solicitando na operação. Contudo, fontes de dentro do Ministério da Economia consideram chegar a um acordo até o início de março.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 14/02 15/02 Ativo 14/02 15/02
Petrobras (PETR3) +2,09% -0,77% Vale (VALE3) +0,37% +0,48%
Petrobras (PETR4) +3,45% -0,41% Embraer (EMBR3) +2,82% +0,16%
Eletrobras (ELET3) +0,87% -2,21% Banco do Brasil (BBAS3) +5,11% +0,13%
Eletrobras (ELET6) +2,65% -0,95% Cemig (CMIG4) +1,63% +0,58%

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 14/02 15/02 Ativo 14/02 15/02
Itaú Unibanco (ITUB3) +2,80% -0,24% Usiminas (USIM3) +0,36% -1,60%
Santander (SANB11) +2,68% -0,51% CSN (CSNA3) +1,50% +0,10%
Bradesco (BBDC3) +3,40% -1,33% Gerdau (GGBR4) +0,64% -1,59%

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