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Ibovespa ganha força e recupera os 110 mil pontos com commodities e ânimo no exterior

Por Fast Trade
23 maio 2022 - 18:51 | Atualizado em 24 maio 2022 - 06:34
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O Ibovespa fechou em expressiva alta nesta segunda-feira (23), recuperando o patamar dos 110 mil pontos, apoiado pelas commodities e pelo ânimo no exterior. Sem a influência de gatilhos negativos, o índice geral ganhou força e registrou a sua terceira alta consecutiva.

Lá fora, os investidores repercutiam as falas do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre a revisão das tarifas que incidem sobre os produtos importados da China. Durante a gestão de Donald Trump, o país aumentou, sensivelmente, a tributação sobre as operações comerciais junto ao país asiático.

Desse modo, a Casa Branca pretende reduzir os preços dos produtos, com o objetivo de limitar os impactos da inflação. Biden ainda não informou quando acontecerá essa revisão, contudo, o simples aceno à iniciativa foi capaz de impulsionar as Bolsas locais. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,98%, o S&P 500 avançou 1,86% e o Nasdaq Composto saltou 1,59%.

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Ao mesmo tempo, o mercado reagiu às declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Ela informou que a taxa de juros na Zona do Euro deve sofrer um reajuste no segundo semestre, deixando o patamar negativo até o final de setembro.

Também ficou no radar a notícia de que a Índia, um dos principais fornecedores do mercado chinês, subiu as tarifas de exportação do minério de ferro e demais concentrados. Como consequência, os contratos futuros da commodity metálica fecharam com valorização superior a 4% na Bolsa chinesa de Dalian.

Da mesma forma, o barril de petróleo Brent com vencimento para julho fechou com alta de 0,77% na cotação de US$ 113,42 a unidade. Assim, tanto as companhias siderúrgicas quanto as petroleiras da B3 fizeram um pregão de ganhos. 110 mil

Destaques corporativos

Na B3, as ações da IRB Brasil (IRBR3) lideraram os ganhos do dia, em sinal de ajuste após registrar perdas acentuadas. Apesar de mostrar uma boa recuperação nos números e uma tendência positiva nos lucros, os papéis da companhia passaram por uma forte onda de sell-off em atenção aos resultados do primeiro trimestre.

Em contrapartida, as ações da CVC (CVCB3) recuaram reagindo às perspectivas de aumento nos juros e na inflação. Já a Eletrobras (ELET3/ELET6) também viu seus papéis desvalorizarem frente às incertezas sobre o cumprimento dos prazos para a privatização.

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Top 5 máximas do índice: IRB Brasil (IRBR3), BRF (BRFS3), Banco do Brasil (BBAS3), Azul (AZUL4) e CSN (CSNA3).

Top 5 mínimas do índice: Banco Inter (BIDI11), Qualicorp (QUAL3), CVC (CVCB3), Locaweb (LWSA3) e Eneva (ENEV3).

Como resultado, o Ibovespa subiu 1,71% aos 110.345 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 20,359 bilhões.

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