Economia

Ibovespa futuro cai com exterior e dólar oscila; juros recuam com procura por renda fixa

Por TradersClub
14 fevereiro 2022 - 11:09 | Atualizado em 14 fevereiro 2022 - 12:41

O Ibovespa futuro recuava seguindo quedas no exterior, decorrentes da tensão geopolítica na Ucrânia, enquanto a abertura mostrava resiliência do real brasileiro, com o dólar futuro estável, e os juros futuros recuavam com maior procura por títulos de renda fixa.

Perto das 9h15, o Ibovespa futuro caía 0,51% a 113.215 pontos, enquanto os contratos de dólar futuro avançavam 0,15% cotados a R$5,280. Já a curva de juros caía até cinco pontos-base, à medida que investidores buscavam pela segurança da renda fixa e os preços dos títulos avançavam. Valores de face dos títulos e suas taxas andam em direções opostas.

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A tensão na Ucrânia pauta o mercado internacional, com exércitos de países do ocidente se colocando nas fronteiras da Polônia e os russos postados nas fronteiras norte e leste do país. A temperatura elevada deixa investidores receosos de que uma solução diplomática para o impasse no leste europeu fique mais difícil, à medida que declarações de lideranças políticas sugerem que não há acordo do ocidente às demandas do líder russo, Vladmir Putin.

Na agenda do dia, destaque para o balanço do Banco do Brasil e da Itaúsa no final do dia. Além disso, balança comercial semanal do Ministério da Economia pode mexer com o dólar. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou redução na projeção do câmbio para 2022 e aumento nas expectativas para a taxa Selic e para o IPCA.

Em Nova York, o pré-mercado de ADRs, recibos de ações, de ativos da bolsa brasileira mostrava queda de 1,03% nos papéis da Vale, seguindo as perdas do minério de ferro na China e de 0,42% nas da Petrobras, com o petróleo Brent perdendo 0,48%. Após a maior alta em um ano das ADRs do Itaú na sexta-feira, de 6,38%, os papéis sugeriam abertura em queda de 1,60%.

No exterior, os investidores ficam atentos às falas de diretores do Federal Reserve, banco central americano, ao longo da semana, enquanto a autarquia tenta conter a inflação mais alta dos últimos 40 anos. Hoje, às 10h30, fala James Bullard, membro votante do comitê do Fed, que estressou os mercados ao declarar apoio a uma alta de 0,50 ponto percentual na taxa de juros em março.

O mercado também monitora as discussões no Congresso sobre o preço dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro disse no fim de semana que trabalha com a Petrobras para conter “de forma legal” a escalada dos preços nas bombas.

 

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