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Ibovespa fecha estável após Bolsonaro sugerir corte nas taxas do Banco do Brasil; dólar sobe a R$3,94

Por Pablo Vinicius Souza
29 abril 2019 - 18:26

O pregão de hoje foi de intensa volatilidade! O Ibovespa chegou a subir 0,92% nas primeiras horas de negociação com os investidores otimistas pela reaproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

No último final de semana, eles se reuniram para tratar de diversos temas, dentre os quais está a articulação do apoio à reforma da Previdência na Comissão Especial. Ambos declararam que o encontro foi produtivo e que agora estão em sintonia, trabalhando pelo bem do Brasil.

Porém, no início da tarde, o índice geral zerou os ganhos e virou para leve queda após Bolsonaro sugerir ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, que reduzisse a taxa de juros para os créditos concedidos ao setor agrícola. O mercado reagiu negativamente questionando a postura intervencionista do presidente.

Manual do Imposto de Renda para Investidores

Como resultado, a Bolsa brasileira apurou variação negativa de 0,05%, aos 96.187 pontos, registrando um volume financeiro de R$8,312 bilhões.

Cotação do dólar e juros futuros

O dólar comercial valorizou 0,23%, sendo cotado a R$3,94, próximo à máxima do dia. Em uma sessão sem grandes catalisadores, a divisa americana apresentou comportamentos diferentes frente aos emergentes, subindo contra o peso mexicano e a lira turca e depreciando contra rand sul-africano e rublo russo.

Os contratos de juros futuros fecharam em leve alta, afetados pelo clima de cautela que predominou no mercado de câmbio. As variações ao longo da curva a termo foram meramente marginais devido à redução da liquidez provocada pelo feriado na próxima quarta-feira.

O DI com vencimento para abril/2020 saltou para 6,64% (6,54% no ajuste anterior), o DI para março/2022 subiu para 7,93% (7,90% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2025 avançou para 8,94% (8,95% no ajuste anterior).

Commodities

Petróleo – Os contratos futuros de petróleo encerraram próximos à estabilidade, afetados pela onda de realização de lucros ocasionada pelo forte aumento nos preços visto nos últimos dias. O mercado permaneceu atento à aplicação das sanções ao Irã e à retomada dos níveis de produção da commodity.

O petróleo WTI para junho subiu 0,32%, com cotação a US$63,50 o barril vendido em Nova Iorque e o petróleo Brent para julho recuou 0,12%, com cotação a US$71,54 o barril comercializado em Londres.

Desempenho das ações

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram entre perdas e ganhos para diferentes setores. Com destaque para as mínimas do dia:

  • Itausa (ITSA4) -1,91%
  • Ecorodovias (ECOR3) -2,60%
  • Weg (WEGE3) -1,36%
  • CCR (CCRO3) -3,84%
  • CSN (CSNA3) -2,43%

Petrobras – O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na última sexta-feira um conjunto de diretrizes para gestão de seus ativos, autorizando a venda de oito refinarias e sua participação na BR Distribuidora. Em todos os casos, a estatal permanecerá como acionista relevante.

Incluem-se entre os ativos que serão comercializados a Refinaria Abreu e Lima, a Unidade de Industrialização de Xisto, a Refinaria Landulpho Alves, a Refinaria Gabriel Passos, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, a Refinaria Alberto Pasqualini e a Refinaria Isaac Sabbá.

Segundo publicação da Folha de S. Paulo, o governo está preparando o fim do monopólio da Petrobras no gás natural visando aumentar a concorrência para reduzir os preços, assim como pretende sair do setor de refino, atraindo competitividade e reposicionando o seu portfólio de ativos.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 26/04 29/04 Ativo 26/04 29/04
Petrobras (PETR3) -1,01% -0,63% Vale (VALE3) +0,34% -0,52%
Petrobras (PETR4) -1,88% +0,26% Embraer (EMBR3) +0,37% +1,51%
Eletrobras (ELET3) +0,42% -0,60% Banco do Brasil (BBAS3) +0,49% 00%
Eletrobras (ELET6) +0,50% -0,14% Cemig (CMIG4) -0,48% -0,69%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 26/04 29/04 Ativo 26/04 29/04
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,07% +0,14% Usiminas (USIM3) -0,94% +1,04%
Santander (SANB11) -0,20% -0,24% CSN (CSNA3) +1,24% -2,43%
Bradesco (BBDC3) -0,39% -0,45% Gerdau (GGBR4) -1,37% +0,07%

 


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