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Ibovespa fecha em queda refletindo adiamento da Previdência e exterior positivo

Por Pablo Vinicius Souza
15 julho 2019 - 18:36
Confiança do empresário cai 0,1 ponto em agosto e resultado fica em 93,9 pontos, diz FGV

Na ausência de grandes catalisadores, o Ibovespa rondou a estabilidade no pregão desta segunda-feira (15), monitorando o exterior e refletindo o adiamento do segundo turno de votação da reforma da Previdência.

Por mais que a proposta tenha sido aprovada com votos a mais do que era necessário, o adiamento da finalização dos trabalhos na Câmara veio como um banho de água fria aos investidores.

Em reflexo, o prazo de tramitação deverá se estender além do previsto, com as deliberações no Senado indo até meados de outubro.

Sem maiores novidades no cenário político devido ao recesso parlamentar, o índice geral deverá seguir trajetória estável ao longo da semana, à espera de mais uma temporada de resultados corporativos.

No exterior, as Bolsas subiram com a divulgação dos indicadores industrial e do varejo da China, embora o Produto Interno Bruto (PIB) tenha revelado uma contração na economia.

No gigante asiático, o PIB de 2019 cresceu 6,2%, contra as expectativas de alta em 6,3%. A produção industrial de junho subiu 6,3% ante as previsões de 5,3% e as vendas no varejo aumentaram 9,8% superando as projeções de 8,4%.

Como resultado, a Bolsa brasileira registrou leve queda de 0,10%, aos 103.802 pontos e um volume financeiro de R$19,518 bilhões.

Dólar tem sessão de ajustes e avança a R$3,75 após quatro quedas consecutivas

Com o segundo turno de votações da reforma da Previdência adiado para agosto, os investidores ajustaram posições de olho na política monetária do Banco Central e nas ocorrências do exterior.

O mercado de câmbio continuou precificando uma redução de 0,25% ou 0,50% na taxa Selic já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, que acontecerá no final do mês.

Com o avanço da reforma no Congresso e o enfraquecimento dos níveis de atividade econômica, está cada vez mais desenhado o cenário de corte na taxa de juros no país.

Mesmo com o movimento de queda no exterior, a divisa americana fez uma sessão de ajustes contra o real brasileiro devido ao rali vivido recentemente em expectativa à Previdência.

No fechamento, o dólar comercial encerrou em alta de 0,51%, sendo cotado a R$3,7580 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros apresentaram leve redução nas taxas em todos os períodos, com os investidores retirando prêmio de risco do câmbio.

O DI outubro/2020 recuou para 5,54% (5,55% no ajuste anterior), o DI janeiro/2025 caiu para 6,89% (6,88% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 declinou para 7,46% (7,48% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em queda com avanço da produção e retomada das atividades no Golfo do México

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira (15) com redução nos preços, devido ao avanço da produção nos EUA e à retomada das atividades na região do Golfo do México.

Conforme o relatório divulgado pelo Departamento de Energia (DoE), a maior economia do mundo deverá produzir cerca de 49 mil barris a mais por dia, entre julho e agosto.

O aumento provém das sete maiores regiões produtoras de petróleo dos EUA, mas se concentra na Bacia Permiana, onde a produção deve saltar em 34 mil barris por dia.

Além disso, a produção da commodity pode ser retomada no Golfo do México após a tempestade tropical Barry perder força e não haver mais possibilidades de evoluir a um furacão.

Com as atividades de extração operando em força total e o Produto Interno Bruto (PIB) da China mostrando uma desaceleração na economia, cresceram os temores sobre a redução da demanda global do produto.

Nesse cenário, o petróleo WTI para entrega em agosto caiu 1,04%, sendo cotado a US$59,58 o barril e o petróleo Brent para setembro declinou 0,36%, sendo cotado a US$66,48 o barril.

Noticiário Corporativo

Vale (VALE3) – O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à justiça que obrigue à Vale adotar medidas urgentes sobre a segurança de duas barragens da cidade de Parauapebas, localizada no Pará.

Segundo o MPF, as barragens não apresentam sistemas eficientes de escoamento de água, podendo afetar negativamente as estruturas durante o período de chuvas.

Por este motivo, a Agência Nacional de Mineração (ANM) classificou as barragens entre as dez mais perigosas do Brasil e o MPF solicitou a concretização da medida em caráter de urgência.

No documento impetrado, o MPF cita que os níveis dos reservatórios de rejeitos e de água da Pondes já estão com volumes semelhantes aos da Barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG, antes do rompimento.

Antes de ir à justiça, o MPF recomendou à ANM que fiscalizasse as barragens e cobrasse providências da mineradora, porém, a agência não se manifestou e sequer enviou representante para discutir o tema em reunião.

Hapvida (HAPV3) – A Hapvida pretende realizar uma oferta pública de distribuição primária de aproximadamente 46.440.000 de ações ordinárias.

O preço de emissão será baseado na cotação do fechamento do pregão do dia 12 de julho, que foi de R$41,99 por ação.

Também poderão ser distribuídas simultaneamente ações adicionais e suplementares, resultando em uma oferta global no valor de R$2,632 bilhões.

Movimentações na B3  

A seguir, as mínimas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo12/0715/07Ativo12/0715/07
Petrobras (PETR3)+0,19%-1,30%Vale (VALE3)-0,38%+1,64%
Petrobras (PETR4)+0,14%-0,88%Embraer (EMBR3)-0,10%+0,36%
Eletrobras (ELET3)+1,33%-3,60%Banco do Brasil (BBAS3)-2,41%-0,52%
Eletrobras (ELET6)+1,27%-3,48%Cemig (CMIG4)-0,92%-1,46%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo12/0715/07Ativo12/0715/07
Itaú Unibanco (ITUB3)-0,54%-1,05%Usiminas (USIM3)-0,28%+0,37%
Santander (SANB11)-0,65%+0,76%CSN (CSNA3)-0,76%+1,35%
Bradesco (BBDC3)-1,99%+0,18%Gerdau (GGBR4)-1,27%+1,36%


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