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Ibovespa fecha em alta de 2,15% com estímulos no Brasil e no exterior

Por Fast Trade
19 março 2020 - 18:13
Ibovespa sobe: economia brasileira; Monitor do PIB

O Ibovespa encerrou em alta nesta quinta-feira (19), esboçando um pequeno alívio frente às medidas de estímulos anunciadas e a possibilidade de utilização de terapias contra o coronavírus.

O Banco da Inglaterra decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,15%, para 0,1% ao ano e aumentou as compras de títulos da dívida britânica em 200 bilhões de libras, totalizando 645 bilhões.

Na noite de ontem, o Banco Central Europeu (BCE) havia lançado um pacote de 750 bilhões de euros, também, com intuito de prover liquidez aos mercados.

Na esteira das grandes concessões, o Federal Reserve, BC dos EUA, informou que irá realizar empréstimos de dólares por meio de contratos de swap a nove países, dentre eles, o Brasil.

Os investidores também monitoraram as declarações do presidente americano, Donald Trump, ao informar que a entidade reguladora de medicamentos dos EUA estuda a aprovação de terapias para o tratamento do coronavírus.

Ele explicou que o medicamento Remdesivir, que ainda está em fase de experimentação, poderá ser utilizado enquanto as vacinas estiverem em desenvolvimento.

Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou o decreto que reconhece o estado de calamidade no país, permitindo que o poder executivo ultrapasse o teto de gastos estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente Jair Bolsonaro mudou o tom do discurso e reconheceu a gravidade da situação, ressaltando a importância da cooperação de todos para conter o ritmo de propagação do Covid-19.

Na B3, as companhias JBS (JBSS3), Rumo (RAIL3), Multiplan (MULT3), Azul (AZUL4) e Lojas Renner (LREN3) apuraram ganhos acima de 15%.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 2,15% na faixa de 68.331 pontos, com um volume financeiro de R$25,980 bilhões.

Dólar volta a R$5,10 com pulso firme do Banco Central e ajuda do Fed

O dólar comercial caiu 1,79% nesta quinta-feira (19), fechando na cotação de R$5,1010 na venda, após a firme intervenção do Banco Central.

Pela manhã, a autoridade monetária ofertou US$2 bilhões em recursos à vista por meio de leilão de linha com compromisso de recompra e, em seguida, vendeu mais US$300 milhões na mesma modalidade.

Durante a tarde, um novo leilão de US$385 milhões foi realizado, com a instituição aceitando 8 propostas de compra, cuja taxa de corte foi de 5,120000.

Além da ajuda interna, o real foi beneficiado pelo anúncio de que o Federal Reserve emprestará dólares por meio de contratos de swap cambial a nove países, dentre eles, o Brasil.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram longe das máximas, com as DIs acompanhando o movimento do câmbio e o tom positivo do exterior frente aos estímulos adotados.

O DI dezembro/2020 subiu para 3,99% (3,95% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 saltou para 8,57% (8,55% no ajuste anterior).

Petróleo registra forte alta com intervenção dos EUA na guerra de preços  

Os contratos futuros de petróleo encerraram em expressiva alta nesta quinta-feira (19), reagindo às perspectivas de intervenção dos Estados Unidos na guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.

O petróleo WTI/ abril disparou 23,80%, fechando no valor de US$25,22 o barril; enquanto o petróleo Brent/maio saltou 14,42%, na cotação de US$28,47 o barril.

As negociações foram impulsionadas pela reportagem do Wall Street Journal, ao informar que o governo americano está considerando intervir diplomaticamente na divergência entre os dois países.

A notícia mencionou que a Casa Branca tentará convencer os sauditas a reduzir os níveis de produção e ameaçará o governo russo com a imposição de sanções, visando equilibrar o mercado da commodity.

Noticiário Corporativo: Franquias solicitam isenção de aluguel a administradoras de shopping centers

Em meio à epidemia de coronavírus, as franquias estão negociando com a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) a isenção do aluguel no período em que os estabelecimentos permanecerem fechados.

Representando 40% das lojas nos shoppings, tais empresas pagam um aluguel fixo e um percentual sobre as vendas, ficando prejudicadas pela quarentena imposta pelas autoridades.

A entidade também está pleiteando a isenção da cobrança do 13º aluguel, da taxa de transferência de operações, a redução das taxas condominiais e dos fundos de promoção.

Segundo a Abrasce, as reivindicações foram recebidas porque “este é um momento de grande aperto de cinto para todo mundo” e os franqueados precisarão de todo apoio ou terão que se desfazer dos negócios.


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