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Ibovespa fecha em alta com salto da Petrobras em meio às tensões EUA-China

Por Pablo Vinicius Souza
02 agosto 2019 - 18:32

O pregão de hoje foi de intensa volatilidade na B3! Depois de oscilar em queda boa parte do dia, o Ibovespa avançou impulsionado pelas ações da Petrobras (PETR3/ PETR4).

Os papeis da estatal saltaram quase 4% após a publicação dos balanços corporativos, que revelaram um lucro líquido recorde para o segundo trimestre.

Com a alta desta sessão, o índice geral reduziu as perdas semanais provocadas pelo pronunciamento confuso do Federal Reserve e pela ofensiva tarifária do governo americano à China.

Na última quarta-feira, o Fed anunciou a redução de 0,25% na taxa básica de juros, mas não deixou claro se a medida representa o início de um ciclo de cortes ou se foi apenas uma ação pontual de estímulos à economia.

O fato trouxe uma avalanche de incertezas quanto aos próximos passos da autoridade monetária, tendo em vista o potencial lesivo que a desaceleração da economia global poderá exercer sobre o mercado dos EUA.

Outro fator crítico foi a declaração do presidente Donald Trump, informando a imposição de tarifas de 10% sobre US$300 bilhões em produtos importados do gigante asiático a partir de 1º de setembro.

O agravamento da relação comercial entre os dois países desencadeou o aumento da aversão ao risco nos mercados, levando os investidores a se refugiarem em ativos mais seguros.

Para completar o mau humor no cenário externo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou, durante uma coletiva de imprensa, que Pequim responderá à altura caso os EUA sigam com a aplicação das tarifas.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,54%, aos 102.673 pontos, registrando um volume financeiro de R$17,4 bilhões. Na semana, o Ibovespa fechou com leve queda de 0,14%.

Dólar avança 1% e fecha a R$3,89 com turbulências no cenário externo

O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (02) em alta de 1,22% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,8910 na venda. Analisando as variações, o dólar fechou a semana com ganhos de 3,17%.

A divisa americana saltou contra as principais moedas globais, sobretudo, às que estão atreladas ao desempenho das commodities, impulsionada pelas preocupações sobre a disputa comercial entre Estado Unidos e China.

Também influenciaram as movimentações do câmbio os ruídos sobre a postura do Federal Reserve, que na última quarta-feira, se mostrou menos inclinado a futuros cortes na taxa de juros.

Em uma semana pesada em termos de agenda econômica, o contraponto no cenário doméstico foi a redução de 0,50% na taxa Selic, sinalizando para uma flexibilização monetária mais agressiva.

Na mesma toada, os contratos de juros futuros oscilaram durante a maior parte do pregão, encerrando próximos à estabilidade, mostrando cautela diante das turbulências externas.

No fim do pregão regular, o DI dezembro/2019 ficou estável sendo vendido a 5,59%, o DI abril/2023 avançou para 6,46% (6,45% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 ficou estável em 6,91%.

Petróleo fecha em alta mas não evita o tombo de 2% na semana

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira (02), devolvendo parte das perdas da véspera, desencadeadas pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e China.

As cotações do barril de óleo bruto registraram queda superior a 7% na sessão de ontem, após o presidente Donald Trump anunciar a imposição de tarifas de 10% sobre US$300 bilhões em importações de produtos chineses.

O fato acentuou os temores do mercado quanto à possível redução da demanda pela commodity, uma vez que a guerra comercial tem afetado intensamente a economia do gigante asiático, que atualmente é o maior importador líquido do produto.

No pregão de hoje, o que se viu foi uma tentativa de recuperar a desvalorização expressiva dos preços, ainda que não seja possível prever um cenário favorável a este conflito.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em setembro fechou em alta de 3,16%, sendo cotado a US$55,66 o barril e o petróleo Brent para outubro avançou 2,29%, sendo cotado a US$61,89 o barril.

No acumulado da semana, o WTI perdeu 1% e o Brent recuou 2,5%.

Noticiário Corporativo

Odontoprev (ODPV3)A Odontoprev divulgou os resultados do segundo trimestre de 2019 reportando um lucro líquido de R$62,2 milhões, o que equivale a um aumento de 3,2% em relação ao ano passado.

O Ebtida alcançou o montante de R$90,1 milhões, representando um avanço de 8,3% na base anual e a receita líquida somou R$447,4 milhões, saltando 19,2% sobre o mesmo período de 2018.

A atual carteira de beneficiários da Odontoprev registrou um aumento de 11,3%, totalizando 7,187 milhões ao final de junho.

Conforme a avaliação da corretora Mirae Asset, a companhia apresentou balanços sólidos e dentro das expectativas, com aumento na base de clientes e evolução na rentabilidade.

O mercado espera que a empresa dê continuidade no processo de expansão dos negócios e continue com as boas práticas de gestão ao longo dos próximos trimestres.

Movimentações na B3  

 As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram majoritariamente em alta, depois de oscilar seguindo o cenário internacional. A seguir, as máximas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 01/08 02/08 Ativo 01/08 02/08
Petrobras (PETR3) -1,60% +3,03% Vale (VALE3) -2,77% -0,85%
Petrobras (PETR4) -1,46% +3,91% Embraer (EMBR3) -0,31% +0,21%
Eletrobras (ELET3) +6,52% +2,83% Banco do Brasil (BBAS3) -0,81% 00%
Eletrobras (ELET6) +4,92% +2,25% Cemig (CMIG4) +1,20% +0,14%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 01/08 02/08 Ativo 01/08 02/08
Itaú Unibanco (ITUB3) +0,35% -0,10% Usiminas (USIM3) -1,30% -1,01%
Santander (SANB11) -0,58% -0,35% CSN (CSNA3) -1,94% -1,91%
Bradesco (BBDC3) -1,29% -0,08% Gerdau (GGBR4) -1,96% +0,81%


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