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Ibovespa fecha em alta com Previdência, setor bancário e cenário externo

Por Pablo Vinicius Souza
26 junho 2019 - 18:35

Com baixos níveis de oscilação, o pregão de hoje foi morno e de reações moderadas. O Ibovespa avançou refletindo diferentes variáveis dos cenários interno e externo.

A tramitação da reforma da Previdência na Comissão Especial pesou as expectativas, sobretudo após a notícia de que a votação será adiada para a próxima terça-feira.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, está articulando apoio para a inserção dos Estados e Municípios no texto da proposta, porém, não há um acordo formal com os governadores até o momento.

Maia afirmou que o relator Samuel Moreira (PSDB) poderá ler o voto já na sessão de amanhã e segundo levantamento feito pela Bloomberg, a reforma já tem de 30 a 34 votos favoráveis na Comissão, sendo necessários apenas 25 para aprovação.

O índice geral da B3 também foi influenciado pela alta das ações do setor bancário, em conjunto com Eletrobras, Vale e demais siderúrgicas.

No cenário externo, os investidores se animaram com a reaproximação entre Estados Unidos e China para conclusão do acordo comercial, que segundo o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, está 90% completo.

As atenções se concentram na reunião do G-20, que acontece no próximo final de semana no Japão e poderá ser palco do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,60%, aos 100.688 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$13,153 bilhões.

Dólar recua a R$3,84 com um olho na Previdência e o outro no G-20

Em dia de baixa oscilação, a divisa americana rondou a estabilidade refletindo as movimentações da reforma da Previdência na Comissão Especial.

Hoje foi o quarto dia de debates, que terminou sem novos destaques no texto do relator devido à articulação de alguns deputados para incluir os estados e municípios na proposta.

O mercado de câmbio também reagiu às expectativas pela reunião entre Estados Unidos e China, que acontecerá no próximo final de semana, durante a cúpula do G-20.

No fim do pregão regular, o dólar comercial registrou queda de 0,16% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,8480 na venda.

Os contratos de juros futuros encerraram com um desempenho misto, concluindo mais uma sessão de ajustes em atenção à política monetária e à agenda de reformas.

A curva a termo passou por um movimento de redução em sua inclinação, encurtando a diferença entre as taxas com vencimento de longo prazo e curto prazo.

O DI outubro/2020 saltou para 5,92% (5,90% no ajuste anterior), o DI julho/2025 recuou para 7,31% (7,38% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 desabou para 7,68% (7,79% no ajuste anterior).

Petróleo avança com redução dos estoques e otimismo EUA-China

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta quarta-feira (26), refletindo a queda nos estoques da commodity nos Estados Unidos e o otimismo das relações sino-americanas.

O Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgou, na manhã de hoje, que os estoques de petróleo apresentaram redução de 12,788 milhões de barris na semana passada, superando a previsão de baixa de apenas 2,6 milhões.

O dado impulsionou o avanço das cotações, que já assumiam viés de alta devido ao agravamento nas tensões geopolíticas com o Irã, que podem comprometer a oferta global do produto.

Outro aspecto que renovou o apetite ao risco no mercado foi a notícia de que o acordo comercial entre americanos e chineses estaria “90% completo” e que as autoridades dos dois países estariam progredindo nas negociações.

Os investidores monitoraram as expectativas pela reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que acontecerá no próximo final de semana, às margens do G-20.

No fechamento, o petróleo WTI para entrega em agosto saltou 2,68%, sendo cotado a US$59,38 o barril e o petróleo Brent para setembro subiu 2,20% sendo cotado a US$65,69 o barril.

Noticiário Corporativo

Braskem (BRKM5)Em comunicado, a Braskem informou que o Tribunal de Justiça de Alagoas deferiu o pedido do Ministério Público em conjunto com a Defensoria, que solicitava o bloqueio de R$3,7 bilhões nas contas bancárias da empresa.

A decisão tem o objetivo de resguardar possíveis indenizações à população afetada pelos fenômenos geológicos provocados pela extração de sal-gema, na cidade de Maceió.

A companhia declarou que tomará todas as medidas legais aplicáveis ao caso, respeitando a decisão judicial e as leis que regem a atividade de mineração.

Eletrobras (ELET3/ ELET6) – A Eletrobras afirmou a conclusão da transferência do total de sua participação na Uirapuru Transmissora de Energia para a Copel Geração e Transmissão.

As ações formavam cerca de 75% do capital social da Uirapuru e foram vendidas pelo montante de R$100 milhões, já inclusa a correção monetária.

A transação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em abril e faz parte do Plano Diretor de Negócios e Gestão 2019/2023 da Eletrobras.

Movimentações na B3

A seguir, as ações de maior liquidez do Bovespa que mais avançaram na sessão:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo25/0626/06Ativo25/0626/06
Petrobras (PETR3)-2,84%-0,75%Vale (VALE3)-2,19%+0,21%
Petrobras (PETR4)-2,55%+0,47%Embraer (EMBR3)-2,68%-0,05%
Eletrobras (ELET3)-2,94%+2,76%Banco do Brasil (BBAS3)-1,11%+2,19%
Eletrobras (ELET6)-1,47%+2,54%Cemig (CMIG4)-2,44%-0,14%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo25/0626/06Ativo25/0626/06
Itaú Unibanco (ITUB3)-1,10%+1,96%Usiminas (USIM3)00%-0,38%
Santander (SANB11)-1,92%+1,31%CSN (CSNA3)-2,43%+0,68%
Bradesco (BBDC3)-2,01%+0,12%Gerdau (GGBR4)-1,98%+2,24%


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