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Ibovespa dispara 4,7% apoiado pelo noticiário internacional

Por Fast Trade
18 maio 2020 - 18:48 | Atualizado em 19 maio 2020 - 07:08
O que vai agitar os mercados nesta quinta-feira?

O Ibovespa encerrou em expressiva alta nesta segunda-feira (18), impulsionado pelo noticiário internacional em relação ao coronavírus e à reabertura das economias.

Nesse sentido, o índice geral ganhou tração e superou a fronteira psicológica dos 81 mil, amparado também pelo avanço do Petróleo e do minério de ferro.

Na sessão de hoje, prevaleceu o otimismo com o anúncio da companhia americana de biotecnologia, Moderna Therapeutics, sobre os resultados do desenvolvimento da vacina contra o Covid-19.

Segundo a empresa, as duas doses do medicamento que foram administradas em 45 pacientes desencadearam a produção de anticorpos capazes de combater o vírus.

Embora o resultado tenha sido positivo em poucas pessoas, a Moderna informou que pretende ampliar a amostra testando em mais de 600 pessoas em julho.

Em outro front, o mercado reagiu às declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao afirmar que a economia dos EUA deve iniciar a recuperação no segundo semestre de 2020.

Além disso, Powell enfatizou que a instituição conta com muitas ferramentas para conter a recessão econômica e minimizar seus efeitos em todos os setores.

O fato renovou o apetite ao risco dos investidores e impulsionou a valorização das principais Bolsas no exterior, sobretudo, os de Wall Street.

O Dow Jones subiu 3,85%, o S&P 500 avançou 3,15% e o Nasdaq Composto valorizou 2,44%.

Enquanto isso, na Europa, países como França, Itália e Espanha já autorizaram a reabertura de bares, cafés, restaurantes, respeitando as medidas de higienização.

Ademais, o mercado repercutiu a decisão do primeiro-ministro francês, Emmanuel Macron, em conjunto com a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, pela criação de um fundo de 500 bilhões de euros.

O objetivo seria fortalecer a União Europeia através da destinação de recursos para ajudar os países que foram muito impactados pelo coronavírus.

Crise política e turbulências sobre a família Bolsonaro

No Brasil, os investidores ficaram aguardando o anúncio do novo ministro da Saúde, que deverá atuar alinhado às diretrizes do presidente Jair Bolsonaro.

Ademais, por pressão do governo, o novo líder da Pasta deverá assinar um protocolo autorizando o uso da cloroquina em todos os pacientes com Covid-19.

Também no radar, a repercussão das acusações que o empresário Paulo Marinho fez ao senador Flávio Bolsonaro, o filho 01 do presidente.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Marinho disse que Flávio foi avisado sobre as investigações que envolviam o seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Por isso, o senador teria demitido no dia seguinte o seu ex-assessor e chefe de segurança parlamentar, Fabrício Queiroz, que operava o esquema de desvio de verbas públicas conhecido como “rachadinha”. 

Na B3, as companhias Azul (AZUL4), CVC (CVCB3), Gol (GOLL4), Braskem (BRKM5) e MRV (MRVE3) registraram os maiores ganhos da sessão.

Como resultado, a Bolsa brasileira disparou 4,69% na faixa de 81.194 pontos, com um volume financeiro de R$21,743 bilhões.

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