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Ibovespa dispara 1,56% e bate um novo recorde com aprovação da Previdência na Comissão Especial

Por Pablo Vinicius Souza
04 julho 2019 - 18:29

Acompanhando o otimismo do cenário doméstico, o Ibovespa bateu em 104.021 pontos na máxima intradia, alcançando um novo recorde com a aprovação da reforma da Previdência na Comissão Especial.

Embora tenha sido um dia de baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos, os investidores se concentraram nas discussões sobre o texto final da proposta e avaliaram a capacidade de articulação do governo junto aos parlamentares.

Na votação, a reforma foi aprovada por 36 votos favoráveis contra 13 desfavoráveis, concluindo o segundo avanço na Câmara desde o início do processo de tramitação.

O desafio agora é conseguir levar a proposta ao plenário para ser submetida a dois turnos de votação antes do recesso parlamentar e conseguir o apoio de 3/5 (308) dos deputados da casa.

Os partidos do Centrão argumentaram sobre a necessidade de inserir os Estados e Municípios ao texto já na próxima etapa, e há uma grande vertente do PSL pressionando pela mudança nas regras para o setor de segurança pública.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 1,56%, aos 103.636 pontos, renovando sua máxima de fechamento. O giro financeiro foi de R$10,223 bilhões.

Dólar cai a R$3,79, fechando no menor valor em três meses

Registrando a segunda baixa consecutiva, o dólar alcançou, no pregão de hoje, o menor valor de fechamento dos últimos três meses, impulsionado pela reforma da Previdência.

O texto principal da proposta foi aprovado na Comissão Especial da Câmara por 36 votos favoráveis e 13 contrários. Ainda faltam votar os destaques de bancada, que devem estender a duração da sessão.

Com a aprovação, crescem as expectativas de que o governo conseguirá colocar o texto final para votação no plenário da casa legislativa, antes do recesso parlamentar.

Enquanto isso, no exterior, as Bolsas americanas permaneceram fechadas devido ao feriado do Dia da Independência, porém, isso não abalou o otimismo frente às perspectivas de que o Federal Reserve reduzirá a taxa de juros dos EUA no curto prazo.

No fim da tarde, o dólar comercial encerrou com desvalorização de 0,71% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7990 na venda.

No mercado de renda fixa, os juros futuros acompanharam o comportamento do câmbio e fecharam com queda nas taxas em todos os períodos.

Os preços dos contratos já haviam precificado a aprovação da reforma desde o início das operações e, por isso, o movimento de queda não sofreu repique adicional.

Com isso, O DI outubro/2020 caiu para 5,75% (5,78% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 declinou para 6,86% (6,90% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 desabou para 7,39% (7,49% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em queda com tensões geopolíticas e sessão de baixa liquidez

Os contratos futuros de petróleo encerraram no vermelho nesta quinta-feira (04), reagindo à baixa liquidez do mercado e às tensões geopolíticas, que insistem em trazer incertezas sobre o cenário econômico.

No feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a New York Mercantile Exchange (Nymex) só funcionou para o pregão eletrônico, o que reduziu drasticamente o volume das negociações.

As perspectivas de desaceleração da economia global continuam pressionando os preços da commodity, já que há sérias preocupações quanto à possível contração na demanda.

Os investidores também estão receosos diante do agravamento das relações entre Estados Unidos e Irã, após o país persa anunciar o avanço das atividades de enriquecimento de urânio.

E para completar o cenário crítico, temos o impasse comercial entre americanos e chineses, que está longe de terminar, e a nova ofensiva tarifária do governo dos EUA contra os produtos da União Europeia.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em agosto recuou 0,94%, sendo cotado a US$56,80 o barril e o petróleo Brent para setembro caiu 0,81%, sendo cotado a US$63,30 o barril.

Noticiário Corporativo

Usiminas (USIM5)O Itaú BBA modificou a sua carteira de investimentos TOP 5, que buscam retornos de curto e médio prazo, acrescentando a Usiminas ao ranking.

Segundo o relatório do banco, a estratégia é aumentar a exposição optando por ações com beta mais alto, que tendem a alcançar uma performance melhor que o índice.

“Neste caso, preferimos as ações da Usiminas neste momento por apresentar um beta de 1,3, além do fato da empresa se beneficiar de uma eventual melhora da atividade doméstica” – explicou o banco.

Atualmente, compõem o TOP 5 do Itaú BBA as seguintes ações: Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), Rumo (RAIL3), Tim Participações (TIMP3) e Usiminas (USIM5).

Gerdau (GGBR4) – O Conselho de Administração da Gerdau aprovou o resgate antecipado de todas as debêntures emitidas nas datas 11/06/82, 19/07/82, 16/11/82, 10/06/83 e 13/07/90.

Em comunicado, a siderúrgica afirmou que “o pagamento aos debenturistas será efetuado mediante crédito na conta corrente cadastrada” nos registros da empresa, porém não informou o valor dos resgates.

Movimentações na B3

A seguir, as ações de maior liquidez que mais avançaram na sessão:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 03/07 04/07 Ativo 03/07 04/07
Petrobras (PETR3) +1,19% +0,94% Vale (VALE3) -0,08% +0,84%
Petrobras (PETR4) +1,23% +1,03% Embraer (EMBR3) -0,57% -0,05%
Eletrobras (ELET3) +1,82% +2,36% Banco do Brasil (BBAS3) +2,01% +1,40%
Eletrobras (ELET6) +2,43% +2,32% Cemig (CMIG4) +1,22% +0,81%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 03/07 04/07 Ativo 03/07 04/07
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,36% +0,99% Usiminas (USIM3) +2,43% +3,98%
Santander (SANB11) +2,02% +2,56% CSN (CSNA3) +2,50% +0,77%
Bradesco (BBDC3) +1,76% +2,08% Gerdau (GGBR4) +1,43% +2,76%


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