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Ibovespa desvia do exterior e cai 2,1% de olho na inflação e na decisão do BC

Por Fast Trade
26 outubro 2021 - 19:14 | Atualizado em 27 outubro 2021 - 06:12
tensão institucional após manifestações

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (26), desviando do bom humor dos mercados internacionais, de olho na inflação e na decisão do Banco Central. O índice geral vem colecionando perdas em atenção ao cenário de riscos no front político e à piora dos indicadores macroeconômicos.

Divulgado hoje, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia do indicador de outubro, subiu 1,2% em comparação ao dado registrado em setembro. Desse modo, o resultado superou as projeções dos especialistas, que indicavam alta de apenas 0,97%.

Com isso, aumentam as chances de o Banco Central decidir por uma aceleração do aperto monetário. Hoje aconteceu o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o dado do IPCA-15 reforçou a necessidade de um ajuste mais agressivo na taxa Selic.

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Acima de tudo, a decisão do BC deve levar em consideração não apenas o forte aumento nos preços, mas também a possível alteração do regime fiscal, prevendo a expansão dos gastos públicos acima do teto já no orçamento de 2022.

Da mesma forma, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram a criação de 313.902 novos postos de trabalho no mês passado. Este dado ficou abaixo das 367.049 vagas previstas pelo consenso Refinitiv.

Assim, o clima de aversão ao risco prevaleceu e nem mesmo o aumento da arrecadação do governo conseguiu reverter a onda de sell-off no mercado local. De acordo com a Receita Federal, os cofres públicos registraram o ingresso de R$ 149,1 bilhões ao longo do mês de setembro.

Destaques Corporativos

Na B3, as companhias Energias do Brasil (ENBR3) e CPFL Energia (CPFE3) registraram ganhos, reagindo ao aumento da inflação, que resulta no reajuste das tarifas aplicadas aos consumidores.

Em contrapartida, as ações da Vale (VALE3), Petrobras (PETR3/PETR4) e o setor bancário recuaram em bloco, precificando as turbulências fiscais, políticas e econômicas do país.

Top 5 máximas do índice: Energias do Brasil (ENBR3), Braskem (BRKM5), Gerdau Metalúrgica (GOAU4), CPFL Energia (CPFE3) e Carrefour (CRFB3).

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Top 5 mínimas do índice: Getnet (GETT11), Azul (AZUL4), EzTec (EZTC3), Cogna (COGN3) e Cielo (CIEL3).

Como resultado, o Ibovespa caiu 2,11% aos 106.419 pontos, com um volume financeiro negociado de R$20,598 bilhões.

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