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Ibovespa desaba 2% com revés nas negociações EUA-China

Por Pablo Vinicius Souza
13 maio 2019 - 12:32

Operando em queda desde a abertura, o Ibovespa iniciou as operações refletindo o mau humor que se abateu sobre os mercados internacionais. O grande catalisador da sessão foi o anúncio de que as negociações comerciais dos últimos dias entre Estados Unidos e China fracassaram.

Pelo Twitter, o presidente americano, Donald Trump, explicou que o crescimento inesperado de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre deste ano foi impulsionado, dentre outros fatores, pelas tarifas impostas aos produtos chineses provenientes da importação.

E acrescentou, em tom de aviso ao presidente chinês, Xi Jinping, que se um acordo não for concretizado, a China poderá ser muito prejudicada e muitas empresas serão forçadas a deixar o gigante asiático porque os produtos ali produzidos se tornarão muito caros.

Na manhã desta segunda-feira (13), o Ministério das Finanças da China comunicou que, a partir de 1º de junho, elevará as tarifas sobre US$60 bilhões em produtos americanos como forma de contrapor a ofensiva do governo americano.

Diante disso, as Bolsas mundiais operavam em expressiva queda, com os investidores ajustando posições em busca de proteção, sobretudo nos mercados emergentes, já que se tornou imprevisível as possíveis consequências de um conflito comercial entre as duas maiores potências do global.

Nesse contexto, às 12h19 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desvalorizava 2,14%, aos 92.243 pontos, registrando um giro financeiro de R$3,485 bilhões.

Dólar sobe e testa a fronteira de R$4 em meio às tensões sino-americanas

Em um dia de maior aversão ao risco nos mercados, o dólar comercia anotava ganhos contra as principais moedas globais, sobretudo as emergentes exportadoras de commodities. Ás 12h19 (horário de Brasília), a divisa americana valorizava 1,19% contra o real brasileiro, sendo cotada a R$3,99.

Seguindo a trajetória dos ativos de risco no exterior, as movimentações do dólar testavam o patamar psicológico de R$4, oscilando em meio ao aumento das tensões comerciais entre EUA e China, após o revés nas negociações sobre o acordo em Washington.

Os contratos de juros futuros apresentavam elevação nas taxas, com os investidores de renda fixa adotando a postura de cautela diante da piora do cenário externo. A divulgação do relatório Focus com recuo nas projeções de crescimento interno também era motivo de receio.

As previsões para o PIB de 2019 caíram de 1,49% para 1,45% e em 2020, os cenários apontavam para um desenvolvimento econômico de 2,50%. O IPCA de 2019 segue dentro da margem de 4,04% e para 2020 4%. As projeções da Selic permaneceram em 6,50% até o final do ano e em 7,50% em 2020.

O DI com vencimento para setembro/2020 saltava 0,60%, sendo negociado a 6,73% (6,69% no ajuste anterior), o DI para junho/2023 subia 0,61%, sendo comercializado a 8,24% (8,18% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2025 avançava 0,69%, sendo vendido a 8,75% (8,71% no ajuste anterior).

Comportamento das ações na B3

As blue chips da Bovespa exponenciavam perdas, ainda refletindo as turbulências na relação comercial entre Estados Unidos e China. Com destaque para as mínimas registradas no momento:

  • CVC (CVCB3) -4,33
  • Suzano (SUZB3) -4,12%
  • Pão de Açúcar (PCAR4) -3,20%
  • Ecorodovias (ECOR3) -4,25%
  • CSN (CSNA3) -3,89%
COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -2,32% Vale (VALE3) -3,17%
Petrobras (PETR4) -1,72% Embraer (EMBR3) -1,81%
Eletrobras (ELET3) -2,21% Banco do Brasil (BBAS3) -2,57%
Eletrobras (ELET6) -1,49% Cemig (CMIG4) -2,90%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -1,10% Usiminas (USIM3) -2,01%
Santander (SANB11) -2,12% CSN (CSNA3) -3,89%
Bradesco (BBDC3) -2,23% Gerdau (GGBR4) -2,61%


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