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Ibovespa confirma pivô de alta mas deve oscilar com mau humor internacional

Por Bruna Santos
14 dezembro 2018 - 08:26
panorama corporativo

Mais uma vez, o Ibovespa surpreendeu os investidores e desviou do mau humor internacional, fechando em alta de 1%, a 87.840. Mesmo enfrentando um dia de volátil nos mercados em geral, o índice preservou o suporte intermediário em 86.720, consolidando o seu pivô de alta, conforme análise de Rafael Ribeiro do Infomoney.

Contudo, a confirmação de uma tendência principal de crescimento se dará apenas com a ultrapassagem da média móvel de 72 dias, deixando para trás o patamar de 87.950. Assim, o índice ganharia impulso para seguir rumo ao topo intermediário em 89.985, onde encontraria maior pressão de venda, uma vez que estaria na faixa de resistência do último topo histórico em 91.242.

Rafael cita que esse cenário positivo somente seria anulado caso o índice operasse em firme queda a ponto de perder o fundo em 85.583 e retornasse à faixa de 82 mil. Para hoje, a projeção é de um dia de ajustes e com oscilações negativas na B3, seguindo a tendência dos mercados asiáticos, que fecharam em firme queda, e das Bolsas americanas, que não apresentaram uma direção comum.

Bolsas de Nova Iorque

Em Wall Street, o dia ontem foi muito volátil. Os principais índices acionários sofreram grande impacto com as movimentações e encerraram o pregão sem uma direção definida, refletindo o sentimento de cautela em relação ao avanço das negociações entre Estados Unidos e China e as previsões de desaceleração da economia global.

O Dow Jones valorizou 0,29%, o S&P 500 declinou 0,02% e o Nasdaq Composto caiu 0,39%. As ações que mais valorizaram na sessão integraram diferentes setores de negociação: Intel (+0,96), Merck (+1,28%), McDonalds (+1,61%), P&G (+2,62%), Walt Disney (+1,05%), Exxon Mobil (+1,26%), Starbucks Corporation (+1,18%) e 3M (+1,16).

Economia dos EUA

Os Estados Unidos registraram em 2018 o maior déficit orçamentário para o mês de novembro dos últimos seis anos, apurando o total de US$411 bilhões em despesas e US$206 bilhões em receitas. O crescimento nos gastos foi de 18% de um ano para o outro, sendo que no mesmo mês no ano passado esse valor alcançou US$139 bilhões contra o total de US$205 bilhões neste ano.

Em relação aos anos anteriores, as despesas com juros da dívida pública americana subiram 7% em outubro e novembro, junto com os gastos com programas militares do Departamento de Defesa, segundo informações divulgadas pelo Departamento do Tesouro. O corte de impostos e o redirecionamento de recursos às áreas estratégicas ocasionaram a situação de parcial desequilíbrio.

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