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Ibovespa cai mas registra alta semanal com avanço da Previdência; dólar recua a R$3,93

Por Pablo Vinicius Souza
26 abril 2019 - 18:23

Ainda que o pregão de hoje tenha sido de perdas para o Ibovespa, o desempenho semanal superou com folga os impasses dos últimos dias. Motivado pela aprovação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o índice geral subiu 1,75% no acumulado da semana.

A rapidez na instalação da Comissão Especial e os nomes indicados para liderar os trabalhos dessa etapa foram fundamentais para o mercado avaliar o compromisso do governo em concretizar a reforma e cumprir sua agenda de contenção do déficit fiscal.

A queda dos preços do petróleo, a nova temporada de balanços corporativos no cenário doméstico e os resultados econômicos dos Estados Unidos mais fortes do que esperado foram os grandes catalisadores da sessão de hoje, adicionando intensa volatilidade aos ativos locais.

Como resultado, a Bolsa brasileira recuou 0,33%, aos 96.236 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,540 bilhões.

Cotação do dólar e juros futuros

O dólar comercial fechou em desvalorização de 0,61%, sendo cotado a R$3,93, no segundo dia consecutiva de queda. Na semana, a divisa americana apresenta variação negativa de 0,08%, com os dados fortes da economia dos EUA limitando o desempenho global da moeda.

Anotando um Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 3,2%, o crescimento americano se afastou do movimento de desaceleração que tem afetado muitos países e isso foi positivo para os emergentes que dependem do desenvolvimento da demanda mundial, por isso o dólar depreciou.

Manual do Imposto de Renda para Investidores

Os contratos de juros futuros encerram mistos, mas assumindo viés de alta no curto prazo, com os investidores realizando lucros em atenção aos sinais de aceleração inflacionária na economia local. O tom mais cautelo do presidente do Banco Central, Campos Neto, também contribuiu para o ajuste de posições.

O DI com vencimento para dezembro/2019 subiu para 6,48% (6,46% no ajuste anterior), o DI para junho/2021 avançou para 7,49% (7,46% no ajuste anterior) e o DI para junho/2024 recuou para 8,65% (8,66% no ajuste anterior).

Commodities

Petróleo – Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda, repercutindo as declarações do presidente americano, Donald Trump. Em entrevista coletiva à imprensa estrangeira, ele afirmou que ligou para a Opep para pressionar uma redução nos preços da commodity.

“Vocês precisam baixar os preços, vocês têm que baixar os preços e a gasolina vai ter que baixar” – comentou o presidente, expressando o inteiro teor da conversa. Determinadas fontes contaram à agência Dow Jones Newswires que este contato não ocorreu, mas isso não impediu a reação de ajustes no mercado.

O petróleo WTI para junho desabou 2,93%, com cotação a US$63,30 o barril vendido em Nova Iorque e o petróleo Brent para julho recuou 2,72%, com cotação a US$71,63 o barril comercializado em Londres. No acumulado da semana, o WTI caiu 1,20% e o Brent perdeu 0,24%.

Desempenho das ações

As ações de maior liquidez da B3 encerraram entre perdas e ganhos para alguns setores. Com destaque para as companhias que mais declinaram:

  • Ultrapar (UGPA3) -3,20%
  • Cielo (CIEL3) -3,28%
  • JBS (JBSS3) -6,78%
  • Fleury (FLRY3) -6,34%
  • Marfrig (MRFG3) -3,22%

Petrobras – Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, declarou não querer que “eventos passados” se repitam (como no caso da intervenção do governo) mas destacou a importância de olhar para a questão dos caminhoneiros para evitar uma nova greve.

“O governo nunca fez menção de intervir na companhia” – destacou o CEO. Castello Branco enfatizou que a categoria tem muito poder de barganha mas analisou que a estatal não pode subsidiar o preço do diesel pois isto criaria um problema muito grande para o país.

Ainda na esteira das novidades, uma notícia publicada pelo Valor afirmou que os acionistas da Petrobras aprovaram as alterações no estatuto que permite a venda das subsidiárias sem a necessidade da autorização da assembleia, mas somente com ato do conselho de administração.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 25/04 26/04 Ativo 25/04 26/04
Petrobras (PETR3) +0,07% -1,01% Vale (VALE3) +0,18% +0,34%
Petrobras (PETR4) +0,36% -1,88% Embraer (EMBR3) -1,61% +0,37%
Eletrobras (ELET3) +3,49% +0,42% Banco do Brasil (BBAS3) +1,59% +0,49%
Eletrobras (ELET6) +2,48% +0,50% Cemig (CMIG4) +1,33% -0,48%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 25/04 26/04 Ativo 25/04 26/04
Itaú Unibanco (ITUB3) +0,62% -0,07% Usiminas (USIM3) +1,33% -0,94%
Santander (SANB11) +0,40% -0,20% CSN (CSNA3) -1,90% +1,24%
Bradesco (BBDC3) +0,03% -0,39% Gerdau (GGBR4) -0,07% -1,37%

 

 


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