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Ibovespa cai com “trégua” nas tensões comerciais e recua 1,8% na semana

Por Pablo Vinicius Souza
10 maio 2019 - 18:23

O pregão de hoje foi de intensa volatilidade! O Ibovespa, que oscilou em queda a maior parte do dia, conseguiu desacelerar o movimento descendente durante a tarde. O clima ficou mais ameno após a divulgação da notícia de que os Estados Unidos ofereceram um novo prazo para a construção do acordo.

Segundo a publicação, Washington teria concedido de três a quatro semanas para Pequim concluir as negociações e os dois países chegarem a um acordo satisfatório. Caso não seja cumprido, cerca de US$325 bilhões em produtos chineses importados serão sobretaxados.

Ao sair do escritório do Representante de Comércio dos EUA, onde ocorreu as reuniões com a delegação chinesa, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou que as negociações estão sendo muito construtivas e isso trouxe certo alívio aos mercados.

Como resultado, a Bolsa brasileira encerrou com declínio de 0,58%, aos 94.257 pontos, registrando um volume financeiro de R$10,512 bilhões. Na semana, o índice geral acumulou baixa de 1,8%.

Dólar oscila e fecha a R$3,94 mas registra sua quinta alta semanal

Depois de oscilar entre queda e valorização, o dólar comercial fechou em leve baixa de 0,18% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,94, próximo aos patamares mínimos do dia. Ainda assim, a divisa americana teve alta semanal de 0,13%, fazendo a sua quinta semana de ganhos consecutiva.

Os contratos de juros futuros encerraram com desvalorização nas taxas, demonstraram um comportamento muito próprio deste tipo de ativos. Durante a semana inteira, o mercado de renda fixa se desviou do câmbio, respondendo com maior intensidade ao cenário interno e às políticas monetárias.

Por isso, não se viu grandes alterações nos movimentos da curva de juros mesmo diante de toda a volatilidade vinda do exterior com a guerra comercial sino-americana. E também, pelo otimismo sobre um possível corte na taxa de juros em um futuro próximo, os investidores não adicionaram prêmio de risco.

O DI com vencimento para junho/2020 caiu para 6,53% (6,56% no ajuste anterior), o DI para dezembro/2023 declinou para 8,32% (8,37% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2025 recuou para 8,69% (8,76% no ajuste anterior).

Variações nas Commodities

Petróleo – Os contratos futuros de petróleo encerraram mistos, com os investidores avaliando a evolução das negociações comerciais entre EUA e China e os possíveis impactos que poderão resultar das sanções à produção Iraniana da commodity.

O petróleo WTI para entrega em junho fechou com variação negativa de 0,04%, sendo cotado a US$61,66 o barril, vendido em Nova Iorque e o petróleo Brent para entrega em julho subiu 0,33%, sendo cotado a US$70,62 o barril, comercializado em Londres.

Noticiário corporativo

BRF (BRFS3) – A controladora das marcas Sadia e Perdigão, BRF, divulgou os resultados corporativos do primeiro trimestre com um prejuízo líquido de R$1 bilhão. Este resultado é muito pior do que o saldo apurado no mesmo período de 2018, de R$62 milhões.

A receita líquida ficou em R$7,36 bilhões, o que equivale a um avanço de 4,7% na comparação anual e o Ebitda ajustado foi de R$748 milhões, cerca de 9,3% a mais que o registrado no ano passado.

Suzano (SUZB3) – A Suzano, gigante da produção de papel e celulose, fechou os resultados do primeiro trimestre com um prejuízo líquido de R$1,229 bilhão, um valor completamente fora das projeções dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam um lucro de aproximadamente R$1,281 bilhão.

A margem Ebitda registrou uma queda de 18%, ficando em R$2,761 bilhões e a receita líquida somou R$5,699 bilhões, indicando uma redução de 15% na comparação de base anual.

Movimentações na B3

As blue chips da Bovespa encerraram sem direção comum, com determinadas ações refletindo os balanços corporativos e outras sendo impactadas pelas turbulências do exterior. Com destaque para as companhias que mais desvalorizaram:

  • CVC (CVCB3) -8,46%
  • Suzano (SUZB3) -8,56%
  • B2W Digital (BTOW3) -6,64%
  • Lojas Americanas (LAME4) -3,49%
  • Sabesp (SBSP3) -5,23%
COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 09/05 10/05 Ativo 09/05 10/05
Petrobras (PETR3) -2,85% -0,75% Vale (VALE3) -1,02% +1,83%
Petrobras (PETR4) -1,90% -0,82% Embraer (EMBR3) -0,36% -0,42%
Eletrobras (ELET3) -1,06% -2,64% Banco do Brasil (BBAS3) +0,61% -1,59%
Eletrobras (ELET6) -1,31% -2,95% Cemig (CMIG4) -0,64% -0,72%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 09/05 10/05 Ativo 09/05 10/05
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,80% -1,05% Usiminas (USIM3) -0,28% -0,57%
Santander (SANB11) -1,77% -0,91% CSN (CSNA3) -0,28% +0,84%
Bradesco (BBDC3) -2,03% -0,69% Gerdau (GGBR4) -1,52% -0,49%

 

 

 


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