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Ibovespa cai com falas de Draghi pressionando decisão do BCE e resultados corporativos

Por Pablo Vinicius Souza
25 julho 2019 - 12:28

Reagindo a variáveis distintas, o pregão desta quinta-feira (25) começou muito volátil. O Ibovespa abriu em alta, mas mudou de direção após a decisão de política monetária do Banco Central Europeu.

A autoridade europeia optou por manter a taxa básica de juros em 0%, explicando que haveria uma revisão das propostas de flexibilização da atual política na zona do euro.

Contudo, o presidente da instituição, Mario Draghi, declarou não haver consenso entre os membros do conselho sobre a aplicação de estímulos econômicos baseados na compra de títulos públicos para reaquecer o mercado, chamado quantitative easing.

O fato desanimou os investidores, pois reforça a postura do Federal Reserve de adotar uma intervenção comedida, reduzindo os juros em apenas 0,25% nos Estados Unidos.

O mercado local reagiu negativamente às notícias do exterior, embora por aqui, os indicadores de emprego tenham mostrado um importante avanço, com a criação de 48.436 novas vagas em junho.

Nesse contexto, às 12h18 (horário de Brasília), o Ibovespa desabava 1%, aos 103.074 pontos, registrando um volume financeiro de R$5,991 bilhões.

As ações do setor bancário lideravam as perdas da sessão, com destaque para os papeis do Bradesco (BBDC3/BBDC4) que caíam quase 4% após a divulgação dos resultados no segundo trimestre.

Os bancos Inter (BIDI3), Itaú Unibanco (ITUB3), Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) acompanhavam o declínio, apresentando quedas superiores a 2%.

Dólar avança a R$3,79 com rasteira de Draghi sobre decisão do BCE

Acompanhando o clima de aversão ao risco que se abateu nos mercados, o dólar se fortalecia contra as principais moedas globais.

Após o Banco Central Europeu (BCE) decidir pela manutenção da taxa de juros na zona do euro em 0%, os investidores se animaram na perspectiva de um afrouxamento monetário amplo e geral.

Entretanto, o presidente da instituição, Mario Draghi, declarou que não havia consenso entre os membros da autoridade sobre a aplicação de estímulos pautados em quantitative easing, no qual há a compra de títulos para injetar recursos na economia.

O fato pressionou os mercados de câmbio, que passaram a operar no sentido inverso, com grande procura por ativos mais seguros, como a divisa americana.

Ás 12h18 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,56% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7900 na venda, próximo à máxima do dia.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros exibiam um viés de alta ao longo de toda a curva a termo, seguindo a expectativa adversa do exterior, em relação a um movimento contido na flexibilização monetária.

O DI outubro/2020 subia 0,56%, sendo negociado a 5,42% (5,37% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 avançava 1,17%, sendo vendido a 6,91% (6,84% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Hapvida (HAPV3) – O Conselho de Administração da Hapvida aprovou o preço de emissão das ações a R$42,50 na oferta de distribuição primária, que terá início a partir de amanhã.

Dessa forma, o capital social da companhia passou de R$R$2,810 bilhões para R$5,178 bilhões, divididos entre 727.686.573 ações ordinárias.

Segundo análise do Bradesco BBI, o valor da oferta está dentro das projeções do mercado, pois já era previsto uma forte demanda pelas ações, considerando as vantagens competitivas e a sua consolidação em 2019.

Braskem (BRKM5) – Em comunicado, a Braskem informou ciência sobre a Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL), que solicitou o bloqueio de R$2,5 bilhões para eventuais reparações por dano material.

A companhia foi acusada de ser a responsável pelo fenômeno geológico ocorrido em Maceió, causando tremores e rachaduras por todos os lados e que tem afetado os trabalhadores da cidade.

 Na ação, o MPT também está solicitando indenização aos moradores a título de danos morais e segundo a petroquímica, todas as medidas legais serão tomadas para reverter a situação.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -1,03% Vale (VALE3) -0,28%
Petrobras (PETR4) -0,99% Embraer (EMBR3) -1,23%
Eletrobras (ELET3) -1,35% Banco do Brasil (BBAS3) -2,64%
Eletrobras (ELET6) -1,36% Cemig (CMIG4) -0,56%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -2,40% Usiminas (USIM3) -0,29%
Santander (SANB11) -0,76% CSN (CSNA3) -0,30%
Bradesco (BBDC3) -4,37% Gerdau (GGBR4) -0,51%


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