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Ibovespa cai 3,2% mas sobe em abril com reação dos países

Por Fast Trade
30 abril 2020 - 19:11 | Atualizado em 01 maio 2020 - 10:47

O Ibovespa encerrou em expressiva queda nesta quinta-feira (30), porém, avançou 10,25% em abril, apoiado pela reação dos países ao Covid-19.

Durante o mês, diversas medidas foram tomadas para conter a propagação do vírus e diminuir, ao máximo, o número de vítimas fatais.

Dessa forma, alguns países optaram por quarentenas e outros radicalizaram decretando situação de lockdown, para evitar o contágio na população.

Como resultado, muitas regiões lograram êxito, desacelerando o ritmo de novos casos e agora conseguem planejar o retorno gradual às atividades.

Diante disso, os investidores ficaram animados frente à expectativa pela reabertura das economias e decidiram aumentar a exposição ao risco.

Esse fato concedeu forte impulso às ações e desencadeou o movimento de recuperação das principais bolsas internacionais e também do Ibovespa.

Deixando de lado o otimismo parcial, na sessão de hoje, o índice geral foi pressionado pela queda das ações dos bancos e do cenário externo.

Desse modo, o tombo das companhias Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) acentuou as perdas da B3.

Também contribuía para o movimento negativo o desmonte de posições antes do feriado do dia do Trabalhador, que deixará a B3 sem operações nesta sexta-feira (01).

No pregão de hoje, as mínimas do dia foram registradas por: Smiles (SMLS3), Iguatemi (IGTA3), BR Malls (BRML3), Gol (GOLL4) e Multiplan (MULT3).

Como resultado, a Bolsa brasileira caiu 3,20% na faixa de 80.505 pontos, com um volume financeiro de R$20,269 bilhões.

Ibovespa cai 3,2% mas sobe em abril com reação dos países

Contexto Internacional

Enquanto isso, nos Estados Unidos, ficou em evidência o número de pedidos de seguro-desemprego, que alcançou 3,84 milhões na semana.

Como este dado ficou acima das previsões do mercado, os analistas acreditam que os impactos financeiros da pandemia serão ainda maiores.

Da mesma forma, os investidores ficaram receosos após a Eurostat informar que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro contraiu 3,8% no primeiro trimestre, reportando o pior desempenho desde 1995.

No mesmo sentido, o Banco Central Europeu (BCE), após mais uma reunião de política monetária, decidiu manter a taxa básica de juros do bloco nos níveis atuais.

Contudo, em meio à maior crise econômica dos últimos anos, a instituição optou por não aumentar as compras de ativos, embora não tenha descartado adotar mais estímulos.

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