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Ibovespa cai 3% com acusações de Trump e cenário político

Por Fast Trade
04 maio 2020 - 12:39 | Atualizado em 04 maio 2020 - 17:36

O Ibovespa opera em expressiva queda nesta segunda-feira (04), pressionada pelas acusações de Trump à China e pelas turbulências do cenário político.

Em uma nova ofensiva norte-americana, o presidente dos Estados Unidos voltou a acusar o governo chinês de omitir do mundo inteiro a gravidade da epidemia.

Ele também afirmou que o objetivo de Pequim foi armazenar suprimentos médicos e equipamentos essenciais para combater a doença e sair na frente dos demais.

No mesmo sentido, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que existem “fortes evidências” de que o Covid-19 foi criado em um laboratório, localizado em Wuhan.

Nesse contexto, Pompeo diverge do posicionamento da inteligência americana, apesar de não ter apresentado nenhuma prova que comprove a sua informação.

Na semana passada, o Departamento de Inteligência emitiu um relatório dizendo que o coronavírus é natural e não apresenta sinais de interferência biotecnológica.

Diante disso, os investidores estão avaliando os esforços dos países para retomar, gradualmente, as atividades, embora persistam os temores quanto a uma segunda onda de contágio em massa.

Enquanto isso, no Brasil, o mercado segue repercutindo os dados do Boletim Focus do Banco Central, que, novamente, revisou para baixo as projeções da economia.

Conforme o relatório divulgado hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve registrar uma contração de 3,76% ao final de 2020.

Desse modo, o IPCA também deve apresentar um desempenho pior, terminando o ano em 1,97%, refletindo a recessão macroeconômica e o enfraquecimento da atividade.

Na B3, dentre as maiores baixas, destacavam-se as companhias Azul (AZUL4), Gol (GOLL4), Embraer (EMBR3), CVC (CVCB3) e CSN (CSNA3).

Ás 12h37 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desabava 3,12%, aos 77.995 pontos, com um volume financeiro de R$6,010 bilhões.

Contexto político brasileiro

Em meio a uma série de conflitos, o presidente Jair Bolsonaro participou de mais uma manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os manifestantes exigiam o fechamento das instituições visando, dessa forma, o estabelecimento de um regime militar.

Instigando as aglomerações, Bolsonaro disse que não admitirá interferências dos outros poderes em seu governo e criticou o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Ademais, no último sábado, Moro prestou depoimento e apresentou provas de que o presidente estaria tentando interferir nos trabalhos da Polícia Federal.

Também ficou no radar, a aprovação do Senado da proposta de ajuda financeira a Estados e Municípios, que deverá injetar até R$125 bilhões em recursos.

Nesse sentido, a Câmara dos Deputados pretende votar ainda nesta sessão este projeto de lei para acelerar a concessão do auxílio no combate ao Covid-19.

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