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Ibovespa cai 2,24% com avanço do Covid-19 e política local

Por Fast Trade
26 junho 2020 - 18:51 | Atualizado em 27 junho 2020 - 08:42

O Ibovespa encerrou em forte queda nesta sexta-feira (26), reagindo ao avanço do Covid-19 e às novidades do cenário político local.

Depois de subir na véspera, o índice geral da B3 acompanhou o mau humor externo e fechou a semana com perdas de 2,79%.

Nesse sentido, o principal catalisador foi o aumento do número de novos casos de coronavírus nos Estados Unidos, que chegou a registrar 38,9 mil novos casos em apenas um dia.

Esse foi o maior número registrado em apenas um dia, o que demonstrou o agravamento da crise sanitária no país que já possui 2,4 milhões de casos.

Como resultado, governadores de diferentes estados decidiram abortar o plano de retorno às atividades, voltando com a diretriz de quarentenas e demais restrições.

Da mesma forma, o estado do Texas anunciou a interrupção da reabertura econômica até o surto de contágio ser definitivamente controlado.

Segundo o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, novos confinamentos podem ser decretados em todo o país, o que renovou as preocupações dos investidores.

Em reação, os principais índices de Wall Street contabilizaram perdas expressivas. O Dow Jones caiu 2,84%, o S&P 500 recuou 2,42% e o Nasdaq Composto desabou 2,59%.

Além disso, foram divulgados os testes de estresse dos bancos realizado pelo Federal Reserve, revelando que o desemprego pode permanecer em níveis altos por mais tempo do que o previsto.

No relatório, a autoridade monetária mostrou que a economia deve demorar a se recuperar, levando as instituições financeiras a contabilizarem perdas de aproximadamente US$700 bilhões com empréstimos e financiamentos.

Por esse motivo, o Fed decidiu limitar o pagamento de dividendos pelo setor bancário até que a situação do país se mostre mais branda.

Noticiário político, contexto econômico e mercado acionário

No mercado local, ficou no radar o movimento de ajuste de posições compradas antes do final de semana, que é tradicional para evitar surpresas.

Ademais, outro fator de peso foi o aumento do número de casos e mortes por coronavírus no país, em um momento que as principais cidades estão adotando a flexibilização das medidas de isolamento social.

Em outro front, as atenções se concentraram nas declarações de Jair Bolsonaro sobre a continuidade do auxílio emergencial, porém, com parcelas decrescentes.

Conforme explicou o presidente durante a sua live semanal, as parcelas serão de R$500, R$400 e R$300, o que, certamente, minimizará o impacto financeiro.

Ainda assim, essa prorrogação resultará em uma despesa adicional de R$100 bilhões aos cofres públicos, sendo que, para esta finalidade, o governo já gastou cerca de R$152 bilhões.

As companhias BTG Pactual (BPAC11), Cogna (COGN3), CCR (CCRO3), Cyrela (CYRE3) e Sabesp (SBSP3) lideraram as perdas do dia.

Em contrapartida, somente as empresas IRB Brasil (IRBR3), Weg (WEGE3), Klabin (KLBN11), Intermédica (GNDI3) ficaram em território positivo.

Como resultado, a Bolsa brasileira caiu 2,24% na faixa de 93.834 pontos, com um volume financeiro de R$17,447 bilhões.

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