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Ibovespa cai 2% com exterior e forte pressão das blue chips

Por Fast Trade
31 julho 2020 - 18:48 | Atualizado em 01 agosto 2020 - 10:34
mercados internacionais

O Ibovespa encerrou em expressiva queda nesta sexta-feira (31), refletindo o mau humor externo e a forte pressão das blue chips na B3.

Na sessão de hoje, o clima de cautela prevaleceu após os indicadores europeus mostrarem um cenário de recessão no bloco econômico.

A zona do euro divulgou um recuo de 12,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, o que renovou as preocupações dos investidores.

Da mesma forma, a França reportou uma contração de 13,8% no PIB mensurado de abril a junho, contabilizando a maior queda da história do país.

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Ainda assim, os percentuais vieram abaixo do previsto, já que os economistas apostavam que a pandemia provocaria um impacto ainda maior no velho continente.

Em contrapartida, o Índice de Gerente de Compras (PMI) da indústria na China avançou para 51,1 pontos em julho, indicando expansão das atividades no setor.

Nos Estados Unidos, um dia depois do tombo histórico de 32,9% no PIB, o presidente Donald Trump decidiu forçar a companhia chinesa ByteDance a se desfazer do seu controle acionário no aplicativo TikTok.

Segundo uma reportagem do Bloomberg, a Casa Branca teria justificado a medida alegando que essa situação representa uma ameaça à segurança nacional, o que pode acentuar o conflito entre as duas potências.

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Apesar disso, os resultados corporativos das gigantes da tecnologia impulsionaram os ganhos dos principais índices americanos.

Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,44%, o S&P 500 avançou ,77% e o Nasdaq Composto saltou 1,49%.

Temporada de balanços corporativos e desempenho das blue chips na B3

Na sessão de hoje, o setor bancário declinou em bloco, puxando o desempenho do índice geral para território negativo.

Ao que parece, o movimento de sell-off foi impulsionado pelos balanços corporativos das instituições financeiras, que mostraram forte queda na lucratividade do segundo trimestre.

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Nesse sentido, a Petrobras (PETR3/ PETR4) decepcionou os investidores ao reportar um prejuízo líquido de R$2,713 bilhões contabilizado de abril a junho.

A estatal reverteu o lucro de R$18,866 bilhões apurado no mesmo período do ano passado, embora os números tenham sido um pouco melhores do que previsto.

Em outro front, a Engie Brasil (EGIE3) divulgou bons números, evidenciando um lucro líquido de R$765,8 milhões, um aumento de 98,7% em relação ao ano passado.

Ademais, no setor de construção, a companhia Even (EVEN3) contabilizou um lucro de R$26,8 milhões no segundo trimestre, avançando 21,8% na comparação a 2019.

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Na B3, as companhias Cielo (CIEL3), Ecorodovias (ECOR3), Tim (TIMP3), Engie Brasil (EGIE3) e Telefônica Vivo (VIVT3) registraram as máximas dia.

Já as empresas Cogna (COGN3), Ambev (ABEV3), Embraer (EMBR3), Braskem (BRKM5) e CSN (CSNA3) contabilizaram as maiores perdas.

Como resultado, a Bolsa brasileira desvalorizou 2% aos 102.912 pontos, com um volume financeiro de R$26,802 bilhões.

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