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Ibovespa cai 1% com situação EUA-China e política local

Por Fast Trade
22 maio 2020 - 18:47 | Atualizado em 23 maio 2020 - 10:32
CARLOS BARRIA

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira (22), pressionado pela situação EUA-China e pelas incertezas da política local.

Além disso, os investidores ficaram atentos à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, de publicar o conteúdo da gravação da reunião ministerial do governo.

Lembrando que este vídeo foi apresentado pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, como prova de que Jair Bolsonaro tentou interferir nos trabalhos da Polícia Federal.

Após o fechamento do mercado, o decano autorizou a divulgação integral do conteúdo, suprimindo apenas a parte que os ministros citam países estrangeiros.

Embora o vídeo apresente posicionamentos bastante comprometedores, os analistas avaliam que não há nenhuma novidade, de modo que, haverá pouca repercussão nos ativos.

Outro catalisador de peso foi o pedido que o ministro Celso de Mello enviou à Procuradoria Geral da República, solicitando a apreensão dos celulares de Bolsonaro e do seu filho vereador, Carlos.

Nesse contexto, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, publicou uma mensagem agressiva contra o pedido do ministro.

Utilizando as redes sociais, o general disse que essa ação era “inconcebível” e que “poderá trazer consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Também trouxe volatilidade às negociações o avanço exponencial do coronavírus no Brasil, que fechou a semana com 319.069 casos de infecção e 20.541 mortes.

Apesar de o governo ter adotado um tom mais conciliador com os governadores no combate ao Covid-19, o ataque às medidas de isolamento social em um momento de expansão do vírus poderá suscitar novos conflitos.

Na B3, as companhias Cogna (COGN3), Lojas Renner (LREN3), Lojas Americanas (LAME4), BR Malls (BRML3) e Hering (HGTX3) lideraram as perdas do dia.

Como resultado, a Bolsa brasileira caiu 1,03% na faixa de 82.173 pontos, com um volume financeiro de R$17,322 bilhões.

Conflito EUA-China e tensões em Hong Kong

O governo chinês anunciou a criação de uma nova lei de Segurança Nacional, que aumentará o controle do país sobre Hong Kong.

Em resposta, o presidente Donald Trump disse que a Casa Branca reagirá “fortemente” a qualquer ação da China, sobretudo, após a onda de protestos que abalou a região.

Nesse contexto, os dois países vêm travando uma disputa pela influência no território semiautônomo, que, atualmente, é o maior centro financeiro do mundo.  

Além disso, Pequim decidiu não estabelecer uma meta para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, reconhecendo os desafios gerados pelo Covid-19.

Essa é a primeira vez que o governo chinês não fixa uma meta numérica de crescimento desde 1994, demonstrando a dimensão dos impactos da doença.

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