Ações

Ibovespa cai 0,56% com exterior e incertezas sobre a vacina

Por Fast Trade
19 maio 2020 - 18:44 | Atualizado em 20 maio 2020 - 08:03

O Ibovespa encerrou em queda nesta terça-feira (19), refletindo o noticiário do exterior e as incertezas sobre a vacina desenvolvida pela companhia Moderna.

Depois de subir acompanhando a euforia da véspera, os índices internacionais recuaram após infectologistas questionarem os resultados da biofarmacêutica.

Nesse sentido, uma reportagem do STAT News, um veículo ligado a temas de saúde, indagou sobre a relevância dos efeitos observados na primeira fase de testes da vacina.

Tendo em vista que não existem tratamentos comprovados contra o coronavírus e que, a criação de uma vacina eficiente poderá demorar de 12 a 18 meses, o anúncio da empresa precisa ser avaliado com cuidado.

Tal situação gerou muitas dúvidas e elevou a aversão ao risco, o que, certamente, culminou em uma onda vendedora no mercado de ações.

Em Wall Street, o Dow Jones caiu 1,59%, o S&P 500 declinou 1,05% e o Nasdaq Composto cedeu 0,54%.

Além disso, os investidores repercutiram as declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Comitê Bancário do Senado americano.

O chairman disse que a instituição está pronta para utilizar “todas as armas disponíveis em seu arsenal” para ajudar a economia norte-americana neste momento de recessão.

Adicionalmente, Powell destacou que tais medidas são apenas uma pequena parte de um conjunto amplo de políticas públicas, que serão aplicadas na retomada do crescimento econômico do país.

Enquanto isso, França e Alemanha anunciaram a criação de um fundo de 500 bilhões de euros para aplicar no combate ao coronavírus.

Nesse contexto, o objetivo das duas potências é fortalecer a União Europeia, ajudando os países que sofreram o maior impacto financeiro.

Turbulências no cenário político brasileiro

Por aqui, o mercado se concentrou na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial.

Diante disso, até a próxima sexta-feira, o decano deve proferir sua diretriz sobre o caso, depois de ter ouvido a opinião de todos os envolvidos.

Ademais, outro fator de pressão no ambiente interno foi a turbulência gerada pelas acusações de Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro.

Segundo o empresário, o filho 01 do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, recebeu informações antecipadas sobre a operação Furna da Onça, que atingiria membros de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Embora Flávio seja um dos investigados, é pouco provável que os desdobramentos da situação prejudiquem, diretamente, o governo federal.

Também ficou no radar o anúncio da B3 de que irá funcionar normalmente durante o feriado antecipado em São Paulo.

Ao final das negociações, as companhias Equatorial (EQTL3), Gol (GOLL4), Itaú Unibanco (ITUB4), CPFL Energia (CPFE3) e Tim (TIMP3) lideraram as perdas do dia.

Como resultado, a Bolsa brasileira recuou 0,56% na faixa de 80.742 pontos, com um volume financeiro de R$19,837 bilhões.

Ibovespa cai 0,56% com exterior e incertezas sobre a vacina

Acompanhe as últimas notícias do mercado financeiro:

Dólar sobe a R$5,76 em pregão de ajustes e aversão ao risco

Petróleo fecha sem direção única; WTI estende ganhos perto de expirar e Brent recua

Bolsa de Valores funcionará normalmente no “feriadão” de SP


Sobre o autor