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Ibovespa avança renovando a sua máxima histórica de olho na Previdência

Por Pablo Vinicius Souza
08 julho 2019 - 18:40

De olhos voltados à reforma da Previdência, o Ibovespa avançou neste pregão renovando mais uma vez a sua máxima histórica de fechamento.

Os investidores estão eufóricos frente à possiblidade de aprovação do texto ainda nesta semana, sobretudo após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarar que a proposta já possui os votos necessários à aprovação.

No último sábado, Maia se reuniu com líderes partidários para acordarem as datas de votação, tendo em vista que o objetivo é concluir os dois turnos antes do recesso parlamentar.

Ele mencionou que o 1º turno da votação poderá ser realizado já nesta terça-feira (09), porém, será preciso haver quórum elevado e votos favoráveis em quantidade suficiente.

Também influenciou o desempenho da sessão a redução da liquidez geral devido ao feriado de amanhã em São Paulo, que deixará a B3 sem operações.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,42%, aos 104.530 pontos, renovando mais uma vez a sua máxima de fechamento.  O giro financeiro foi de R$9,200 bilhões.

Dólar cai a 3,80 e ignora exterior negativo

Em sessão de baixa liquidez, o dólar comercial refletiu com maior intensidade as novidades do cenário político e encerrou em queda de 0,24% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,8090 na venda.

Crescem as expectativas pela votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara ainda nesta semana, e os ativos cambiais já precificaram a aprovação.

No sentido contrário, o dia foi de fortalecimento da divisa americana no exterior, devido à redução das expectativas quanto a um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve já na próxima reunião.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam apresentando recuo nas taxas em todos os períodos, com os investidores retirando o prêmio de risco da curva a termo.

Assim como no câmbio, o foco permaneceu nas movimentações da Previdência, com o mercado tentando antecipar o quantitativo de apoio dos parlamentares nesta fase.

O DI junho/2020 caiu para 5,63% (5,66% no ajuste anterior), o DI julho/2024 recuou para 6,84% (6,92% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 desabou para 7,28% (7,37% no ajuste anterior).

Petróleo fecha sem direção comum em expectativa dados de produção

Os contratos futuros de petróleo, encerraram a sessão desta segunda-feira (08) sem assumir uma direção comum, refletindo as expectativas quanto à divulgação de uma sequência de relatórios do setor.

Amanhã será divulgado o panorama energético de curto prazo da Administração de Informação de Energia dos EUA, na próxima quinta teremos o relatório mensal da Opep e na sexta sairá o relatório mensal de petróleo da Agência Internacional de Energia.

Diante disso, os investidores adotaram posições de maior cautela, tendo em vista que os resultados podem não ser tão satisfatórios.

Embora o mercado não preveja alterações quanto à demanda da commodity, estimam-se ajustes às projeções de crescimento, já que os indicadores econômicos das principais potências estão em plena desaceleração.

Não obstante, somam-se as preocupações sobre a situação geopolítica do Irã e como isso pode interferir na dinâmica comercial, uma vez que o país confirmou que está enriquecendo urânio em níveis que excedem o acordo nuclear.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em agosto avançou 0,29%, sendo cotado a US$57,66 o barril e o petróleo Brent para setembro caiu 0,18%, sendo cotado a US$64,11 o barril.

Noticiário Corporativo

Petrobras ( PETR3 / PETR4 ) – O conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou hoje o Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) da Petrobras voltado ao mercado de gás natural.

O referido acordo compõe a discussão central do processo de abertura deste mercado no país, e o governo espera que ele seja tão abrangente quanto o firmado no setor de combustíveis, que exigiu a venda de oito das treze refinarias da Petrobras.

Além disso, a estatal terá que abrir mão do controle do gasoduto Brasil-Bolívia e da fatia remanescente de 10% nas empresas NTS e TAG, inclusive das participações em empresas de distribuição e transporte de gás.

AES Tietê (TIET11) – O Conselho de Administração da AES Tietê aprovou um aumento de capital no valor de R$57,961 milhões, através da capitalização parcial da reserva de ágio de subscrição privada.

Para tal finalidade, serão emitidas 11.090.552 milhões de novas ações preferenciais e 17.057.152 novas ações ordinárias, no preço de R$2,06 por ação e R$10,30 por Unit (1 ação ordinária e 4 preferenciais).

O valor foi estabelecido com base no deságio de 10% aplicado sobre o preço-médio de fechamento das Units registrado nos últimos 22 pregões anteriores ao dia 25 de junho de 2019.  

Movimentações na B3

A seguir, as ações de maior liquidez que mais avançaram na sessão:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo05/0708/07Ativo05/0708/07
Petrobras (PETR3)-0,56%+1,76%Vale (VALE3)-2,42%+1,45%
Petrobras (PETR4)00%+1,17%Embraer (EMBR3)+0,31%-0,10%
Eletrobras (ELET3)-0,28%-0,69%Banco do Brasil (BBAS3)-0,11%-0,22%
Eletrobras (ELET6)-0,35%-0,11%Cemig (CMIG4)+0,07%+0,33%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo05/0708/07Ativo05/0708/07
Itaú Unibanco (ITUB3)+0,86%+0,19%Usiminas (USIM3)-0,37%+1,01%
Santander (SANB11)-0,59%-1,36%CSN (CSNA3)-1,36%+3,23%
Bradesco (BBDC3)+0,72%+0,48%Gerdau (GGBR4)+0,20%00%


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