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Ibovespa avança mas registra queda semanal de 0,6% com resultados corporativos

Por Pablo Vinicius Souza
26 julho 2019 - 18:32

O pregão desta sexta-feira (26) foi de intensa volatilidade! O Ibovespa oscilou próximo à estabilidade a maior parte do dia, porém ganhou tração com a recuperação do setor bancário e assumiu um viés de alta.

Ontem, após a publicação dos resultados corporativos do Bradesco, as ações (BBDC3/ BBDC4) caíram cerca de 4%, contaminando o desempenho dos demais ativos.

Hoje, os dados de produção decepcionantes da Petrobras pressionaram a queda expressiva das ações (PETR3/ PETR4), limitando o avanço do índice geral.

Contudo, a queda nos gastos discricionários e a recuperação das receitas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) resultaram no menor déficit primário dos últimos quatro anos e isso animou os investidores.

O ajuste fiscal somado às políticas de controle de gastos conformam um cenário propício à retomada do crescimento econômico, fomentando os investimentos em geral.

O mercado também acompanhou a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, revelando um crescimento de 2,1% no segundo trimestre, ligeiramente acima das projeções dos analistas.

Os índices de Wall Street, Nasdaq Composto e S&P 500 encerraram a semana renovando as suas máximas históricas, aguardando pela reunião de política monetária do Federal Reserve, que acontecerá na semana que vem.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,16%, aos 102.818 pontos, registrando um volume financeiro de R$17,880 bilhões. Na semana, o Ibovespa recuou 0,60%, refletindo os resultados corporativos.

Dólar cai a R$3,77 em expectativa pelo Fed e Copom na semana que vem

O dólar comercial avançou 0,26% nesta sexta-feira (26), fechando na cotação de R$3,7720 na venda. Apesar de ter recuado hoje, na variação semanal, a divisa americana valorizou 0,75%.

O mercado de câmbio reagiu ao anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA mais forte do que o esperado, mostrando um crescimento de 2,1% no segundo trimestre.

Embora o fortalecimento da economia norte-americana seja algo que desestimule a intervenção do Federal Reserve, a queda nas exportações e o baixo nível de investimentos sugerem uma mudança de perspectiva.

Os analistas estão ajustando as suas apostas, acreditando que um corte de 0,25% na taxa básica de juros dos EUA é certo, mas, considerando as adversidades do exterior, pode ser que uma redução mais agressiva seja o ideal neste momento.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros encerraram em leve queda, precificando um corte na taxa de juros de 0,50% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem.

O DI janeiro/2020 recuou a 5,59% (5,60% no ajuste anterior), o DI outubro/2022 caiu para 6,20% (6,26% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinou para 7,02% (7,08% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em alta com dados econômicos, ameaça no Irã e recuo na produção nos EUA

Os contratos futuros de petróleo avançaram nesta sexta-feira (26), reagindo à diferentes notícias do mercado internacional.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2019, revelando um crescimento de 2,1%, um número ligeiramente acima do esperado.

O fortalecimento da economia norte-americana impulsionou as cotações porque evidencia uma tendência de aumento na demanda pela commodity ou, na pior das hipóteses, sugere a manutenção do volume de vendas.

Outro fator que adicionou volatilidade às negociações foi a notícia de que o governo iraniano está realizando testes de mísseis balísticos de médio alcance, o que acentuou as tensões no Oriente Médio.

No próximo domingo, os países que integram o acordo nuclear internacional de 2015 vão se reunir para avaliar a atual conjuntura, tendo em vista a importância do Irã na produção global do óleo.

Ao mesmo tempo em que a produção mundial recua, o número de poços e plataformas de extração ativas nos EUA também recuou de 779 para 776 na última semana, desacelerando os níveis de produção do país.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em setembro subiu 0,32%, sendo cotado a US$56,20 o barril e o petróleo Brent também para setembro aumentou 0,11%, sendo cotado a US$63,46 o barril. No acumulado da semana, o WTI avançou 0,79% e o Brent valorizou 1,58%.

Noticiário Corporativo

Azul (AZUL4)A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou as regras para a redistribuição dos slots da Avianca para pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, um dos principais do país.

As 41 autorizações da empresa serão repassadas às companhias consideradas entrantes neste aeroporto, ou seja, que operam até 54 slots.

Na prática, isso deixará fora da divisão as concorrentes Gol e Latam, que possuem 234 e 236 slots respectivamente. A Azul será uma das beneficiadas porque opera somente 26 slots no local.

Segundo a Anac, o resultado do processo de distribuição dos slots será divulgado na semana que vem e as companhias já estarão autorizadas a iniciar imediatamente a oferta de voos, considerando o nível crítico da infraestrutura de Congonhas.

Movida (MOVI3) – A Movida realizará uma oferta pública de distribuição primária e secundária de até 20.000.000 ações, no preço de R$15 cada uma.

As ações objeto da oferta serão negociadas na B3 no dia 29 de julho e a liquidação física e financeira do título ocorrerá no dia 30.

De acordo com a Movida, após essa emissão, o novo capital social passará a ser de R$2.046.641.914,60 diluído entre 298.921.014 ações ordinárias.

Movimentações na B3  

 As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram mistas, entre perdas e ganhos para alguns setores. A seguir, as máximas registradas no dia:

  • Gol (GOLL4) +6,33%
  • Smiles (SMLS3) +5,23%
  • Cyrela (CYRE3) +3,95%
  • MRV (MRVE3) +3,66%
  • YDUQS Participações (YDUQ3) +3,39%
COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 25/07 26/07 Ativo 25/07 26/07
Petrobras (PETR3) -1,67% -2,95% Vale (VALE3) -0,45% -0,61%
Petrobras (PETR4) -1,54% -2,68% Embraer (EMBR3) -1,08% +0,31%
Eletrobras (ELET3) -1,66% +2,33% Banco do Brasil (BBAS3) -4,07% -0,34%
Eletrobras (ELET6) -1,93% +1,47% Cemig (CMIG4) -1,48% +0,43%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 25/07 26/07 Ativo 25/07 26/07
Itaú Unibanco (ITUB3) -2,97% +1,17% Usiminas (USIM3) -1,55% +0,79%
Santander (SANB11) -2,02% +0,22% CSN (CSNA3) -0,37% +0,61%
Bradesco (BBDC3) -5,02% -1,83% Gerdau (GGBR4) -1,01% +0,58%


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