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Ibovespa avança mais de 1% com nova “demissão” no governo Bolsonaro

Por Pablo Vinicius Souza
20 maio 2019 - 12:24

O pregão de hoje começou com movimentações intensas no cenário político. Depois de oscilar próximo à estabilidade, o Ibovespa ganhou força com a notícia de que o major Vitor Hugo (PSL) será demitido da cúpula de liderança do governo de Jair Bolsonaro.

Os motivos não foram confirmados, mas ao que parece, o próprio presidente realizará o desligamento do deputado. Ainda no radar, há relatos que indicam a iniciativa dos parlamentares em costurar um projeto alternativo ao do governo para a reforma da Previdência.

Mais tarde, por volta das 14h, haverá uma audiência entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, o relator da PEC da Previdência, Samuel Moreira (PSDB), para alinhamento dos principais pontos questionados pelo Congresso.

Nesse contexto, às 12h12 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira disparava 1,14%, aos 91.014 pontos, registrando um giro financeiro de R$3,380 bilhões.

Dólar sobe a R$4,11 com cenário político no radar

Oscilando em alta desde a abertura, o dólar comercial ganhou força para avançar com as incertezas do cenário doméstico. O clima de tensão entre o governo e o Congresso continua gerando dúvidas sobre o avanço da reforma da Previdência na Comissão Especial.

Por isso, os investidores permaneciam cautelosos, ajustando posições, já que no exterior também prevalecia a aversão ao risco. Ás 12h12 (horário de Brasília), a divisa americana valorizava 0,39% contra o real brasileiro, sendo cotada a R$4,11.

Os contratos de juros futuros apresentavam leve redução nas taxas em todos os períodos, com divergências na política local e dados decepcionantes da atividade econômica. O boletim Focus de hoje registrou a 12ª queda consecutiva nas previsões para o PIB de 2019, caindo de 1,45% para 1,24%.

O DI com vencimento para novembro/2019 recuava 0,54%, sendo negociado a 6,41% (6,45% no ajuste anterior), o DI para setembro/2022 desabava 0,98%, sendo comercializado a 8,06% (8,17% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2026 declinava 0,43%, sendo vendido a 9,16% (9,25% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Vale (VALE3) – A Vale iniciou trabalhos de terraplanagem para construção de um muro de contenção que ficará a 6 km à vazante da barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais. O objetivo é conter os rejeitos para que não avancem à cidade no caso de ocorrer um rompimento.

A mineradora comunicou que a barragem e o talude norte da cava da respectiva mina estão sendo monitorados 24 horas por dia, desde que foi identificada uma movimentação atípica. No último sábado, cerca de 1.600 moradores participaram de um treinamento simulado para agir em caso de emergência.

Banco do Brasil (BBAS3) – Conforme publicação do Valor Econômico, a oferta de ações da Neoenergia, que viabilizará a venda de uma parte na participação dos sócios do Banco do Brasil, Previ e Iberdrola, está prevista para ser lançada nas próximas duas semanas.

A notícia ainda informa que após uma série de questionamentos do banco estatal, a empresa ajustou seu valor patrimonial para R$18,4 bilhões.

Comportamento das ações na B3

As ações de maior liquidez da Bovespa operavam majoritariamente em alta, com cenário político no foco. Com destaque para as máximas do momento:

  • Cyrela (CYRE3) +3,80%
  • MRV (MRVE3) +4,26%
  • JBS (JBSS3) +2,89%
  • Cemig (CMIG4) +2,64%
  • Banco do Brasil (BBAS3) +2,70%
COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,36% Vale (VALE3) -1,47%
Petrobras (PETR4) +1,38% Embraer (EMBR3) +2,15%
Eletrobras (ELET3) +2,61% Banco do Brasil (BBAS3) +2,70%
Eletrobras (ELET6) +1,43% Cemig (CMIG4) +2,64%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,46% Usiminas (USIM3) +0,80%
Santander (SANB11) +0,57% CSN (CSNA3) +0,45%
Bradesco (BBDC3) +1,58% Gerdau (GGBR4) +0,59%

Foto: Reprodução/Facebook


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