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Ibovespa avança impulsionado por indicadores na China e nos EUA

Por Pablo Vinicius Souza
17 janeiro 2020 - 13:36

O Ibovespa operava em alta nesta sexta-feira (17), impulsionado pela divulgação de indicadores econômicos na China e nos Estados Unidos.

No gigante asiático, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6,1% em 2019, apresentando um desempenho em linha com as projeções dos especialistas.

No mês de dezembro, a produção industrial chinesa saltou de 6,2% para 6,9% e as vendas no varejo superaram as expectativas do mercado, alcançando um aumento de 8%.

Já nos EUA, os números vieram no sentido contrário, com a produção industrial recuando 0,3% em dezembro, em comparação a novembro.

A utilização da capacidade instalada também caiu, passando de 77,4% para 77% no último mês do ano, evidenciando leve desaceleração do setor

Apesar disso, os investidores seguem apostando que a assinatura do acordo comercial entre os dois países poderá desencadear certo nível de tração às atividades, sobretudo, no setor manufatureiro.

Com o aumento das compras de produtos pelo governo chinês, há uma grande expectativa de que determinados segmentos retomem aos níveis anteriores ao início da guerra tarifária.

Enquanto isso, por aqui, as atenções se concentravam ao discurso do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante uma palestra realizada na Universidade de Miami.

O mercado espera obter alguma informação a respeito da diretriz sobre a política monetária que será adotada na próxima reunião do Copom, podendo ser esta a última oportunidade de ajustar posições.

Na B3, as companhias Gol (GOLL4), Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3) e JBS (JBSS3) lideravam o ranking positivo, apurando ganhos superiores a 2%.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira avançava 0,88%, aos 117.731 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,745 bilhões.

Dólar ronda R$4,17 com cena externa no radar

O dólar comercial operava em queda nesta sexta-feira (17), refletindo o otimismo do cenário externo em relação aos ativos emergentes.

Em consonância ao movimento de queda contra as demais moedas mais líquidas, a divisa americana assumia um viés negativo contra o real, devolvendo parte dos ganhos percebidos nas últimas sessões.

O avanço dos indicadores econômicos na China apoiava o aumento do apetite ao risco à medida que sinalizava a possível retomada do crescimento global.

Por outro lado, o enfraquecimento dos dados americanos demonstrou que alguns ajustes devem ser feitos, embora o acordo comercial assinado na última quarta-feira venha a impulsionar determinados setores da economia.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,31% contra o real, sendo cotado a R$4,1790 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam redução nas taxas ao longo da curva, com os investidores corrigindo os excessos de recomposição do prêmio de risco, adicionado na sessão de ontem.

O DI outubro/2020 caía 0,35% sendo negociado a 4,31% (4,33% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 declinava 0,49%, sendo vendido a 6,09% (6,14% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: Renner poderá pagar dividendos de 50% sobre o lucro de 2019

O conselho de administração das Lojas Renner (LREN3) propôs elevar o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio de 40% para 50% dos resultados líquidos apurados em 2019.

Entre 2009 e 2012, a gigante do setor de vestuário pagou em torno de 75% do lucro reportado no exercício, reduzindo para 30% e 40% entre 2013 e 2018.

Agora, administração da companhia está determinada a aumentar a remuneração dos acionistas, aproveitando o bom momento do mercado brasileiro.

O assunto será decidido durante a próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO), que está prevista para ser realizada dia 16 de abril deste ano.

A Renner vem apresentando um crescimento sólido nas vendas e em participação no varejo, por isso, as projeções evidenciam um avanço exponencial nos lucros em 2020.

Se definitivamente aprovada, a medida poderá servir de impulso adicional para as ações da companhia valorizarem no curto prazo, tendo em vista o cenário positivo de recuperação econômica, que se reflete na aceleração do consumo.


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