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Ibovespa avança em meio às expectativas pela votação da reforma da Previdência

Por Pablo Vinicius Souza
03 julho 2019 - 12:41
Ibovespa sobe: economia brasileira; Monitor do PIB

Oscilando desde a abertura, o Ibovespa ganhou tração nesta manhã de quarta-feira (03), e segue avançando em expectativa à votação da reforma da Previdência na Comissão Especial.

Na sessão de ontem, os líderes do “Centrão” afirmaram que o relatório final deixou pontas soltas, mesmo após as modificações feitas pelo relator Samuel Moreira (PSDB).

Apesar de não conseguir integrar Estados e Municípios ao escopo da reforma, Moreira manteve o aumento da alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) em 5% para o setor bancário e permitiu a instituição de contribuições extraordinárias dos servidores públicos.

Embora os parlamentares do PSL que rejeitaram a proposta tenham concordado em não apresentar destaques no texto, não houve consenso dentro da própria base governo sobre a regulamentação das carreiras ligadas à segurança pública.

Por isso, alguns deputados do partido ainda vão tentar incluir condições diferenciadas para os profissionais desta área, no que tange à aquisição de benefícios.

Por volta de 11h, o presidente da Comissão, Marcelo Ramos (PL), iniciou uma reunião com os coordenadores das bancadas partidárias para definir data e horário de votação do relatório.

Nesse contexto, às 12h19 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,33%, aos 100.941 pontos, registrando um volume financeiro de R$4,193 bilhões.

Dólar ronda a estabilidade de olho na Previdência e indicadores dos EUA

Depois de abrir em alta, o dólar operava próximo à estabilidade após a divulgação de indicadores econômicos nos EUA, que evidenciaram a contração no mercado de trabalho.

Segundo informações da ADP, que representa uma prévia do relatório oficial, foram criadas 102 mil novas vagas no setor privado americano, durante o mês de junho.

Esse valor veio abaixo das projeções dos economistas, que sinalizavam para a geração de 140 mil novos postos de trabalho e isso enfraqueceu o dólar no mercado internacional.

Por aqui, os investidores seguem atentos às movimentações da reforma da Previdência, aguardando a data e o horário que será realizada a votação da proposta na Comissão Especial da Câmara.

Como o relator da reforma não acatou as sugestões de alguns deputados para alteração do texto final, muitos parlamentares solicitaram um tempo maior para analisar o projeto, o que pode causar um atraso na votação.

Ás 12h19 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,08% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,8600 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros de curto prazo avançavam em sinal de cautela, enquanto os de curto prazo caíam já precificando a aprovação da reforma e a redução da taxa Selic.

O DI abril/2020 saltava 0,94%, sendo negociado a 5,89% (5,84% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 recuava 0,83%, sendo vendido a 7,19% (7,25% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Movida (MOVI3) – A Movida, locadora de automóveis, está sendo coberta pela Itaú BBA, com recomendação das ações em “outperform”, no preço-alvo de R$18,00.

Segundo os analistas do Itaú BBA, o valor representa uma projeção de alta de 23% em relação ao fechamento anterior, tendo como base o rápido crescimento da locadora em 2018 e o amplo espaço para desenvolver suas atividades em 2019.

Eles também comentaram que a volta da operação de seminovos em conjunto com práticas de gestão mais eficientes devem “acelerar o crescimento da frota novamente”.

B3 (B3SA3) – Na sessão de ontem, a leitura do novo parecer da reforma da Previdência excluiu a B3 do grupo de instituições que serão oneradas com alíquotas mais elevadas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

No texto anterior, a B3 integrava o rol de contribuintes contemplados com o aumento do tributo e, por isso, suas ações desabaram mais de 5%.

Porém, nos pregões seguintes, os papéis alçaram a recuperação, já que havia fortes indícios de que o referido trecho seria alterado, se aplicando a setores mais específicos, como se depreendeu através da nova proposta.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,41% Vale (VALE3) +0,35%
Petrobras (PETR4) +0,48% Embraer (EMBR3) -1,70%
Eletrobras (ELET3) -0,55% Banco do Brasil (BBAS3) +0,21%
Eletrobras (ELET6) -0,23% Cemig (CMIG4) -0,34%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) +0,13% Usiminas (USIM3) +0,29%
Santander (SANB11) +0,96% CSN (CSNA3) +0,12%
Bradesco (BBDC3) +0,39% Gerdau (GGBR4) -0,07%


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