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Ibovespa avança com Guedes e Maia assumindo a articulação da Previdência; dólar recua a R$3,89

Por Pablo Vinicius Souza
29 março 2019 - 12:19

O movimento positivo visto na sessão de ontem se estendeu às negociações do pregão de hoje. O Ibovespa, que opera em alta desde a abertura, segue para fechar a semana em forte valorização. Depois de passar por severas turbulências nos últimos dias, o mercado brasileiro está mais otimista sobre a aprovação da reforma da Previdência.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiram a articulação do apoio à proposta junto aos parlamentares e isso trouxe ânimo aos investidores, que se acuavam frente ao aumento das incertezas.

Nesse contexto, às 12h07 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira avançava 1,01%, aos 95.344 pontos e um volume financeiro de R$4,181 bilhões.

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Cenário internacional

No exterior, o dia é positivo para as Bolsas em geral, que subiam na esteira das expectativas sobre a finalização de um acordo comercial entre Estados Unidos e China. Nesta madrugada, o Secretário do Tesouro Americano, Steven Mnuchin, publicou através de sua conta no Twitter que as negociações entre os dois países foram muito construtivas na reunião de Pequim.

Mnuchin também acrescentou que está ansioso para receber o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, que irá à Washington na próxima semana para dar sequência à elaboração do acordo. Circulam notícias de que a China teria preparado propostas inéditas e muito interessantes aos EUA, que incluiriam, até mesmo, a cláusula de transferência forçada de tecnologia.

Cotação do Dólar e juros futuros

O dólar comercial desvalorizava 0,51%, sendo cotado a R$3,89, em um novo dia de queda. A divisa americana depreciava contra as principais moedas emergentes devido à melhora da percepção dos níveis de risco. O Banco Central realizará um novo leilão de linha, no qual ofertará ao mercado até US$3 bilhões para rolagem, com o objetivo de assegurar a liquidez.

Os contratos de juros futuros seguiam com redução nas taxas em todos os períodos, acompanhando a baixa do dólar e a renovação da confiança sobre a efetivação da reforma da Previdência. O DI com vencimento para setembro/2019 caía 0,23%, sendo vendido a 6,45% (6,47% no ajuste anterior) e o DI para março/2022 recuava 0,76%, sendo negociado a 7,84% (7,90% no ajuste anterior).

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Mercado brasileiro

As principais blue chips operavam em alta, acompanhando o impulso de melhora no cenário político. Com destaque para as ações que mais avançavam no momento:

  • JBS (JBSS3) +3,23%
  • CSN (CSNA3) +5,93%
  • Usiminas (USIM3) +2,39%
  • Vale (VALE3) +3,89%

Vale – A Vale deu indícios ao mercado de que os impactos de Brumadinho podem ser negativos para a sua produção global, de modo que, considerando um cenário estável, haverá uma redução nas vendas de minério de ferro em aproximadamente 75 milhões de toneladas em 2019. A projeção inicial era comercializar 382 milhões de toneladas no ano e, considerando as flutuações do mercado, podem ocorrer novas mudanças.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3)+1,16%Vale (VALE3)+3,89%
Petrobras (PETR4)+0,71%Embraer (EMBR3)+0,22%
Eletrobras (ELET3)+2,12%Banco do Brasil (BBAS3)+1,73%
Eletrobras (ELET6)+2,01%Cemig (CMIG4)+1,76%

Manual do Imposto de Renda para Investidores

SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3)+0,68%Usiminas (USIM3)+2,39%
Santander (SANB11)+1,53%CSN (CSNA3)+5,93%
Bradesco (BBDC3)+1,03%Gerdau (GGBR4)+2,22%

 

 


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